Yamaha: moto nova com problema e total descaso - Concessionária Madia Motosport Indaiatuba

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Indaiatuba - SP

16/03/2026 às 13:35

ID: 243400401

Venho por meio deste manifestar meu profundo descontentamento com a marca Yamaha e com o atendimento prestado pela concessionária Madia, com exceção da equipe de vendas, localizada em Indaiatuba/SP.
Adquiri uma motocicleta zero quilômetro no dia 26/12/2025, realizando a retirada do veículo na concessionária no dia 30/12/2025.
No dia 22/01/2026, levei a motocicleta à concessionária para uma avaliação, pois passei a perceber um ruído diferente no motor. Cheguei a essa conclusão após conduzir a motocicleta de um amigo que havia adquirido o mesmo modelo na mesma loja, com a mesma vendedora, aproximadamente três meses antes, e que não apresentava tal ruído.
Após deixar a motocicleta na concessionária, fui orientado a aguardar enquanto os mecânicos realizavam um teste de rodagem para verificar possíveis anormalidades. Cerca de 40 minutos depois, a motocicleta me foi devolvida com a informação de que não havia qualquer problema com o motor. No entanto, o mecânico-chefe, Fábio, relatou ter ouvido um barulho semelhante a metal trepidando, afirmando novamente que não se tratava de um problema no motor e solicitando que eu retornasse em outra oportunidade para que pudessem verificar a origem do ruído com mais calma.
Ainda na oficina da concessionária, foi constatado que a luz de freio permanecia piscando ou acesa continuamente, mesmo sem o acionamento dos freios. Apesar da constatação, nenhuma providência foi tomada naquele momento.
Antes de deixar a concessionária, perguntei se meu relato ficaria registrado no sistema e fui informado de que sim, todas as informações seriam devidamente registradas.
Retornei à concessionária conforme solicitado alguns dias depois, no dia 27/01/2026. Na ocasião, a própria vendedora disponibilizou a motocicleta de teste drive da loja para que eu pudesse compará-la com a minha e verificar se o mesmo ruído estaria presente. Após o teste, constatei que a motocicleta de teste drive, já com quase 3.000 km rodados, não apresentava o mesmo barulho.
Ao retornar à loja, questionei novamente sobre o registro das informações relatadas na primeira visita e, para minha surpresa, não havia qualquer registro do ocorrido. Solicitei então a abertura de uma ordem de serviço, deixando a motocicleta na concessionária para averiguação do ruído no motor. Naquele momento, a motocicleta possuía aproximadamente 400 km rodados.
No dia 31/01/2026, retirei a motocicleta da concessionária com o seguinte diagnóstico:
Não há problema algum com a motocicleta, não há motivo para preocupação.
Posteriormente, no dia 24/02/2026, tentei agendar a revisão periódica por meio do aplicativo oficial da Yamaha. O próprio aplicativo informa que as datas dependem da disponibilidade da concessionária. No aplicativo constava disponibilidade para 02/03/2026, porém, ao entrar em contato com a concessionária, fui informado de que a primeira data disponível seria apenas 06/03/2026.
Questionei então sobre a garantia da motocicleta, uma vez que naquele momento ela estava com 849 km rodados. O funcionário que me atendeu, por meio do WhatsApp da oficina (não sei informar o nome), disse que qualquer solicitação de extensão de garantia deveria ser tratada diretamente com o SAC da Yamaha, pois a concessionária não poderia fazer nada nesse sentido. Informou também que o agendamento deveria ser feito com antecedência, embora, na minha opinião, ao agendar com aproximadamente 150 km antes da revisão, já estaria realizando o procedimento com antecedência. Fui orientado inclusive a procurar outra concessionária com vaga disponível, sendo a mais próxima na cidade de Campinas.
No entanto, no dia 26/02/2026, retornei novamente à concessionária, pois o barulho no motor estava aumentando, e a motocicleta já estava com aproximadamente 950 km rodados.
Na ocasião, relatei novamente os seguintes problemas:
Persistência do barulho no motor
Luz de freio acionando sozinha, sem utilização dos freios
Forte cheiro de queimado na região frontal da motocicleta, próximo ao painel
Pequeno estouro no escapamento durante reduções com freio motor
Enquanto aguardava a abertura de uma nova ordem de serviço, presenciei um casal extremamente insatisfeito com uma motocicleta do mesmo modelo, que já havia apresentado problema no motor pela segunda vez, inclusive chegando a ocorrer quebra do motor, apesar de também ter sido adquirida zero quilômetro.
Após ouvir o relato desse casal, realizei uma pesquisa na internet e encontrei diversos relatos semelhantes, principalmente relacionados a barulho no motor antes dos 1.000 km rodados.
Na concessionária, fui atendido pelo gerente Cleiton, que acompanhou meu caso pessoalmente. Relatei a ele todos os problemas mencionados, e ele afirmou que acompanharia a situação de perto e me manteria informado.
No dia 02/03/2026, recebi uma ligação do gerente Cleiton informando que:
O cheiro de queimado seria normal devido à baixa quilometragem da motocicleta e não estaria relacionado ao painel.
O estouro no escapamento também seria considerado normal, pois ele teria testado a motocicleta de teste drive e o mesmo comportamento ocorreu.
Quanto ao barulho no motor, ainda não havia sido verificado, pois havia outras motocicletas em manutenção na oficina.
Na data de hoje, 06/03/2026, até o momento não obtive mais nenhuma atualização ou diagnóstico sobre minha motocicleta. Também enviei mensagem ao gerente Cleiton pelo WhatsApp, número que ele próprio disponibilizou para contato, porém não obtive retorno.
Desde o dia 26/02/2026, quando a motocicleta foi deixada pela terceira vez na concessionária, estou dependendo de transporte público ou da ajuda de terceiros para me deslocar entre trabalho e faculdade, justamente as razões que me levaram a adquirir a motocicleta.
Ressalto que já tive outras motocicletas, inclusive zero quilômetro, também já fui proprietário de uma Yamaha Fazer 250 ano 2007, com a qual nunca tive qualquer problema.
Diante de toda essa situação, o descaso percebido com este novo modelo 2026 e a falta de solução para o meu caso geram um enorme descontentamento com a marca. No momento, sinto-me frustrado e sem confiança em permanecer com a motocicleta e com a Yamaha.

