Brutalidade do atendimento no PS da Maternidade de Campinas

Em réplica
Campinas - SP
27/03/2023 às 17:56
ID: 161800243
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesQuero registrar minha queixa a Maternidade de Campinas, quanto ao tratamento que recebi do médico Ginecologista Obstetra Dr Marcelo Ramos Chaib na Maternidade de Campinas.
Estava passando por um aborto, que é momento muito difícil, de dor física e emocional intensa, em que qualquer mulher se encontra vulnerável, frágil, desolada, com uma tristeza profunda.
Fiquei 3 horas aguardando para ser atendida pelo médico do PS e é sobre este atendimento que quero prestar minha queixa.
Além do seu modo de falar seco, bruto e hostil com uma mulher que estava perdendo seu filho, quando me deitei na maca ele brutalmente e abruptamente enfiou seu dedo na minha vagina com força, sem explicar e avisar o que iria fazer, sem pedir permissão e ainda dizendo que era pra eu relaxar. Entre ele colocar as luvas e tocar o colo do meu útero não deu 0,5 segundos.
Me senti (e FUI) violentada pela maneira rude que ele me tocou. Foi integralmente desrespeitoso.
É INCABÍVEL e INACEITÁVEL ainda ter profissionais da saúde que tratam o corpo de uma, de muitas mulheres dessa maneira. Médicos que se portam assim com o corpo de mulheres precisam de algo que os faça parar. É muita violência.
É urgente parar de normalizar e aceitar isso dentro de ambientes de saúde. Acontece diariamente com um número imenso de mulheres por dia no Brasil e na Maternidade de Campinas. CHEGA!
Ele disse que faz umas 6 curetagens por dia. Senti muita pena de mulheres que precisaram fazer isso com ele. Eles não têm o direito de tratar o nosso corpo como máquina, como só mais uma. Não, não somos só mais uma, e não nos importa a frequência que os GOs façam isso. Gostariam que suas esposas, filhas, mães recebessem esse mesmo toque e acolhimento? Fariam igual com elas?
Como ficam os registros nos úteros após serem tocados de maneira brutal? Por que é impossível um indivíduo como esse, ser cuidadoso e delicado fazendo uma curetagem. A minha sorte foi que não precisei, pois já havia expulsado. Infelizmente só descobri isso após fazer ultrassom e ficar na Maternidade de Campinas por mais de 5 horas.
É preciso que haja uma maneira efetiva e eficaz de contestarmos como somos tratadas e tocadas. Médicos não podem ser inquestionáveis e terem o aval e o apoio anônimo de instituições que normalizaram esse tipo de conduta (que todos sabemos que é o que acontece com enorme frequência). Independente de ser um serviço público, conveniado ou particular. É gravíssimo!!!
As Instituições, os médicos e as faculdades de medicina precisam passar por atualizações, cursos de CNV, desenvolver empatia, escuta, sensibilização. Porque certamente as faculdades de medicina pecam muito nessa área. Médicos precisam ter maior responsabilidade ao lidar com a dor da alma, na maneira de comunicar e ao TOCAR os nossos corpos.
Uma conduta humanizada é tão necessária quanto lidar com a dor/doença física.
Compartilhe
Resposta da empresa
04/04/2023 às 09:51
Olá Melina,
Encaminhamos seu contato para nossa ouvidoria, pois através do Reclame Aqui não podemos apresentar respostas completas devido ao sigilo de informações médicas do seu caso, em respeito às regulamentações específicas da relação médico-paciente.
Nossa ouvidoria entrará em contato através do telefone ou e-mail cadastrados aqui no Reclame Aqui.
Atenciosamente,
Réplica do consumidor
21/04/2023 às 08:12
Ouvidoria e sigilo que unicamente preservam e acobertam a conduta médica que está sendo questionada.
Eu vim aqui para registrar minha queixa ao público e para encorajar mais mulheres a não se calarem.
Isso se chama violência obstétrica e precisa parar.
Ah e Maternidade deixar mulheres esperando atendimento por mais de 3 horas, só para passar pela triagem é um completo absurdo. E mais algumas horas caso precise de exame.