Relato de uma experiência marcada por inversão de responsabilidade, falta de acolhimento e exposição de minha identidade publicamente

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

Rio de Janeiro - RJ

01/08/2026 às 21:07

ID: 255403467

Registro minha insatisfação com a postura do escritório em relação à minha reclamação publicada nesta plataforma, especialmente porque, em vez de responder de forma técnica e preservar minha privacidade, optaram por mencionar meu nome, identificando uma cliente em uma plataforma pública na qual, inicialmente, minha identidade não estava exposta.

Entendo que todo consumidor tem o direito de relatar sua experiência com um serviço contratado, especialmente quando se trata de uma situação envolvendo prestação de serviço advocatício. A exposição do nome do cliente por parte do próprio escritório, em uma resposta pública, é uma conduta que considero inadequada, principalmente diante da existência de processos envolvendo questões familiares e informações sensíveis.

Ressalto que, na minha reclamação, relatei fatos relacionados à minha experiência como cliente. O próprio escritório, ao responder publicamente, acabou vinculando meu nome ao caso, permitindo a identificação da reclamante. Considero especialmente preocupante que, além do meu nome, tenha havido menção pública envolvendo outra cliente em respostas semelhantes, pois uma plataforma de reclamações deve preservar a possibilidade de manifestação do consumidor sem exposição indevida.

Quanto à prestação dos serviços contratados, minha insatisfação não se limita à condução processual, mas principalmente à falta de atuação que vivenciei em um momento de extrema vulnerabilidade. Contratei o escritório para atuar em diversos processos relacionados a uma situação familiar complexa, envolvendo relatos de conflitos graves, episódios de embriaguez, surtos, paranoias, ameaças, comportamentos instáveis do meu ex-companheiro e preocupações relacionadas à segurança dos meus filhos. O que mais me causou frustração foi perceber uma diferença entre o acolhimento e a atenção às situações de abuso que o escritório demonstra divulgar em sua comunicação pública e a forma como, na minha experiência, meu caso foi conduzido. Em vez de sentir que meus relatos eram analisados dentro da gravidade apresentada, muitas vezes tive a impressão de que minhas preocupações eram tratadas como exageros ou conflitos comuns de relacionamento, sem a devida consideração pelos sinais de vulnerabilidade e pelos riscos que eu relatava.

Atualmente, ao apresentar esse material às autoridades policiais, em uma tentativa de buscar a extensão da medida protetiva para a criança, sou frequentemente questionada sobre quem era meu advogado à época dos fatos. Nessas ocasiões, sou informada de que determinadas medidas poderiam ter sido adotadas naquele momento, mas que, em razão do transcurso de mais de um ano, algumas providências podem estar prejudicadas pelo tempo decorrido.

Durante aproximadamente três meses, dediquei tempo significativo à organização e transcrição de áudios, além do envio de informações relevantes para subsidiar a atuação jurídica. Entretanto, segundo minha percepção, o material encaminhado não recebeu a análise e a utilização que eu esperava, e diversas medidas que eu considerava urgentes não foram adotadas em tempo adequado. O que mais me causou frustração foi perceber uma diferença entre a promessa de acolhimento apresentada pelo escritório e a forma como me senti tratada na prática, pois tive a impressão de que meus relatos eram minimizados ou interpretados como exageros, reproduzindo uma dinâmica semelhante àquela que eu já havia vivenciado no relacionamento abusivo, na qual minhas percepções e preocupações eram frequentemente invalidadas.

Entre as situações que eu esperava que fossem analisadas estavam episódios envolvendo medidas protetivas, conflitos relacionados à convivência com o filho, situações em que eu relatava preocupação com o estado de embriaguez do genitor durante as visitas e outros fatos que, na minha avaliação, exigiam uma atuação mais cuidadosa e estratégica. Ao longo desse período, senti que minha vulnerabilidade e a dos meus filhos aumentaram pela ausência de uma atuação que correspondesse à gravidade dos fatos que eu apresentava.

Também questionei orientações recebidas, inclusive em relação à entrega do menor ao genitor por intermédio de um adolescente, durante a vigência da medida protetiva, situação que, na minha percepção, expôs ambos a riscos emocionais e familiares que deveriam ter sido considerados. Questionei ainda a forma como ocorreu a comunicação com a parte contrária e a condução dessas situações pelo escritório. Em determinados momentos, senti que as decisões adotadas não consideravam adequadamente o contexto de vulnerabilidade e os riscos envolvidos.

