Perturbação do sossego, omissão do síndico e uso comercial de imóvel em condomínio

Reclamação não respondida

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Barueri - SP

08/11/2025 às 15:32

ID: 231384115

REGISTRO DE OCORRÊNCIA PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO E OMISSÃO DO SINDICO E DA ADMINISTRADORA MANAGER.

Prezados,

Venho por meio deste canal expressar minha profunda indignação e sofrimento psicológico e moral decorrentes da omissão e negligência do síndico Fernando e da administradora Manager na prestação de serviços no Condomínio Queluz Vita, em Cotia. Sou moradora há quase 4 anos e dependo de um ambiente tranquilo para trabalhar como autônoma e garantir o bem-estar de minha filha pequena, que também está sendo prejudicada.

Desde 04 de setembro de 2025, sou vítima de perturbação constante do sossego causada pela moradora da unidade 27, que utiliza uma máquina de costura em horários inadequados (muitas vezes a partir das 6h da manhã e estendendo-se noite adentro). Devido à natureza geminada das casas, o ruído e a vibração reverberam diretamente em meu quarto, impedindo meu descanso e prejudicando meu trabalho e estudos. Tenho mais de 20 áudios gravados que comprovam a intensidade e constância do barulho, alguns já enviados à portaria.

Apesar de inúmeras tentativas de solução, o síndico Fernando tem demonstrado total descaso e parcialidade:

Comunicações Constantes à Portaria: Desde 04/09/2025, os barulhos são relatados quase que diariamente à portaria, que se limita a informar o síndico.

Promessas Ignoradas pelo Síndico: Após contato direto com o síndico Fernando em 30/10/2025, ele prometeu notificar a moradora. No entanto, essa notificação foi repetidamente postergada, sob a justificativa de "esperar a administradora".

Investigação Falha e Parcialidade: Em 04/11/2025, o síndico, em vez de notificar, optou por ir pessoalmente à casa da moradora com o encanador (que atua como zelador, gerando outra preocupação trabalhista para o condomínio). Lá, ele alegou que o barulho era de uma "bomba nova", ignorando minhas evidências e o fato de o funcionário Florisvaldo ter constatado em 05/11/2025 que o ruído vinha da máquina de costura.

Descaso e Ironia: Em 07/11/2025, após registrar formalmente a reclamação no livro de ocorrências (reclamações anteriores neste livro nunca foram respondidas), entrei em contato com a administradora Manager. O funcionário Marcelo confirmou que o síndico só havia solicitado a notificação no dia anterior. Durante a ligação, o síndico Fernando ligou para a moradora da unidade 27, que, com a ligação em viva-voz, começou a rir e conversar com o síndico de forma desrespeitosa e irônica sobre a situação, evidenciando a parcialidade e o descaso com meu sofrimento. Essa atitude me causou um pico de pressão arterial, colocando minha saúde em risco.

Consequências e Prejuízos:

Privação de sono por quase 15 dias, resultando em sérios abalos à minha saúde física e mental (ansiedade, risco de AVC, sou cardíaca).

Prejuízos no meu trabalho e estudos, pois o ambiente de paz necessário foi completamente destruído.

Minha filha pequena está sendo privada de sono, o que afeta seu desempenho escolar.

Falta de resposta formal às reclamações registradas no livro de ocorrências do condomínio.

Questão Adicional Uso Comercial do Imóvel:

Além da perturbação do sossego, o uso contínuo da máquina de costura (dia e noite, com produção de sapatos, bolsas e outros artigos) levanta a questão se a unidade 27 está sendo utilizada para fins comerciais, tenho foto de bolsas e sapatos que ela produz na residência, bem como outros artigos de higiene pessoal, o que seria proibido em um condomínio exclusivamente residencial. Solicito investigação e regulamentação por parte da administração.

É inadmissível que, após quase dois meses de sofrimento e inúmeras tentativas de resolução, eu continue sem amparo. A omissão do síndico Fernando e da administradora Manager é evidente e flagrante, causando danos irreparáveis à minha vida e à da minha filha.

Exijo uma solução imediata e eficaz para a perturbação do sossego e uma posição clara da administradora Manager sobre a conduta do síndico e a utilização da unidade 27 para fins comerciais.

OBSERVAÇÃO COMPLEMENTAR (08/11/2025):

Cansada e exausta mentalmente apos relatar ao porteiro por volta das 00:06 via whats up sobre o barulho tive que sair de meu quarto, me privando agora inclusive de dormir em minha propria cama, pois segundo o porteiro a moradora ignorou a solicitação dele de cessar o barulho. Minha filha, de apenas 11 anos permaneceu na minha cama até as 2:20 da amanha, quando apareceu no quarto dela que eu estava dormindo aos prantos pois a vizinha tinha intensificado o barulho e acordado-a, deixando-a completamente abalada psicologicamente. Então a situação além de me afetar pessoalmente e diariamente, tem afetado minha filha, uma criança de apenas 11 anos, causando a ela crises de choro e ansiedade.

Mesmo após relatar o fato ao porteiro via WhatsApp que informou não poder fazer nada além de comunicar a vizinha , o barulho foi deliberadamente aumentado, configurando uma atitude de pirraça e desrespeito. Lamentavelmente, essa ação abusiva acordou minha filha às 2h da manhã, causando-lhe uma crise de choro e demonstrando o impacto direto e grave na saúde e bem-estar de uma criança. Este incidente reforça a urgência de uma intervenção eficaz da administração.

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