Na data, 09/03/2026, estive novamente na concessionária Madia, em Indaiatuba/SP, para buscar informações sobre o andamento da análise da minha motocicleta, que permanece na oficina há aproximadamente 12 dias.

Ao falar com o atendente da oficina, Bruno, quem emitiu uma ordem de serviço em nome de *****, fui informado de que a concessionária ainda não possui um diagnóstico do problema e também não consegue informar qualquer prazo para conclusão da análise.

Saí novamente da concessionária sem informações concretas sobre o status da motocicleta. Enquanto o veículo permanece na concessionária sem diagnóstico, o financiamento continua em andamento, com cobrança de juros, e sigo dependendo de transporte público ou da ajuda de terceiros para me deslocar.

Registro também que já havia aberto uma reclamação junto ao SAC da Yamaha no dia 06/03/2026. Inclusive, enquanto eu realizava a abertura desta nova reclamação, recebi uma ligação do gerente Cleiton, que pediu desculpas pelos transtornos causados, porém também não apresentou novas informações sobre o caso. Informei a ele que estava formalizando a reclamação, e o mesmo afirmou que encaminharia minha insatisfação internamente.

Diante da falta de diagnóstico e de prazo para solução, solicito um posicionamento formal da Yamaha ou da concessionária. Até a presente data 16/03/2026 não tive quaisquer retorno da concessionária sobre o status da motocicleta

Como solução, proponho:

A substituição da motocicleta por outra unidade nova, sem custos adicionais ao consumidor, incluindo taxas, emplacamento e eventuais custos do financiamento;

ou

O cancelamento do financiamento, com a devolução dos valores pagos.

Diante da situação apresentada, informo que não tenho mais confiança em permanecer com a motocicleta

Atenciosamente
*****
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Resposta da empresa

16/03/2026 às 14:41

Boa tarde, Sr. Danilo Kuntz da Silva.

Lamentamos o ocorrido e informamos que nosso gerente entrará em contato.

