Atendimento desumano e negligente em maternidade durante internação para parto cesáreo

Não respondida
Campinas - SP
29/03/2026 às 15:06
ID: 244636839
Prezados,
Venho por meio desta registrar minha profunda indignação e total insatisfação com o atendimento recebido durante minha internação para parto cesáreo, realizada em 11/03/2026, no quarto n 517, 5 andar, da Maternidade Campinas.
As 48 horas em que permaneci internada foram, sem exagero, uma das piores experiências da minha vida, marcadas por um atendimento desumano, negligente, despreparado e absolutamente incompatível com o mínimo esperado de uma instituição de saúde.
Logo após retornar da cirurgia com meu recém-nascido, fui atendida pela enfermeira Fabiana, cuja conduta foi chocante e inaceitável. Entrou no quarto de forma rude, pegou meu bebê de maneira brusca e passou a me repreender de forma agressiva porque ele estava molhado de urina sendo que aquela era a primeira troca, momento em que eu deveria estar sendo orientada e acolhida, e não atacada.
Mesmo solicitando ajuda de forma educada, fui tratada com descaso e grosseria. Ao questionar se havia outra profissional disponível, a resposta foi evasiva e, em seguida, a enfermeira simplesmente jogou meu filho no colo do meu marido, saiu do quarto batendo a porta e demonstrando total desprezo pela situação. Ressalto: eu havia acabado de sair de uma cirurgia, em estado físico e emocional extremamente vulnerável.
Na troca de turno, fui atendida pela enfermeira Marinalva, que, embora menos agressiva, demonstrou clara falta de vontade, empatia e compromisso com o cuidado. Durante meu primeiro banho pós-cirúrgico momento delicado devido ao sangramento e limitações físicas não recebi qualquer tipo de auxílio, nem sequer para levantar da cama.
Permaneci completamente desassistida, sendo ignorada ou respondida com grosseria sempre que solicitava ajuda.
Em outro episódio extremamente preocupante, ao suspeitar que meu bebê estava engasgando durante a amamentação, meu acompanhante precisou sair do quarto para buscar ajuda, já que a assistência simplesmente não estava disponível. Ao chegar, a enfermeira Karen, posteriormente identificada como chefe do turno, teve a postura ainda mais grave: entrou no quarto questionando de forma debochada se eu havia tido algum trauma no parto, claramente desdenhando da situação.
Trata-se de uma conduta inadmissível, especialmente partindo de uma liderança, que deveria dar exemplo o que, inclusive, ajuda a explicar o nível da equipe.
O episódio mais grave de toda a internação, no entanto, foi a constatação de um erro absurdo e potencialmente perigoso na administração de medicação. Ao verificar o que estava sendo administrado na minha veia, meu marido identificou que o rótulo continha o nome de outra paciente. Um erro dessa magnitude é inaceitável e evidencia uma falha gravíssima nos protocolos básicos de segurança.
Como se não bastasse, foi constatado também que a campainha do quarto único meio de solicitar ajuda estava desligada desde o início da internação. Ou seja, além de todo o descaso, eu sequer tinha acesso a um recurso básico de chamada, o que explica o motivo de nunca sermos atendidos e termos que sair repetidamente do quarto para buscar ajuda.
Na manhã seguinte, relatei todos os fatos à Sra. Beatriz, que se mostrou solícita e afirmou que providências seriam tomadas. No entanto, na prática, nada mudou. O atendimento continuou precário, e a sensação de abandono permaneceu até o momento da alta.
Para reforçar ainda mais a gravidade do cenário, ao deixar o hospital, presenciei a enfermeira Fabiana fazendo comentários debochados sobre pacientes, referindo-se a elas como loucas. Isso demonstra que o comportamento não é pontual, mas sim parte de uma postura recorrente, tolerada dentro da instituição.
O que mais causa indignação é perceber que:
- Há um padrão de atendimento inadequado já conhecido internamente;
- Os profissionais agem com total despreparo e falta de respeito;
- Erros graves, como o de medicação, acontecem;
- E, ainda assim, não há qualquer ação efetiva para corrigir o problema.
A sensação final é de total abandono, descaso e falta de controle institucional. Trata-se de uma situação extremamente séria, que expõe pacientes a riscos desnecessários e demonstra uma falha sistêmica no funcionamento da equipe.
Diante de tudo isso, exijo apuração rigorosa e detalhada de todos os fatos relatados e responsabilização dos profissionais envolvidos.
Ressalto que este relato está devidamente registrado e documentado.