Maple Bear Jacareí não garante ambiente seguro para criança de 3 anos e cobra multa rescisória abusiva

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São Paulo - SP

22/07/2026 às 19:18

ID: 254598615

Venho, por meio deste canal, manifestar minha profunda indignação com a postura pedagógica, administrativa e financeira da unidade Maple Bear Jacareí.

Minha filha, de apenas 3 anos, ingressou na escola neste ano após demonstrar grande interesse em estudar na mesma instituição que sua irmã. No entanto, aproximadamente um mês e meio após o início das aulas, ela passou a apresentar mudanças significativas de comportamento, como choro desesperado ao pedir para não ir à escola, falta de apetite, sono agitado e redução da interação social.

Após reuniões presenciais com a professora e com a coordenação, descobri, por meio do relato da minha própria filha, que ela vinha sendo repetidamente empurrada e assustada por colegas de classe.

A escola possui o dever de cuidado, guarda e vigilância dos alunos durante o período em que permanecem sob sua responsabilidade. Contudo, falhou em garantir um ambiente seguro e adequado para uma criança de apenas 3 anos.

Durante as reuniões, também descobri que a turma do período da tarde, da qual minha filha fazia parte, era composta exclusivamente por meninos. Essa característica da turma, relevante para a avaliação do processo de adaptação de uma criança tão pequena, nunca me foi informada no momento da matrícula.

Diante das dificuldades apresentadas, solicitei a transferência de minha filha para o período da manhã, cuja turma é mista, na tentativa de proporcionar uma nova adaptação e evitar maiores impactos emocionais. Entretanto, fui informada de que a mudança não seria possível.

Diante da recusa e da incapacidade da escola de assegurar a integridade física e emocional da minha filha, decidi retirá-la da instituição para evitar traumas ainda maiores.

Ao ser contatada pelo setor financeiro para tratar do encerramento do contrato em razão da falha na prestação do serviço, fui surpreendida por uma postura contraditória. A atendente questionou por que eu não transferia minha filha para o período da manhã. Quando expliquei que essa transferência já havia sido solicitada e negada pela escola, ficou evidente a possibilidade de existência de vagas no referido período.

Ao questionar essa incoerência, a funcionária desconversou e disse que seguiríamos com o contrato e passou a exigir o pagamento de uma multa rescisória no valor de R$ 7.839,87.

Para agravar ainda mais o cenário de desorganização, o setor financeiro tentou condicionar a isenção da multa à rematrícula da minha filha de 3 anos para o ano letivo de 2027. Nesse caso, o valor da multa seria convertido em mensalidades para o ano seguinte.

Após minha recusa em permanecer contratualmente vinculada à instituição, foi oferecida outra alternativa: converter o valor da multa em mensalidades para minha filha mais velha.

Ocorre que também enfrentei problemas pedagógicos relevantes com minha outra filha, de 6 anos, na mesma instituição, o que me levou a decidir por sua retirada no meio do ano. Mesmo diante desses fatos, a escola propôs que eu não a retirasse e que o valor da multa referente à filha de 3 anos fosse convertido em mensalidades para a filha de 6 anos.

Essa sequência de propostas demonstra que a preocupação da instituição não está voltada à apuração adequada dos fatos ou à proteção das crianças envolvidas, mas à manutenção do vínculo financeiro com a família.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade do fornecedor por falhas e defeitos na prestação dos serviços. Neste caso, a escola não garantiu um ambiente seguro para uma criança de 3 anos e também não agiu com a devida transparência em relação à possibilidade de transferência para o período da manhã.

Portanto, entendo que a rescisão contratual decorre exclusivamente das falhas apresentadas pela instituição.

Diante disso, solicito:

1. o cancelamento imediato e integral de qualquer multa rescisória relacionada a ambas as crianças;
2. a devolução integral das mensalidades pagas referentes à minha filha de 3 anos desde o mês de março, período em que ela deixou de frequentar as aulas em razão das falhas na prestação do serviço;
3. um posicionamento formal da Central Maple Bear sobre os fatos relatados e sobre as providências que serão adotadas.

Aguardo um posicionamento sério e efetivo da Central Maple Bear, considerando que a gestão da unidade de Jacareí se mostrou incapaz de solucionar o problema com o respeito, a transparência e o profissionalismo esperados de uma instituição responsável pela educação e segurança de crianças.

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Resposta da empresa

23/07/2026 às 16:55

Olá!

Agradecemos por ter trazido os pontos relatados ao nosso conhecimento.
Informamos que iremos analisar os pontos mencionados com as equipes responsáveis da unidade, a fim de garantir um retorno o mais breve possível.
Para preservar a segurança das informações e evitar a exposição de dados sensíveis, solicitamos, por gentileza, que acompanhe a tratativa por meio do canal privado do Reclame Aqui. Assim, daremos sequência imediata à apuração e retornaremos com os devidos esclarecimentos.

Atenciosamente,
Equipe Maple Bear Brasil.