Atenciosamente,

Madia Motosport

Réplica do consumidor

25/03/2026 às 11:25

Título: Motocicleta zero com defeito de fabricação e falta de transparência da concessionária

Na data de 17/03/2026, estive novamente na concessionária Madia para tratar dos problemas recorrentes apresentados por minha motocicleta. Na ocasião, conversei diretamente com o mecânico responsável pelas manutenções, na presença do gerente ***** e das testemunhas ***** e *****.

O mecânico informou, de forma clara, que a motocicleta apresentava um defeito no motor, responsável pelo barulho anormal relatado desde a primeira visita. Segundo ele, trata-se de um problema oriundo da linha de produção da Yamaha, afetando algumas unidades, sendo necessário abrir a lateral do motor para substituição de um rolamento.

Ressalto que, desde a primeira análise, venho relatando esse barulho, porém tanto o mecânico anterior quanto o gerente ***** afirmavam que não se tratava de problema no motor e que não havia motivo para preocupação.

Ainda durante o atendimento, fui informado de que o reparo não seria realizado naquele momento, pois seria necessário acionar a garantia junto à Yamaha. Também foi dito que eu poderia retirar a motocicleta e utilizá-la normalmente, acompanhando eventuais novos problemas.

Após essa conversa, foi realizada uma reunião com a presença do gerente *****, do gerente das oficinas *****, de mim (proprietário da motocicleta) e de minhas testemunhas. Na ocasião, relatei todos os problemas enfrentados e manifestei meu total descontentamento e perda de confiança tanto no produto quanto na marca Yamaha.

Diante disso, solicitei formalmente a substituição do veículo por um novo ou o cancelamento do financiamento, conforme previsto no Artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. O Sr. ***** informou que poderia tratar apenas da parte mecânica, mas que encaminharia minha solicitação ao departamento administrativo da empresa.

Solicitei também que a reunião fosse formalizada por e-mail, com envio de uma ata contendo os pontos discutidos, sendo informado pelos gerentes que isso seria feito. No entanto, até o momento, não recebi qualquer e-mail ou retorno formal, não tendo conhecimento se minha solicitação está sendo devidamente tratada.

No dia 20/03/2026, o gerente ***** entrou em contato informando que a motocicleta estaria pronta para retirada, com o reparo realizado pela Yamaha.

Em 24/03/2026, retornei à concessionária para retirada da motocicleta, visando evitar maiores prejuízos financeiros, considerando que as parcelas do financiamento continuam sendo cobradas com juros diários.

Ao questionar sobre a ausência da ata da reunião e do encaminhamento formal da minha solicitação, fui informado pelo gerente ***** de que nenhum e-mail foi enviado, tendo ele apenas realizado um contato telefônico com o departamento responsável. Além disso, ele se recusou a fornecer qualquer informação adicional sem autorização do setor jurídico da empresa.

Novamente, fiquei sem qualquer transparência ou posicionamento sobre o andamento do meu caso.

Também questionei sobre a revisão periódica da motocicleta, já que o prazo ocorreu enquanto o veículo estava na concessionária. Fui informado de que a revisão foi realizada, porém não recebi nota fiscal, sob a alegação de que a loja estava sem sistema.

Adicionalmente, solicitei o fechamento da ordem de serviço com a descrição detalhada dos reparos realizados. Para minha surpresa, fui informado de que a ordem de serviço não havia sido finalizada, mesmo após cerca de 20 dias de diagnóstico e apenas 3 dias de reparo. Ainda assim, fui obrigado a assinar a retirada do veículo sem qualquer documentação comprobatória dos serviços executados.

Para agravar a situação, no momento da retirada, o gerente ***** informou que o motor da motocicleta não precisou ser aberto, o que contradiz diretamente a informação anteriormente fornecida pelo mecânico responsável.

Atualmente, continuo utilizando a motocicleta sem qualquer confiança, e, para minha surpresa, o barulho no motor persiste, indicando que o problema não foi solucionado.

Diante de todo o ocorrido, me sinto completamente desamparado pela marca Yamaha e desrespeitado pela concessionária Madia, que até o momento não assumiu qualquer responsabilidade pelos defeitos apresentados e pelos prejuízos causados.

Aguardo uma solução definitiva para o caso, seja por meio da substituição do produto por um novo ou pelo cancelamento do financiamento, conforme garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.

