Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Valinhos - SP

06/03/2018 às 16:55

ID: 33549391

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No dia 15/02 fui internada na maternidade de Campinas pois havia entrado em trabalho de parto há 19 horas e não havia evolução para parto normal, então eu iria sofrer uma cesárea.
Após a triagem, já de camisola aguardando o encaminhamento para o centro cirúrgico, fiquei quase duas horas esperando a enfermeira me levar. Minha documentação estava pronta, mas como havia uma outra pessoa aguardando a documentação dela (essa segunda pessoa seria operada pelo SUS) então a enfermeira decidiu que faria "uma viagem" e me deixou lá esperando 1:40 (meus documentos de internação ficaram prontos em 20 minutos). Tudo bem... Afinal o que são mais de 20 horas de contração, não é mesmo?

Finalmente, me levou para o CC. Fui recebida por duas enfermeiras e logo veio a médica anestesista. Um amor de pessoa. Não recordo seu nome agora, mas o trabalho dela foi excelente.
Pouco depois, chegou o médico que faria a minha cirurgia. Ele me desejou boa noite, não se apresentou. Pediu para reduzir a temperatura da sala de 25 para 22. Depois me dei conta de como a temperatura seria ÓTIMA para a minha filha que estaria saindo dos meus 36 para uma sala fria de 22. Não só isso. Eu senti tanto frio, e tremi tanto que fiquei com dores no peito durante 5 dias após. Doía até para respirar.
O tal médico ao fazer a incisão no útero, cortou a cabeça da minha filha. Foi um corte de quase 1 cm. Só foi descoberto quanto foram higieniza-la no berçário.
Também, durante a cirurgia, colaram algo na minha panturrilha que ao puxarem de volta, arrancaram a pele do local. Dava para ver a pele faltando em um formato quadrado.
Ainda na sala de operação, minha filha não foi avaliada apropriadamente e deixaram líquido amniótico sem ser aspirado.

Ela não conseguia respirar apropriadamente pelo nariz, e também não conseguia mamar. E sem o estímulo dela, eu ainda não tinha leite. Pedimos para a pediatra vê-la, mas o que diziam era: É normal mãe.
Até que decidiram que ela realmente não conseguia respirar e acharam que o melhor a fazer era passar a sonda nasal DUAS VEZES, em menos de 15 minutos. Podia ver saindo líquido. Mas mesmo assim, não foi suficiente. A bebê ainda não respirava pelo nariz (e você sabia que bebês não sabem respirar pela boca?). Tivemos que colocar soro fisiológico de tempo em tempo nas narinas dela para que ela pudesse respirar e/ou tentar mamar até termos alta dias depois.

Saímos da sala de recuperação para o quarto perto das 4 da manhã. Ao chegar no quarto, não havia travesseiro ou lençol para me cobrir. Não havia cadeira para minha acompanhante. Tiveram que trazer tudo na correria. Fora o transtorno para o outro casal que estava já no mesmo quarto com o seu bebê.
Também na manhã seguinte, foi verificado que não colocaram um tampão (tipo um pano para ajudar a conter o sangramento) em mim, e fiquei na cama suja de sangue até perto das 11 da manhã.

Existem placas solicitando silêncio pelo andar do hospital, mas não são respeitadas. Principalmente durante a madrugada. Se você pensa que vai ficar sem dormir por causa do seu bebê, você está errada! Vai ficar sem dormir pela conversa alta dos plantonistas. É gritaria a noite inteira. Fora o entra e sai, que cada vez que abrem a porta parece que você vai infartar.
Também acham que o horário ideal para entregar folhetos e fazerem você assinar o "termo de queda" (que é um documento que orienta a transitar com o bebê no berço/carrinho que eles têm) é no meio da madrugada, no escuro, para você memorizar MESMO o que está acontecendo.
Também, uma enfermeira de plantão a noite conseguiu estourar uma veia que meu braço ainda está roxo.

O quarto onde fiquei não funcionava o chuveiro. Era preciso tomar banho no chuveirinho. A água oscilava entre muito gelada e quente inferno. O controle da tv também não funcionava. Não tinha escadinha na minha cama, então era preciso dividir. Em muitos momentos, a escadinha estava entre a cama dela e o berço do bebe então deixava para lá, e me virava para subir na cama quando voltava do banheiro. Puxava as pernas para cima, ou quem estava comigo me ajudava a jogar minhas pernas para cima da cama.

A equipe diurna com a qual eu tive contato foi excelente! Todas as enfermeiras que me assistiram, quanto as do banco de leite foram maravilhosas.
O médico aparecia para perguntar alguma coisa e avisar sobre a minha medicação.
Minha filha vomitou um líquido preto pela segunda vez! Aí a pediatra de plantão do dia solicitou a lavagem estomacal. Não sei o que mais que fizeram com a minha filha. E só então ela ficou bem, e começou até respirar melhor.

As noites eram tormentosas e barulhentas. O ultimato do ultraje foi quando apareceram as moças da limpeza as 2 da manhã para limpar o quarto e banheiro. Simplesmente revoltante!

Visitas era impossíveis, pois a fila na recepção era quilométrica.

Enfim, a minha experiência nesse local foi extremamente estressante. E influenciou diretamente impossibilidade de amamentar. Meu leite "secou" em menos de 5 dias.
Não indicaria nem minha cachorra ser castrada nesse hospital. E se deus permitir, nunca mais piso lá.

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Resposta da empresa

14/09/2018 às 10:17

Olá Natalia,
Primeiramente gostaríamos de nos desculpar pela demora em responder sua mensagem. De fato essa situação não costuma acontecer aqui na Maternidade de Campinas. Iremos averiguar e investigar o que aconteceu para tomarmos a devida providência.

Consideração final do consumidor

14/09/2018 às 10:25

6 meses para responder uma reclamação (que fiz inclusive na ouvidoria) não merece desculpas.
É um descaso absoluto!
Só sinto pelas mães e BEBÊS que têm que passar pelos cuidados da Maternidade por falta de opção.
Por mim, o hospital não presta nem para bicho!

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