Uso indevido de dados pessoais e conduta inadequada de funcionários por Pix enviado por engano

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
14/08/2026 às 15:31
ID: 256487287
No dia 14 de agosto de 2026, por volta das 8h10, minha mãe recebeu uma mensagem da funcionária Letícia Correia informando que havia feito um Pix por engano para a conta dela e solicitando a devolução. Minha mãe não é cliente dessa empresa, não tem nenhuma relação contratual ou comercial com ela. Por precaução, já que esse tipo de abordagem tem sido usada com frequência em [Editado pelo Reclame Aqui], minha mãe bloqueou o contato.
Na sequência, a mesma funcionária entrou em contato novamente, agora utilizando o número pessoal de um colega de trabalho, o Anderson. Durante essa conversa, foi enviada uma imagem da tela do computador mostrando dados pessoais da minha mãe, na tentativa de pressionar para que o valor fosse devolvido rapidamente. Não temos como saber por qual via os dados foram obtidos, mas sabemos que o acesso partiu do sistema e do computador da empresa, durante o horário de trabalho, e não de qualquer registro de cliente, já que minha mãe nunca teve vínculo com a empresa.
Diante da situação, minha mãe entrou em contato comigo para saber o que fazer. Durante essa apuração, encontrei no próprio site da empresa um alerta informando que é comum [Editado pelo Reclame Aqui] se passarem por advogados dessa empresa, usando números de telefone para aplicar [Editado pelo Reclame Aqui] em pessoas. Encaminhei esse alerta para a funcionária, como forma de explicar o motivo da desconfiança da minha mãe. A resposta foi um áudio da funcionária em tom alterado, questionando se minha mãe "fazia questão" dos R$ 35,00 transferidos, e mencionando que ela possui consultório próprio e vida profissional estabelecida, como se isso justificasse a cobrança do valor. Essa informação sobre a vida profissional da minha mãe, aparentemente obtida através do Instagram dela, só foi localizada porque a funcionária teve acesso prévio a dados que permitiram identificá-la, uma pessoa sem nenhuma relação com a empresa.
Posteriormente, conferimos e confirmamos que o número utilizado pela funcionária estava de fato cadastrado no sistema da empresa, ou seja, não se tratava de um [Editado pelo Reclame Aqui] se passando por funcionário, e sim dos próprios funcionários da empresa. Isso reforça que o despreparo veio de dentro: a mesma empresa que alerta publicamente sobre esse tipo de [Editado pelo Reclame Aqui] não orientou seus funcionários sobre como agir diante da desconfiança legítima de uma pessoa nessa exata situação de risco que ela mesma reconhece.
Consegui contato com outra funcionária da empresa via WhatsApp para registrar a reclamação. A partir disso, a Letícia voltou a falar com minha mãe, afirmando que só havia usado o número do Anderson porque o número pessoal dela havia sido bloqueado, e que a questão envolvia apenas ela, sem relação com a empresa. Essa versão não é compatível com a ordem dos fatos, já que o contato pelo número do Anderson ocorreu em sequência ao bloqueio do primeiro contato, que também era da empresa, e não como alternativa posterior por falta de outro meio.
Reforço que dois funcionários da empresa estiveram envolvidos nessa abordagem, durante horário de trabalho, utilizando número de telefone cadastrado na base da empresa e o sistema do computador do local de trabalho para localizar e exibir dados pessoais de uma pessoa que não é, e nunca foi, cliente dessa empresa.
Diante do exposto, solicito posicionamento formal da empresa sobre quais medidas serão tomadas em relação à conduta dos funcionários envolvidos.
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Resposta da empresa
19/08/2026 às 09:12
Olá, Andrezza.
Agradecemos o seu contato e a oportunidade de esclarecer os fatos.
Após verificarmos a situação relatada, esclarecemos que o ocorrido não se trata de uma relação entre a reclamante e a nossa empresa, uma vez que ela nunca foi cliente, contratante ou manteve qualquer relação comercial com o escritório.
O que aconteceu foi uma transferência via Pix realizada equivocadamente por um de nossos colaboradores para a conta da mãe da reclamante. Ao perceber o erro, o colaborador entrou em contato com a destinatária exclusivamente para solicitar a devolução do valor transferido indevidamente.
Ocorre que, após a primeira tentativa de contato, o número do colaborador foi bloqueado. Diante disso, ele utilizou o chip corporativo que estava à sua disposição para realizar uma nova tentativa de contato, novamente com o único objetivo de solicitar a devolução do valor que havia sido transferido por engano.
Ressaltamos que essa situação decorreu de uma questão pessoal envolvendo o colaborador e a destinatária do Pix, não tendo relação com qualquer contratação, atendimento ou prestação de serviço realizada pelo escritório à reclamante ou à sua mãe.
Também não houve qualquer cobrança relacionada a serviços jurídicos, contrato, dívida ou obrigação existente perante a empresa.
Compreendemos que a situação possa ter causado estranheza, especialmente diante do contato realizado por outro número. No entanto, é importante esclarecer que o objetivo das mensagens foi exclusivamente tentar recuperar um valor que havia sido transferido equivocadamente.
Por fim, esclarecemos que a empresa não realizou qualquer cobrança contra a reclamante e não possui qualquer relação comercial com ela ou com sua mãe referente ao fato narrado.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos.