Maple Bear Jacareí avaliou uma criança de 7 anos em um apoio para o qual ela nunca foi convocada- e ainda cobra multa mesmo diante de falha grave.

Respondida
Jacareí - SP
20/07/2026 às 22:51
ID: 254411195
Meu filho, atualmente com 7 anos, estuda na Maple Bear desde o Toddler, ou seja, desde o início de sua trajetória escolar. Ele começou em outra unidade e, posteriormente, passou a frequentar a Maple Bear Jacareí. Sempre acreditamos na metodologia da instituição e, por isso, é muito triste encerrar uma relação de tantos anos dessa maneira.
Desde o início deste ano, ele frequenta o apoio de Português, indicado pela própria escola em razão de suas dificuldades no processo de alfabetização. Inicialmente, o atendimento acontecia aproximadamente das 13h30 às 14h30. Há cerca de dois ou três meses, a professora solicitou a alteração para o período das 14h30 às 15h30, a fim de realizar um trabalho mais específico com ele.
Meu filho nunca foi convocado, encaminhado ou inscrito para o apoio de Inglês. Em nenhum momento a escola comunicou à família que ele apresentava dificuldades nessa disciplina ou precisava desse acompanhamento. O único apoio indicado foi o de Português.
No dia 30 de junho, porém, recebi uma mensagem do professor de Inglês, pela plataforma oficial utilizada pela escola, informando que o período de apoio do primeiro semestre estava terminando. Ele solicitou uma reunião para conversar sobre o desenvolvimento do meu filho e encaminhou um relatório individual em nome da criança.
Levei um susto, pois meu filho nunca frequentou o apoio de Inglês. Questionei imediatamente o professor e informei que ele participava somente do apoio de Português.
Em resposta, o próprio professor admitiu a confusão e escreveu: Sim, realmente devo estar ficando louco. Em seguida, reconheceu que meu filho não havia realizado o apoio de Inglês e informou que reescreveria o relatório. Essa mensagem e o relatório estão anexados à reclamação.
Portanto, não se trata apenas de uma alegação da família. O próprio professor reconheceu por escrito, em um canal oficial da escola, que meu filho não realizou o apoio e que o relatório havia sido produzido equivocadamente.
Posteriormente, porém, o professor apresentou outra versão, alegando se lembrar de que meu filho teria permanecido em algumas aulas de apoio de Inglês após o término do apoio de Português.
Diante da gravidade da situação, solicitei uma reunião com a coordenação pedagógica. A coordenadora reconheceu que a situação era inadequada, lamentou o ocorrido e apresentou desculpas.
O professor de Inglês também participou da reunião e afirmou que meu filho teria permanecido aproximadamente dez minutos no apoio após as aulas de Português. Essa justificativa, além de contradizer sua mensagem inicial, não corresponde à rotina da criança.
A pessoa responsável por buscá-lo permanece aguardando em frente à escola, pois mora longe e o apoio dura apenas uma hora. Meu filho sempre foi retirado no horário previsto. Além disso, nos últimos meses, o apoio individual de Português passou a acontecer das 14h30 às 15h30, exatamente no mesmo horário do apoio de Inglês. Portanto, seria materialmente impossível que ele estivesse nas duas atividades simultaneamente.
Durante a reunião, o professor apresentou algumas atividades para justificar o relatório. Entretanto, eram atividades realizadas durante as aulas regulares, e não no apoio de Inglês. Elas não comprovam a participação da criança no apoio e tampouco justificam um relatório referente a um acompanhamento para o qual ela nunca foi convocada ou inscrita.
Mesmo que meu filho tivesse permanecido dez minutos em algum momento o que não ocorreu da forma relatada , esse contato pontual não seria suficiente para fundamentar uma avaliação sobre sua participação e seu desenvolvimento ao longo de um semestre.
O relatório também é superficial e não apresenta informações concretas sobre a evolução, as dificuldades ou a participação do meu filho no apoio de Inglês. Ainda assim, foi emitido como uma avaliação individual da criança.
Este é o ponto central da reclamação: a Maple Bear Jacareí produziu e encaminhou um relatório avaliativo sobre uma criança de 7 anos referente a um apoio para o qual ela nunca foi convocada, encaminhada ou inscrita e do qual não participou.
Não considero isso um simples erro administrativo. Trata-se de um documento relacionado ao desenvolvimento educacional de uma criança. O próprio professor admitiu inicialmente que havia se confundido e que meu filho não realizou o apoio. Posteriormente, foram apresentadas outras justificativas e atividades de um contexto diferente para tentar fundamentar o relatório.
A partir desse episódio, perdi a confiança no processo de acompanhamento e avaliação da escola. Se foi possível produzir um relatório sobre uma atividade que meu filho nunca frequentou, que segurança tenho de que as demais avaliações correspondem realmente ao acompanhamento individual dele?
Por essa razão, solicitei o cancelamento da matrícula no dia 8 de julho. Não estou retirando meu filho por mudança de cidade, viagem, conveniência pessoal ou decisão imotivada. A rescisão foi provocada por uma falha grave da própria instituição e pela consequente quebra de confiança.
Apesar disso, recebi um documento de rescisão com cobrança de multa contratual, mensalidade integral de julho e alimentação de todo o período. O documento também declara que a escola cumpriu integralmente suas obrigações contratuais e prestou os serviços educacionais de forma adequada.
Não posso assinar uma declaração afirmando que a Maple Bear Jacareí cumpriu integralmente suas obrigações quando o motivo da rescisão foi justamente a emissão de uma avaliação sem que meu filho tivesse frequentado o atendimento correspondente.
A situação gera prejuízos pedagógicos, emocionais, familiares e financeiros. Meu filho terá que deixar a escola durante o ano letivo e passar por uma nova adaptação. Ainda assim, a instituição cobra uma multa como se a decisão tivesse ocorrido exclusivamente por vontade da família, desconsiderando a falha que motivou o rompimento do contrato.
Não me recuso a cumprir obrigações legítimas. Considero justa a cobrança proporcional pelos serviços efetivamente prestados até 8 de julho. O que contesto é a multa rescisória, a cobrança integral da mensalidade e da alimentação de julho e a exigência de assinatura de uma declaração que não corresponde aos fatos.
Diante disso, solicito:
1. O cancelamento da multa rescisória, considerando que a retirada do aluno decorreu de uma falha da própria instituição;
2. A cobrança proporcional da mensalidade e da alimentação de julho até a data do pedido de cancelamento;
3. A retirada da declaração de que a escola cumpriu integralmente suas obrigações e prestou adequadamente todos os serviços;
4. Um esclarecimento formal sobre como foi produzido o relatório e quais elementos fundamentaram uma avaliação referente a um apoio que meu filho nunca frequentou.
É extremamente triste encerrar dessa forma uma relação construída desde o início da vida escolar do meu filho. Espero que a Maple Bear reconheça a gravidade da falha, analise as mensagens e demais evidências e apresente uma solução respeitosa, coerente e justa.
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Resposta da empresa
21/07/2026 às 15:09
Olá!
Agradecemos por ter trazido os pontos relatados ao nosso conhecimento.
Informamos que iremos analisar os pontos mencionados com as equipes responsáveis da unidade, a fim de garantir um retorno o mais breve possível.
Para preservar a segurança das informações e evitar a exposição de dados sensíveis, solicitamos, por gentileza, que acompanhe a tratativa por meio do canal privado do Reclame Aqui. Assim, daremos sequência imediata à apuração e retornaremos com os devidos esclarecimentos.
Atenciosamente,
Equipe Maple Bear Brasil.