Atenciosamente
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Réplica da empresa

30/03/2026 às 11:44

Prezado,
Vimos por meio deste esclarecer que todos os questionamentos apresentados foram averiguados e realizados os reparos necessários na motocicleta, a título de garantia da fabricante Yamaha e sem qualquer ônus a vossa senhoria.
A pretensão de desfazimento da compra da motocicleta não encontra respaldo, uma vez que a motocicleta está em pleno funcionamento e sem qualquer defeito, sendo inclusive assim encontrada quando da retirada por vossa senhoria perante a concessionária.
Ainda, a motocicleta está enquadrada na garantia, o que lhe permite exercer seu direito em eventual situação que exija novamente a sua utilização.
Quanto ao pedido de cancelamento do contrato de financiamento e devolução de quantias pagas, a concessionária não é a instituição financeira que realizou a contratação do crédito, devendo acioná-la pelos meios administrativos (SAC) ou por outro meio legal, a fim de expor sua solicitação. A concessionária não é parte legítima no contrato de financiamento para atender o pedido da reclamação.
De mesmo modo, qualquer questionamento sobre o pedido de devolução da motocicleta, podem ser objeto de apreciação perante o SAC da fabricante Yamaha *****.
A concessionária Madia reitera que realizou todos os procedimentos para reparo da motocicleta, observando as normas da fabricante Yamaha com as trocas de peças em garantia e sem qualquer ônus ao consumidor, entregando-a em plenas condições de funcionamento.
Cordialmente,
Madia Motosport

Réplica do consumidor

07/04/2026 às 17:01

Em resposta à manifestação da concessionária, esclareço que não concordo com as alegações apresentadas, pelos seguintes motivos:

Primeiramente, embora tenham sido realizados reparos sob garantia, é importante destacar que a motocicleta apresentou defeitos relevantes em um curto período após a compra, o que compromete a confiança no produto adquirido. O fato de terem sido feitos reparos não descaracteriza o vício do produto, principalmente considerando que o problema envolvia o motor, componente essencial.

Ressalto ainda que, conforme o Código de Defesa do Consumidor, quando um produto apresenta defeito, o fornecedor tem o prazo de até 30 dias para sanar o problema. Caso isso não ocorra de forma definitiva e satisfatória, o consumidor pode optar pela substituição do produto, restituição dos valores pagos ou abatimento proporcional do preço.

No meu caso, a motocicleta permaneceu por um período significativo em diagnóstico e manutenção, e mesmo após os reparos, houve confirmação de defeito no motor por parte do próprio mecânico da concessionária, o que demonstra que não se trata de um problema simples ou pontual.

Além disso, em minha opinião, sendo eu leigo no assunto, pois não sou mecânico, mas tenho o mínimo de noção para identificar um barulho ou ruído anormal no funcionamento de um motor, ressalto que a motocicleta permanece com barulho anormal. Caso a concessionária não consiga identificar qualquer anormalidade, solicito formalmente autorização para encaminhar o veículo a um mecânico de minha confiança para realização de diagnóstico, sem que isso implique na perda da garantia do produto. Não sendo possível, solicito que a motocicleta seja encaminhada diretamente à fabricante Yamaha para uma análise técnica mais aprofundada.

Quanto à alegação de que a concessionária não possui responsabilidade sobre o financiamento, entendo que, embora a instituição financeira seja parte do contrato de crédito, a concessionária integra a [Editado pelo Reclame Aqui] de fornecimento e, portanto, também possui responsabilidade solidária nos termos do CDC.

Ressalto ainda que a responsabilidade da concessionária não se limita apenas ao problema físico da motocicleta, mas também aos prejuízos decorrentes do período em que o veículo permaneceu sob diagnóstico e reparo, totalizando aproximadamente 30 dias. Durante esse período, o consumidor continua arcando com custos de financiamento e juros, sem usufruir do bem adquirido.

Além disso, diante da indisponibilidade da motocicleta, fui obrigado a utilizar transporte público e serviços de terceiros para minha locomoção, o que gerou prejuízos adicionais, os quais não podem ser simplesmente ignorados.

Dessa forma, reitero minha insatisfação com o produto adquirido e com a solução apresentada, uma vez que não houve resolução definitiva do problema. Mantenho meu pedido de cancelamento da compra ou substituição do bem, conforme previsto em lei.

Aguardo uma solução efetiva e definitiva para o caso.

Atenciosamente.
*****