Além disso, durante esse período, os conflitos permaneciam recorrentes, pois o genitor frequentemente entrava em contato para solicitar alterações de dias e horários de visitas, e essas demandas eram intermediadas pelo escritório. Na minha percepção, essa dinâmica contribuía para a continuidade de uma situação desgastante, mantendo uma rotina de negociações constantes e prolongando circunstâncias que eu entendia como prejudiciais para mim e para meus filhos.

Posteriormente, parte das conversas mantidas entre o genitor e o escritório foi apresentada em um processo relacionado à violação da medida protetiva, sendo utilizada como argumento de que eu autorizava a entrada dele no prédio e que, portanto, a medida deveria ser revista ou revogada. Essa situação me causou preocupação, pois entendi que comunicações realizadas no contexto da tentativa de organização das visitas estavam sendo interpretadas fora do contexto em que ocorreram.

Após perder a confiança na condução do caso, revoguei os poderes concedidos ao escritório. Três dias depois, houve peticionamento nos autos e, posteriormente, constou a informação de renúncia ao mandato, o que, na minha percepção, não refletiu adequadamente a forma como ocorreu o encerramento da relação profissional e poderia transmitir uma interpretação negativa sobre minha postura enquanto cliente.

Além disso, até o momento, aguardo uma solução quanto aos valores pagos de forma integral e antecipada. Considerando a ausência de continuidade da prestação dos serviços e a minha insatisfação com a atuação realizada, esperava que houvesse uma análise transparente sobre a possibilidade de restituição dos honorários, evitando que eu precisasse buscar novamente auxílio jurídico apenas para discutir a devolução de valores já pagos.

Outro ponto que me causou prejuízo foi a condução de um processo relacionado à divisão patrimonial. Não foram adotadas medidas que eu esperava para resguardar meus direitos, inclusive quanto à localização e citação da outra parte, fazendo com que eu permanecesse por mais de um ano sem acesso à discussão dos bens envolvidos e aos bens do casal (se é que ainda existem).

Meu objetivo ao registrar esta reclamação não é atacar a imagem do escritório, mas relatar a experiência que tive como cliente e alertar outros consumidores sobre a importância de receberem informações claras, atuação compatível com a urgência apresentada e, principalmente, terem sua privacidade preservada.

Até o momento, continuo aguardando uma postura do escritório no sentido de resolver a questão financeira pendente e, principalmente, reconhecer que a exposição pública do nome de uma cliente em uma reclamação relacionada a um caso sensível não deveria ter ocorrido.

Para buscar a restituição dos valores pagos, eu teria que contratar novamente outro advogado, gerando novos custos e prolongando ainda mais o desgaste decorrente de uma situação que já me causou prejuízos. Diante disso, eu esperava que o próprio escritório, de forma espontânea e transparente, analisasse a questão e apresentasse uma solução quanto à devolução dos valores correspondentes aos serviços que não foram prestados.

