Péssima experiência, negligencia e falta de retorno

Respondida
Vinhedo - SP
18/02/2023 às 23:56
ID: 159607535
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesPESSIMA EXPERIÊNCIA COM EQUIPE DE ENFERMAGEM E PEDIATRIA.
NEGLIGENCIA no atendimento a mim e ao meu filho de 1 dia.
AUSENCIA de retorno da ouvidoria.
PREJUIZO financeiro, DANOS psicológicos e emocionais.
Enviei uma reclamação formal por e-mail no dia 7 de fevereiro. Hoje é dia 18 e não tive nenhum retorno.
Após 2 e-mails pedindo uma posição me responderam no dia 15 que enviaram meu e-mail para o setor responsável para analise e retorno.
O que ocorreu:
No dia 28 de janeiro de *******, dei entrada na Maternidade de Campinas para uma cesárea eletiva agendada, quarto coletivo via Unimed Campinas. Durante minha internação estive acompanhada de meu marido em absolutamente todo o tempo.
Demos entrada as 8h30 na recepção do hospital e após toda a parte burocrática de internação feita, fomos encaminhados para o quarto *******. Aqui começou o nosso primeiro desconforto.
Assim que fui chamada para o centro cirúrgico, fomos informados que na volta, trocaríamos de quarto. Sem maiores explicações.
Ocorreu tudo bem no parto.
Quando estávamos saído da recuperação, ligaram para verificar a informação de que iriamos para outro quarto. Mesmo já sabendo dessa informação de troca de quarto, a identificação do meu filho foi realizada com o numero no quarto onde fizemos a internação inicial.
Da recuperação fomos encaminhados para o quarto *******. Onde passamos nossa primeira noite.
A partir daqui, vou descrever fatos que fizeram com que nosso desconforto com a prestação de serviço da Maternidade de Campinas, virasse um grande descontentamento, frustração e percebêssemos um enorme descaso com o paciente.
*******, que escolhemos a Maternidade por ser um hospital referencia, com uma equipe de Banco de leite para suporte na amamentação, onde até então acreditamos ser o melhor lugar para esse momento tão delicado e especial em nossas vida.
Chegando no quarto, quando fui amamentar meu filho pedi a ajuda da enfermeira de plantão para me auxiliar na pega. Assim como tinha feito na recuperação.
A enfermeira veio e disse que estava tudo certo. Eu relatei que estava doendo e ela disse que no inicio era assim mesmo e que iria doer.
Quando tirei meu filho do peito, após sua primeira mamada no quarto, tinha sangue na boca dele. Aquela dor que eu estava sentido e que foi relatada a enfermeira, não era "normal" como ela disse.
Na mamada seguinte, solicitei novamente a equipe de enfermagem a supervisão e auxilio com a pega. Novamente relatei dor. Novamente foi dito "é normal mãezinha, dói mesmo no começo".
E assim aconteceu em todas as mamada. Eu chamava a enfermeira, ela dizia que a dor era normal, e seguimos.
Na manhã seguinte, quando a pediatra passou e avaliou meu filho, eu questionei ela sobre a língua dele, se tinha alguma coisa que estivesse impedindo ou dificultando a pega. Ela disse que quem faria essa avaliação era a Fonoaudióloga e que iria pedir para passar.
No mesmo dia, uma Fonoaudióloga passou no quarto para realizar o teste do ouvido. Questionamos ela se seria feita a avaliação da língua do bebe e ela disse que ela era responsável apenas pelo teste do ouvido, que quem fazia esse tipo de avaliação era outra Fono e que ela só faria durante a semana pois de final de semana não tinha esse serviço.
Na hora fiquei sem entender, como assim que final de semana não tem esse serviço? Se meu filho nascesse de segunda a sexta ele teria todo o tipo de suporte necessário, mas como ele nasceu em uma sábado não era possível?????
Nesse momento me veio o primeiro sentimento de impotência. Eu, mãe de primeira viagem, sentido dor, ouvindo que era normal, aguardando a avaliação da única pessoa que podia nos apontar se haveria ou não algum problema na amamentação, sou informada que meu "problema" deveria esperar até segunda.
Mais uma vez seguimos.
Na noite de domingo, eu não aguentei mais de dor. Meu mamilo estava destruído, não conseguia amamentar meu filho sem sentir uma dor grande, cansada de ouvir das enfermeiras que era normal, desisti do aleitamento materno.
Fizemos a solicitação que dessem formula para o bebe.
Meu marido saiu do quarto e foi conversar no posto de enfermagem, estávamos desesperado com a situação, procurando fora da Maternidade uma consultora que pudesse nos auxiliar, dar o respaldo que não estávamos recebendo da equipe da Maternidade. Quando uma enfermeira veio até o quarto para entender. Quando ela viu a situação do meu peito ela imediatamente me encorajou a dar uma pausa no aleitamento materno e entrar com a formula, diante da situação que estava.
E assim foi feito. Na noite de domingo, entramos com a formula.
Ainda na noite de domingo, fomos informados que nos trocariam de quarto novamente, pois o quarto que estávamos entraria em manutenção na segunda as 7h da manha. Iriamos ser transferidos para o quarto *******.
Imagine, uma mãe, após cesárea, fisicamente debilitada, emocionalmente abalada, ter que arrumar as coisas para trocar de quarto as 6h da manha, sendo que teríamos alta na segunda mesmo.
Assim foi feito, antes das 6h fomos trocados de quarto novamente.
No inicio da manha da segunda-feira, passaram chamando para ir ao berçário que a medica faria uma avaliação do bebes para alta.
