Prazos abusivos e falta de transp..v

Não respondida
Valinhos - SP
17/11/2025 às 15:22
ID: 232119197
Contratei a Marmoraria Alto Padrão no dia 07/08, indicando todas as medidas e disponibilizando inclusive o projeto completo da minha arquiteta. Fechei o pedido número *****, pagando 100% do valor à vista, confiando que uma empresa com esse nome e reputação entregaria o combinado dentro de um prazo razoável.
Infelizmente, minha experiência foi exatamente o oposto.
O prazo informado inicialmente para a bancada era de 40 a 45 dias úteis. Já era um prazo muito superior ao praticado por outras marmorarias, mas aceitei justamente por acreditar que seria cumprido e por ter sido indicação. Aguardei pacientemente os 45 dias úteis.
Quando finalmente vieram instalar, faltou uma parte da execução, mesmo com o projeto entregue desde o início. Essa parte levou mais duas semanas para ser finalizada novamente, sempre com o cliente entendendo, se adaptando e esperando.
Após a instalação da pia, fui informada de que o rodapé não seria instalado e que isso só poderia ser feito após o móvel.
Assim que o móvel foi concluído, avisei prontamente a empresa. A partir daí começou o verdadeiro problema:
A marmoraria passou a exigir um novo prazo, alegando:
nova medição (mesmo eu já tendo recebido uma medição anterior),
mais 10 dias úteis para essa medição,
e depois mais 35 dias úteis para instalar apenas o rodabase.
Ou seja, um serviço simples já medido, pago e previsto desde o início passaria a ter um prazo total que ultrapassa quase 5 meses.
Em nenhum momento, na venda, na medição ou na contratação, me foi informado verbalmente que haveria duas medições separadas, dois prazos diferentes, ou que o rodapé teria um cronograma isolado. O contrato é extremamente confuso, fragmentado e pouco transparente, e se apegaram a ele para justificar o injustificável.
O que mais me chamou atenção é que:
o cliente sempre precisa ser compreensivo com atrasos, prazos, mudanças e imprevistos;
mas a empresa não oferece a mesma compreensão quando a situação se inverte;
são inflexíveis, se escudam em cláusulas confusas e não demonstram boa-fé na busca de solução.
O Código de Defesa do Consumidor considera abusivo qualquer prazo desproporcional ou cláusula que coloque o consumidor em desvantagem exagerada mesmo se estiver escrito no contrato. E foi exatamente isso que vivi: prazo abusivo, falta de transparência e falta de flexibilidade.
Minha intenção aqui é alertar outros consumidores para que não passem pela mesma situação.
Estou em busca dos meus direitos pelo Procon e demais órgãos competentes.
Espero que minha experiência ajude outras pessoas que, assim como eu, buscam profissionalismo, clareza e compromisso e não um processo desgastante, lento e frustrante como este.