Negativa de cobertura sem transparência e sem apresentação de provas técnicas

Reclamação respondida

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Brasília - DF

31/07/2026 às 22:22

ID: 255356387

Venho registrar uma reclamação contra a Mais Proteção Veicular pela forma como meu sinistro vem sendo conduzido.

Sofri um acidente com meu veículo no dia 06 de junho de 2026 (sábado), em uma rodovia pública não pavimentada e regularmente aberta ao tráfego, e acionei imediatamente a proteção veicular contratada. Após quase dois meses de espera, fui surpreendido com a negativa da cobertura.

Durante contato telefônico com o setor de atendimento, fui informado de que, segundo a perícia realizada, o veículo estaria a 90 km/h. Surpreso, questionei: 90 km/h?. Nesse momento, a própria atendente mudou a informação e afirmou que a velocidade seria uns 80 km/h.

Na mesma ligação, fui informado de que essa estimativa teria sido obtida por meio da análise da frenagem e do ponto de impacto e que essa análise teria sido realizada somente no dia 27 de julho de 2026, ou seja, 51 dias após o acidente.

Essa explicação levanta sérios questionamentos. Como seria possível realizar uma medição confiável baseada em supostas marcas de frenagem após 51 dias, em uma rodovia não pavimentada, com cascalho, tráfego diário de veículos e sujeita à ocorrência de chuvas? Até o momento, não me foi apresentada qualquer fotografia dessas supostas marcas, medição, memória de cálculo, laudo técnico ou outro documento que demonstre como essa conclusão foi alcançada.

O que mais causa indignação é a forma como o processo foi conduzido. Após quase dois meses de espera, a negativa foi comunicada apenas por telefone. Solicitei que a decisão e as supostas provas fossem encaminhadas por e-mail, mas a empresa se recusou, informando que enviaria os documentos somente pelos Correios.

Ao mesmo tempo, fui informado de que teria apenas 48 horas para retirar meu veículo do pátio, mesmo sem ter recebido a documentação que fundamentava a negativa.

Quando recebi a correspondência, constatei que o documento se limitava a informar, de forma genérica, que teria ocorrido agravamento de risco, sem explicar qual conduta teria caracterizado esse agravamento, quais provas técnicas sustentariam a conclusão, qual metodologia foi utilizada ou como os fatos se enquadrariam na cláusula contratual aplicada.

Uma negativa baseada apenas na expressão agravamento de risco, sem apresentação de laudo, cálculos, fotografias, medições ou registros técnicos, impede que o associado compreenda os reais motivos da decisão e possa contestá-la adequadamente.

Diante disso, solicito a revisão da negativa de cobertura e o fornecimento imediato de toda a documentação utilizada na análise, incluindo o eventual laudo técnico, as fotografias, medições, cálculos, metodologia empregada, registros que indicariam a velocidade alegada e a cláusula contratual aplicada ao caso.

Caso a situação não seja solucionada de forma adequada e transparente, adotarei as medidas cabíveis perante os órgãos de defesa do consumidor e o Poder Judiciário para assegurar meus direitos.

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Resposta da empresa

03/08/2026 às 10:19

Olá, Gilmar.

Lamentamos que sua experiência não tenha atendido às suas expectativas.
Informamos que o seu caso foi analisado de forma criteriosa, considerando toda a documentação apresentada pelo associado, bem como a perícia técnica realizada durante o processo de regulação do evento.
Após a conclusão da análise, verificou-se que a ocorrência se enquadra em hipótese de exclusão prevista no Programa de Proteção Veicular, razão pela qual a negativa foi mantida.

Todos os esclarecimentos sobre a decisão foram prestados por nossa equipe durante o atendimento e por meio dos canais oficiais da associação.

Por respeito à privacidade das partes envolvidas e em observância à legislação aplicável, não divulgamos informações específicas do processo em ambiente público.

Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais por nossos canais oficiais.

Atenciosamente,
Equipe Mais Proteção Veicular