Nesse momento 4 mães foram chamadas (eu e mais 3). A medica iniciou pedindo para que tirássemos a roupa dos bebes e perguntando se todos estavam sendo amamentados.
Eu informei que eu não estava amamentando mais. Ela me questionou porque e eu disse que era porque estava machucado e saindo sangue. Imediatamente ouvi, ali na frente de todos, " Só porque está saindo sangue não quer dizer que você não pode amamentar, isso é uma escolha sua, você não está amamentando por escolha". Ela virou e continuou a avaliação.
TRATAMENTO DESRESPEITOSO, NADA PROFISSIONAL E EXTREMAMENTE AGRESSIVO.
Naquele momento fiquei totalmente sem resposta e sem reação. Minha vontade era gritar e chorar.
Percebi que além do descaso, eu estava sendo negligenciada como paciente, como mulher e como mãe e agredida emocionalmente.
Ao final da avaliação, a médica pediatra, pediu para que eu permanecesse no berçário, que ela gostaria de avaliar meu peito. Quando ela viu, ficou claramente desconcertada. Disse que iria pedir para que me encaixassem no banco de leite antes da alta que realmente estava feio.
Em poucas horas fui chamada no banco de leite. Quando a enfermeira do banco viu meu peito disse que não teria como colocar o bebe pra mamar ali, que realmente estava muito machucado e me indagou "como você deixou chegar nesse estado?!".
Percebi então, que definitivamente havia ocorrido uma negligencia medica.
Negligencia comigo e com meu filho, na ausência da avaliação da Fono.
Foi agendado que eu retornaria ao banco de leite alguns dias depois.
Antes da alta, meu filho tomou a formula pela ultima vez no bercario da maternidade. Conversamos com a enfermeira que deu a documentação de alta sobre o que havia ocorrido e questionamos porque no caso nenhma medida por parte da maternindade foi tomada. A enfermeira disse que seria necessario deslocar uma equipe para avaliar e operar o bebe e que eles só fazem isso no caso do bebe nao conseguir mamar de jeito nenhum e que no nosso caso, o meu filho estava mamando (apesar de me machucar e apesa de estar com a formula) e que então nao eranecessário.
Eu e meu filho tivemos alta da Maternidade de Campinas, na segunda-feira dia 30 de janeiro de *******, SEM passar por avaliação da Fonoaudióloga, mesmo com a detecção por parte da medica pediatra, do encurtamento do freno do meu filho. Mesmo com a ciência do estado que meu peito estava devido a isso. Mesmo sabendo que eu RN estava sendo tirado do aleitamento materno precocemente.
No dia 30 de janeiro, após a alta do hospital, contatei uma enfermeira que trabalha como consultora de amamentação. Ela foi até minha casa, avaliou eu e meu bebe e orientou que procurássemos o quanto antes uma Fono para avaliação do freno do meu filho.
No dia 31 de janeiro, passamos por consulta com uma Fonoaudióloga que imediatamente detectou que seria necessário que ele passasse pelo procedimento de frenectomia e nos encaminhou para uma cirurgiã pediátrica.
No dia 01 de fevereiro meu filho passou pelo procedimento cirúrgico na Casa de Saúde de Campinas.
Após a alta da Maternidade eu e meu filho passamos por 3 profissionais de saúde diferentes, que fizeram a rápida detecção do problema dele e o encaminharam para uma solução, que nós trouxe hoje ao retorno do aleitamento materno, que é de extrema importância para os bebes.
Fico me questionando, como é que em um hospital referencia como a Maternidade de Campinas, não foi capaz de detectar isso? Não foi capaz ou não quis? Como que uma equipe de enfermagem diz que a dor é normal, sem nem avaliar a paciente? Como a pediatra dá alta sem que o bebe passe pela avaliação do profissional correto? Como que não há avaliação de final de semana? Como mesmo com a detecção do problema, não fomos orientadas a NADA pela equipe da Maternidade?
A única resposta que encontro para isso é negligencia e descaso.
Se o atendimento adequado tivesse sido oferecido a mim e ao meu filho, além de evitar sofrimento de uma mãe em seu estado de maior vulnerabilidade, dor física e psicológica e um possível desmame precoce de um bebe de apenas 1 dia, uma sucessão de gastos financeiros em busca de profissionais adequados e aptos, sessões no Fonoaudiologia e remédios também teria sido evitada.
Minha conclusão é que a Maternidade não preza por atendimento de saúde individualizado e humanizado. Para eles é atendimento em quantidade, tipo linha de produção.
Como seguimos sem retorno da ouvidoria da materniadade apos 10 dias do envio da reclamação (o que só reintera o descaso da maternidade com seus pacientes) estamos entrando com as medidas jurídicas cabíveis.
Assim como expus aqui. Contei minha história nas redes sociais e grupos de whats app, desejando que nenhuma outra mãe passe pelo que eu passei.
Todas merecemos um atendimento respeitoso, completo, individualizado e humanizado, principalmente em um momento como este. E isso claramente não foi proporcionado pela MC.
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Resposta da empresa
24/02/2023 às 11:51
Olá Marina,
Encaminhamos seu contato para nossa ouvidoria, pois através do Reclame Aqui não podemos apresentar respostas completas devido ao sigilo de informações médicas do seu caso, em respeito às regulamentações específicas da relação médico-paciente.
Nossa ouvidoria entrará em contato através do telefone ou e-mail cadastrados aqui no Reclame Aqui.
Atenciosamente,