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Resposta da empresa

04/08/2026 às 16:24

ESCLARECIMENTO INSTITUCIONAL FINAL: AUTOEXPOSIÇÃO, INVIABILIDADE JURÍDICA E CONSEQUÊNCIAS PROCESSUAIS
O Marcondes Madureira Sociedade de Advogados encerra de forma definitiva sua manifestação pública nesta plataforma acerca do terceiro comentário publicado pela ex-cliente, restabelecendo a verdade jurídica e resguardando a higidez de sua atuação profissional.
1. Da Autoexposição Voluntária e Inexistência de Relação de Consumo A alegação de que este escritório "expôs" a reclamante é inteiramente descabida. Quem trouxe detalhes íntimos, nomes, histórico familiar e a dinâmica do caso para o ambiente público da internet foi a própria, de forma voluntária e consciente.
Reiteramos ao público que esta página no Reclame Aqui foi criada de forma indevida por um indivíduo que tem problemas conosco, que já responde judicialmente por seus atos. A advocacia é regida pelo Estatuto da OAB e pelo Código de Processo Civil. Não existe relação de consumo entre escritório de advocacia e cliente. Esta plataforma não é o canal adequado para tais manifestações, devendo eventuais controvérsias ser levadas exclusivamente à OAB ou ao Poder Judiciário.
2. Da Dissociação da Realidade e Impossibilidades do Código de Processo Civil A leitura atenta das manifestações da ex-cliente revela uma profunda dissociação entre a sua autopercepção fática e as normas do ordenamento jurídico. A reclamante faz acusações sobre supostas omissões referentes a providências que são legalmente e processualmente impossíveis de serem executadas, nos termos do próprio Código de Processo Civil.
A ex-cliente prefere nutrir narrativas fantasiosas a aceitar a orientação técnica fornecida. Diante do quadro apresentado, reiteramos a orientação para que busque não apenas auxílio jurídico qualificado para compreender a legislação, mas também suporte psicológico profissional para lidar com o momento vivenciado e com a condução de suas decisões pessoais.
3. Do Prejuízo Autoinfligido nos Processos de Família e Indícios de Alienação Parental Alertamos exaustivamente a ex-cliente de que a exposição pública de um litígio familiar delicado traria graves prejuízos às suas próprias demandas. Ao insistir em expor o caso na internet, no qual constam graves indícios de conduta voltada à alienação parental, ela produziu provas contra si mesma.
Informamos que já foi devidamente citada e notificada da ação judicial movida por este escritório. Cada nova publicação, cada difamação e cada inverdade lançada nesta plataforma constituem novos atos ilícitos que estão sendo aditados ao processo para ampliação da sua responsabilização na esfera cível e criminal.
Quem analisa esta sequência de publicações percebe nitidamente não a falha de um escritório de prestígio internacional, mas sim uma conduta lamentável, trágica e completamente distante do razoável.
Não há relação de consumo, não há valores a restituir e o trabalho técnico foi integralmente entregue. Todas as consequências decorrentes das escolhas da ex-cliente serão soberanamente decididas pelo Poder Judiciário. Assunto definitivamente encerrado nesta plataforma.
Atenciosamente,

Réplica do consumidor

04/08/2026 às 20:57

Minha manifestação permanece baseada exclusivamente na experiência que tive como cliente e nos fatos que vivenciei durante a contratação. Não tenho interesse em atacar a imagem do escritório, mas considero legítimo relatar uma prestação de serviços que, na minha percepção, ficou muito aquém das promessas apresentadas no momento da contratação.

O que mais me causa preocupação na resposta apresentada pelo escritório é que os principais questionamentos não foram esclarecidos. Em vez de explicar por que medidas descritas como urgentes no próprio relatório estratégico não foram implementadas, a resposta direcionou o debate para a minha pessoa, afirmando que eu estaria dissociada da realidade, buscando narrativas fantasiosas e sugerindo que eu procurasse tratamento psicológico.

Considero essa postura extremamente inadequada, principalmente porque relatei justamente uma experiência em que me senti invalidada e desacreditada durante um relacionamento abusivo. Esperava de um escritório que se apresenta como especializado na defesa de mulheres vulneráveis uma análise cuidadosa dos fatos apresentados, e não uma resposta que deslocasse a discussão da atuação profissional para uma tentativa de desqualificação da cliente.

Também considero grave a exposição pública da minha identidade e da identidade de outra cliente em uma plataforma aberta. Eu não havia me identificado inicialmente na reclamação. O próprio escritório, ao responder publicamente, vinculou meu nome a um caso familiar extremamente sensível e mencionou nominalmente outra cliente. Um escritório que atua em casos envolvendo violência, família e vulnerabilidade deveria ter como prioridade a preservação da privacidade de seus clientes.

No momento da contratação, recebi um relatório estratégico elaborado pelo próprio escritório reconhecendo a gravidade dos fatos relatados. O documento mencionava violência psicológica, alcoolismo, manipulação emocional e financeira, riscos envolvendo meu filho, investigação patrimonial, bloqueio preventivo de bens, guarda unilateral, visitas assistidas, alimentos e medidas urgentes de proteção.

Foi confiando nesse planejamento que contratei o escritório.

Durante meses organizei provas, vídeos, áudios, mensagens e documentos, inclusive informações patrimoniais previamente levantadas por outro profissional, que indicavam bens, empresas e possíveis inconsistências entre o padrão de vida apresentado pelo genitor e os valores que ele declarava receber. Também relatei indícios de movimentações financeiras incompatíveis com as informações fornecidas por ele e possíveis transferências de valores para fora do país. Essas informações foram encaminhadas ao escritório acreditando que seriam analisadas dentro da estratégia de investigação patrimonial prometida.

Entretanto, minha percepção foi esse material não recebeu a análise e utilização esperadas.

