Experiência Traumática em Maternidade: Atraso, Falta de Acolhimento e Desumanização no Atendimento Pós-Perda Gestacional

Respondida
Brasília - DF
30/05/2026 às 11:37
ID: 250110729
Eu estava grávida de 9 semanas e, no dia 27/05/2026, ao realizar uma ecografia, recebi a notícia mais dolorosa da minha vida: o coração do meu bebê havia parado de bater. Imediatamente entrei em contato com o meu médico, que me orientou a comparecer ao consultório para que ele pudesse me explicar a situação e apresentar as opções disponíveis, já que eu havia sofrido um aborto retido.
Após receber as orientações, optei por realizar o procedimento de AMIU. Fui orientada a comparecer ao pronto-socorro da Maternidade Brasília e cheguei à unidade no dia 29/05/2026, às 06h50, já em jejum há aproximadamente 9 horas.
Ao chegar, passei pela triagem e pela recepção e fui informada de que deveria aguardar a autorização do plano de saúde. A autorização foi concedida rapidamente, porém, mesmo assim, permaneci por horas aguardando sem qualquer informação ou previsão de atendimento.
Diante da demora, meu esposo procurou a equipe de enfermagem para obter esclarecimentos e recebeu apenas a resposta de que não havia o que fazer, pois outros casos haviam surgido na frente do meu. Nenhuma informação adicional, acolhimento ou suporte nos foi oferecido.
As horas continuaram passando e, por volta das 12h, eu já me encontrava extremamente debilitada. Além do sofrimento psicológico causado pela perda gestacional, permanecia em jejum prolongado e sem qualquer previsão de quando o procedimento seria realizado. Meu estado emocional piorou significativamente, tive uma crise de ansiedade e entrei em desespero. Somente após essa crise fui atendida e recebi glicose. Na ocasião, fui informada de que meu médico realizaria o procedimento assim que concluísse uma cesariana.
Às 16h30 fui encaminhada ao centro cirúrgico e sedada. No entanto, o procedimento somente foi iniciado às 17h50. Segundo as informações repassadas, houve atraso por parte da equipe médica. Durante todo esse período, meu esposo permaneceu extremamente preocupado, principalmente porque havíamos sido informados de que o procedimento teria duração aproximada de apenas 20 minutos.
Após a realização do AMIU, a médica responsável não compareceu ao meu quarto para prestar esclarecimentos, informar como havia transcorrido o procedimento ou oferecer qualquer orientação. Apenas encaminhou, por meio da equipe de enfermagem, os pedidos de exame, a receita médica e o atestado, sendo informada pela enfermeira de que minha alta já estava autorizada.
Minha experiência foi extremamente traumática e decepcionante. Em um momento de profunda dor e vulnerabilidade, encontrei uma equipe sem acolhimento, sem empatia e sem a sensibilidade necessária para lidar com uma paciente que acabara de perder um filho. Nenhuma mulher deveria passar por uma situação como essa.
Acredito que a instituição precisa revisar seus protocolos de atendimento para casos de perda gestacional, priorizando não apenas a assistência médica, mas também o cuidado humano e emocional. O que vivi demonstrou falta de organização, comunicação e acolhimento.
Espero sinceramente que esta reclamação seja levada em consideração e contribua para melhorias no atendimento, para que nenhuma outra mulher precise enfrentar, além da dor da perda, o sofrimento causado por um atendimento tão desumano quanto o que recebi.
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Resposta da empresa
02/06/2026 às 16:29
Prezada, boa tarde!
Em atenção à sua manifestação, gostaríamos de agradecer a disponibilidade em nos atender na data de 02/02/2026, oportunidade no qual orientamos acerca das tratativas que serão realizadas junto às áreas envolvidas. Tão logo haja retorno, voltaremos a lhe posicionar.
Neste ínterim, caso seja necessário entrar em contato com a Ouvidoria, estaremos à disposição nos canais encaminhados em seu e-mail.
Atenciosamente,
Ouvidoria Corporativa | Rede Américas