Tratamento odontológico não concluído e pedido de ressarcimento

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Belo Horizonte - MG

13/08/2026 às 22:26

ID: 256430083

RECLAMAÇÃO FORMAL TRATAMENTO ODONTOLÓGICO SEM CONCLUSÃO, FALHAS DE ATENDIMENTO E PEDIDO DE RESSARCIMENTO
Venho formalizar minha profunda insatisfação com o atendimento e a condução do meu tratamento odontológico na Faculdade São Leopoldo Mandic Belo Horizonte, bem como solicitar uma solução definitiva para uma situação que se prolonga desde dezembro de 2025.
Não se trata de um atraso pontual ou de uma simples insatisfação com um atendimento. Estou há aproximadamente oito meses realizando consultas, retornos, deslocamentos e tentando dar continuidade a um tratamento que, até o momento, não foi concluído, apesar dos valores já pagos e das inúmeras tentativas de resolução junto à instituição.
1. Início do tratamento dezembro de 2025
Meu primeiro contato com a Mandic ocorreu em dezembro de 2025, quando procurei a instituição porque percebi uma alteração em minha gengiva.
A partir daí, iniciei uma sequência de avaliações, procedimentos e encaminhamentos. Em determinado momento, foi indicada a realização de cirurgia em dois dentes.
Posteriormente, fui informada de que seria necessário passar também pelas especialidades de Prótese e Endodontia/Canal.
Desde então, começou uma longa sequência de dificuldades para conseguir dar continuidade ao tratamento.
2. Cinco próteses pagas e nem a primeira foi concluída

Realizei o pagamento referente a cinco próteses.

Entretanto, depois de meses, não conseguimos concluir sequer a primeira prótese.

Essa situação é extremamente difícil de compreender e aceitar.

Em um dos atendimentos, compareci à Mandic ainda com o meu dente. O dente foi removido e, naquele mesmo dia, não foi realizada sequer a moldagem para dar andamento à confecção da peça.

Ou seja: houve a remoção do dente, mas o tratamento protético não avançou naquele atendimento como eu esperava.

Posteriormente, permaneço dependendo de um provisório, situação que deveria ser temporária, mas que já se prolonga por mais de dois meses.

O provisório já se soltou diversas vezes. Estou utilizando Corega por conta própria para tentar mantê-lo no lugar, porque precisava continuar trabalhando e realizando minhas atividades cotidianas.

Atualmente, preciso retirar esse provisório todos os dias.

Isso interfere diretamente na minha alimentação, no meu trabalho, na minha vida social, na minha segurança para sair de casa e, evidentemente, na minha autoestima.

Não considero razoável que uma paciente que pagou por cinco próteses permaneça por meses nessa condição sem conseguir concluir sequer a primeira.

3. Problemas recorrentes com o provisório

A instabilidade do provisório não aconteceu uma única vez.

A peça se soltou repetidamente e precisei procurar atendimento e pedir ajuda em diversas oportunidades.

Em julho, cheguei a informar à equipe que o provisório havia caído novamente e que estava utilizando Corega para tentar mantê-lo preso.

Relatei, inclusive, que estava insegura para sair, trabalhar e até mesmo almoçar, justamente pelo receio de que a peça se soltasse.

Hoje a situação chegou ao ponto de eu precisar retirar o provisório diariamente.

Portanto, não estamos falando apenas de um tratamento que demorou mais do que o esperado. Estamos falando de uma situação que passou a interferir diariamente na minha qualidade de vida.

4. Tratamento de canal/retratamento também sem solução

Paralelamente à questão das próteses, existe outro problema: a falta de continuidade do atendimento relacionado ao retratamento de canal.

Venho tentando resolver essa questão há meses.

Durante esse período, houve informações sobre agendamentos, reagendamentos, mudança de turma e necessidade de transferência para outra equipe.

Em determinado momento, recebi a confirmação de um atendimento de canal para o dia 22/06, às 13h30.