Também percebi uma mudança significativa na condução do caso após o escritório passar a manter contato direto com o genitor para tratar das visitas. Inicialmente, o próprio relatório reconhecia a gravidade da situação e a necessidade de proteção. Posteriormente, tive a impressão de que os riscos relatados passaram a ser tratados de forma diferente da postura inicialmente apresentada.

Nesse contexto, comunicações realizadas para organizar visitas acabaram sendo utilizadas pelo genitor para fundamentar pedido de revogação da medida protetiva, sob a alegação de que havia autorização para entrada no condomínio, o que aumentou minha sensação de vulnerabilidade.

Uma situação que considero extremamente preocupante foi a orientação recebida para que meu filho de 15 anos realizasse a entrega do irmão de 4 anos ao genitor durante a vigência da medida protetiva. Entendi que essa responsabilidade não deveria ter sido atribuída a um adolescente.

Em uma dessas ocasiões, justamente no dia do meu aniversário, o genitor convenceu meu filho adolescente, que não é filho biológico dele, a entrar no veículo junto com a criança de quatro anos e saiu com ambos sem me avisar. Passei por momentos de grande angústia sem saber onde meus filhos estavam.

Ao longo da contratação, também apresentei diversos elementos relacionados ao alcoolismo do genitor, incluindo vídeos, áudios, documentos e registros públicos. Havia, inclusive, histórico envolvendo condução de veículo sob efeito de álcool e surto psicótico. Na minha percepção, esses fatos exigiam uma atuação preventiva mais rigorosa, especialmente por envolverem uma criança.

O próprio relatório do escritório reconhecia a gravidade dessas informações. Por isso, não compreendi a diferença entre a análise inicial apresentada para contratação e a condução posterior do caso.

Também não compreendo por que medidas descritas como urgentes no relatório estratégico não foram efetivamente implementadas, especialmente investigação patrimonial, proteção dos bens, pedidos relacionados à guarda, alimentos compensatórios e outras providências que fundamentaram minha decisão de contratar.

Até hoje continuo sem acesso aos bens cuja proteção foi apresentada como parte da estratégia contratada. O processo de partilha permaneceu por mais de um ano sem o avanço esperado e, até onde tenho conhecimento, o genitor sequer foi citado nesse período.

Após perder a confiança na condução do caso e revogar os poderes do escritório, houve peticionamento poucos dias depois e, na manifestação apresentada nos autos, não constavam diversas medidas estratégicas descritas no relatório inicial.

Outro ponto que considero injusto é que, apesar da minha insatisfação e da minha percepção de que parte relevante do serviço prometido não foi realizada, o escritório permanece com os honorários pagos antecipadamente, sem apresentar uma solução ou proposta de análise sobre restituição dos valores correspondentes aos serviços que não foram prestados. Em um dos processo houve apenas habilitação, no outro uma petição após a revogação, sem minha autorização, pois eu já havia revogado 3 dias antes.

Recebi também mensagens informando sobre possíveis medidas judiciais em razão desta reclamação, inclusive afirmando que eu deveria procurar ajuda profissional e alertando sobre consequências. Reconheço o direito do escritório de buscar seus direitos, assim como reconheço meu direito de relatar, de forma fundamentada, a experiência que tive como cliente.

Toda a documentação que possuo foi encaminhada à OAB, para análise.

Permaneço aguardando respostas objetivas para questões que continuam sem esclarecimento: por que medidas apresentadas como urgentes no relatório estratégico não foram realizadas; por que minha identidade e a de outra cliente foram expostas publicamente; por que a condução do caso mudou após o contato com o genitor; por que fatos inicialmente reconhecidos como graves passaram a ser tratados de forma diferente; por que, após a revogação dos poderes, foi informado nos autos apenas que houve renúncia, sem esclarecer que o encerramento da relação profissional partiu da cliente; e por que, mesmo após a interrupção da contratação, não houve qualquer iniciativa para discutir a restituição dos valores pagos antecipadamente.

Consideração final do consumidor

04/08/2026 às 21:06

Não considero o problema resolvido. Minha reclamação permanece sem solução, pois os principais pontos apresentados não foram esclarecidos: a diferença entre o serviço prometido e o serviço realizado, a ausência de algumas medidas descritas no relatório estratégico, a exposição pública da minha identidade e de outra cliente, além da ausência de uma proposta referente aos valores pagos antecipadamente.

A resposta apresentada pela empresa não solucionou as questões levantadas, limitando-se a contestar minha manifestação e a direcionar críticas à minha pessoa, sem apresentar esclarecimentos objetivos sobre os fatos relatados.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

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