Atendimento desorganizado e desumanizado na Maternidade de Campinas: Erros de medicação, falta de empatia e problemas com o teste do pezinho.

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Campinas - SP
05/02/2026 às 05:27
ID: 239825947
ATENDIMENTO SEM HUMANIDADE NA MATERNIDADE DE CAMPINAS
Tudo comecou quando minha esposa sentiu contrações de parto. Ligamos para a obstetra e nos dirigimos a maternidade de Campinas. Chegando lá por volta das 18:30 horas a Médica plantonista não estava no local para internar e tivemos que chamar a obstetra. Feitos os procedimentos administrativos, minha esposa estava em preparativos para a cesária e me encaminharam para o 5 andar, mas a cirurgia era no 4 andar. Depois de uns 15 minutos consegui achar onde seria a cesária. Após o procedimento e ficar na sala de recuperação tentaram nos colocar em um quarto coletivo, ao qual rechacei devido ao meu plano. O enfermeiro insistiu que seria naquele quarto. Fui até à recepção e a pessoa que havia me atendido pediu desculpa posto ela não ter verificado direito o meu plano e minha carteirinha da Unimed. Assim fomos encaminhados ao quarto correto. No dia seguinte, por volta das 7 horas da manhã a porta do quarto não abria. A equipe do hospital acionou a manutenção e demoraram mais de 1 hora e trinta minutos para quebrarem o trinco. Porém tive que ligar na recepção, porque já havia mais de 1 hora e, aparentemente já haviam desistido. Falei que chamaria os bombeiros. A partir daí levaram mais 15 minutos e abriram a porta. Em continuação a obstetra havia deixado no prontuário para aplicar intra venoso de tramal 6 horas após o parto, ou seja, 4 horas da manhã do dia 03/02, porém referida medicação foi administrada apenas as 11:00 da manhã. Porém antes a enfermeira estava para auxiliar no primeiro banho da mãe. Minha esposa não conseguia nem levantar por estar sem medicação. A enfermeira insistiu e ela tomou banho com fortes dores. Quando foi a noite, minha esposa estava com fortes dores novamente. Erraram o início do ciclo do analgésico e anti inflamatório o que desdobrou em erro nas demais doses. Questionadas a equipe disse que, como ela já havia tomado o analgésico as 4 da manhã e as 4 da tarde não havia o que fazer. Porém, mais um erro ocorreu, a plantonista quando passou para a próxima não relatou esse erro, que foi apenas percebido por volta das 22:00 horas, quando minha esposa já estava com dores intensas. Acredito que as equipes não estejam adotando um procedimento padrão ou não há esse procedimento padrão. Uma verdadeira desorganização, desde a recepção até as equipes de enfermagem. Acredito ainda que para trabalhar nessa área como enfermeiras e auxiliares o atendimento tem que ser prestado por pessoas mais humanas. Toda vez que éramos atendidos por um auxiliar ou enfermeiro parecia que tínhamos a obrigação de saber os procedimentos, mesmo sabendo que éramos pais de primeira viagem. As informações são sempre desencontradas como por exemplo: horário das refeições, se pode trazer o extrator de leite, se colocam um tapete no banheiro, etc. coisas pequenas assim. Algo precisa ser feito a respeito. Afinal quantos partos são realizados na maternidade de Campinas. Obtive a informação que está sendo gerida pela Pucc Campinas. A Unimed também tem que cobrar melhorias neste setor.
Continuando, a obstetra passou na manhã do dia 04 e relatamos todo o ocorrido, em especial o erro em relação à administração do medicamento após o parto por cesária. A médica obstetra contratada ficou abismada com a conduta da equipe de enfermagem e foi conversar com a responsável. Não acompanhei a conversa. No entanto, após referida conversa a empatia já praticamente inexistente passou a rostos ranzinzas e ausência de um simples bom dia. Qualquer perguntinha que fizéssemos as respostas eram secas, diretas e como se não pudessem ser feitas, como se já tivéssemos que saber. Em relação a limpeza, chegamos a pedir um tapete para o banheiro ou que secassem referido cômodo. Precisamos pedir mais de 3 vezes e apenas, no dia 4 à tarde apareceu uma pessoa da limpeza. Disse que não haviam passado a informação e deixou o pano de chão no banheiro.
No final da noite do mesmo dia 04 para o dia 05/02/2026, aproximadamente as 23:00 fomos para o teste do pezinho. Furaram um pé para colher o sangue, mas não foi suficiente. Assim furaram o outro pé, mais uma gotinha. Não foi suficiente. Aí foram para a mãozinha. Depois de 15 minutos e muitíssimo sofrimento para o bebê terminaram o teste. Quando foi as 4:00 horas da manhã a auxiliar veio até o quarto e disse que o exame não havia dado certo porque as placas de sangue colaram e que o teste deveria ser refeito. Questionei ela, que me respondeu que é NORMAL. ABSURDO TOTAL