Posteriormente, fui informada de que a turma que havia me atendido estava se formando e que aquela havia sido a última clínica da equipe. Por esse motivo, seria necessário me transferir para outra turma e realizar um novo agendamento.

Depois disso, ainda precisei informar novamente se o procedimento seria tratamento ou retratamento de canal.

Informei que se tratava de retratamento.

A partir daí, passei a aguardar a existência de uma desistência de outro paciente para conseguir atendimento.

Continuei cobrando uma posição porque havia recebido informações de que teria atendimento posteriormente. Entretanto, mais uma vez, não houve a continuidade que me havia sido passada.

Até hoje continuo sem uma solução efetiva para essa questão.

5. Reclamações anteriores sem solução definitiva

Esta reclamação formal não é minha primeira tentativa de resolver o problema.

Já realizei reclamações anteriormente, inclusive presencialmente, explicando a gravidade da situação e a necessidade de continuidade do tratamento.

Apesar disso, continuo sem uma solução definitiva.

Foram inúmeras conversas, contatos, tentativas de agendamento e pedidos de ajuda.

Não considero aceitável que, depois de tantas tentativas de resolução diretamente com a instituição, eu ainda precise continuar cobrando atendimento para procedimentos pelos quais já venho aguardando há meses.

6. Deslocamentos e prejuízos profissionais desde dezembro de 2025

Outro aspecto que precisa ser considerado é todo o impacto que essa situação vem causando desde dezembro de 2025.

Cada atendimento exige que eu reorganize minha rotina profissional.

Preciso deixar meu trabalho para comparecer aos agendamentos, porque, obviamente, também não posso faltar aos horários determinados pela própria instituição.

Minha rotina profissional é intensa e cada saída durante o expediente precisa ser organizada.

Mesmo assim, venho fazendo isso desde dezembro: deslocando-me até a Mandic, comparecendo às consultas, retornando, aguardando novos módulos, procurando diferentes especialidades e tentando resolver uma situação que deveria ter tido uma condução muito mais organizada.

O problema, portanto, não envolve somente os valores pagos.

Envolve também tempo, deslocamentos, ausências do trabalho, desgaste emocional, insegurança e comprometimento da minha rotina pessoal e profissional.

7. Impacto pessoal e emocional

Permanecer por mais de dois meses com um provisório instável, que se solta e que atualmente preciso retirar diariamente, não é uma situação trivial.

Isso interfere na alimentação, no convívio social, no trabalho e principalmente na autoestima e segurança.

Já relatei anteriormente à própria equipe que estava insegura para sair e para me alimentar por causa da situação do provisório.

Além disso, existe o desgaste psicológico de saber que ainda há diversas etapas pendentes e que, mesmo depois de meses procurando atendimento, não consigo visualizar uma solução definitiva.

8. Perda de confiança na continuidade do tratamento

Depois de tudo o que ocorreu, não tenho mais confiança para continuar meu tratamento odontológico na instituição.

Essa decisão não decorre de mera vontade de abandonar o tratamento.

Ao contrário: tentei durante meses resolver a situação.

Compareci aos atendimentos, procurei as diferentes especialidades, aceitei reagendamentos, aguardei módulos, entrei em contato diversas vezes e fiz reclamações.

Depois de aproximadamente oito meses desde o primeiro atendimento, cinco próteses pagas sem que sequer a primeira tenha sido concluída, meses aguardando solução para o retratamento de canal e mais de dois meses convivendo com um provisório problemático, entendo que já ultrapassamos qualquer limite razoável de espera.

Preciso solucionar meu problema odontológico e, diante do histórico apresentado, pretendo buscar outro profissional para avaliação e continuidade do tratamento.

9. Solicitações à instituição

Diante de todo o exposto, solicito formalmente:

O ressarcimento dos valores pagos pelos tratamentos/procedimentos contratados que não foram efetivamente concluídos, incluindo a análise dos valores referentes às cinco próteses pagas;
O custeio ou ressarcimento das despesas necessárias p

Compartilhe