Descaso da Perinatal com pacientes e funcionários

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
20/12/2021 às 17:21
ID: 135200693
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesPouco mais de um mês após o nascimento do nosso filho, agora conseguimos assimilar tudo que aconteceu no momento em que estivemos na Perinatal de Laranjeiras entre os dias 29/10/******* e 07/11/*******. Não poderíamos deixar de registrar aqui, todo o relato de diversas situações que aconteceram conosco desde o momento do nascimento do nosso filho até o dia em que felizmente tivemos alta. E que isso sirva de alerta para outros pais que venham a pensar em ter a gestação do seu filho lá, pois não queremos que ninguém mais passe pelo que passamos.
Para quem não sabe, a Perinatal Laranjeiras está passando por uma obra em TODOS os andares há alguns meses. O erro da reforma já começa aí! Pois com todos os andares em obras, fica inviável o livre e seguro acesso de pacientes e acompanhantes, já que NENHUM andar foi poupado para que os setores fossem transferidos pra um local asseado e higienizado CONFORME manda as normas da Vigilância Sanitária.
Obs.: Temos mais fotos e vídeos comprovando tudo aqui descrito.
A nossa saga começa no pós parto após o nascimento do nosso filho, quando fomos transferidos para o quarto, que geralmente ficam os pacientes para recuperação. Apesar do meu parto ter sido normal, eu precisava de cuidados especiais, pois eu havia levado muitos pontos e ainda apresentava quadro delicado com a imunidade baixa decorrente das mais de 18 horas de trabalho de parto. Já instalados no quarto, o nosso filho começou a apresentar mudança no quadro clínico respiratório e de temperatura, precisou ser encaminhado para a incubadora que fica no corredor do andar, vindo posteriormente a ser encaminhado para a UTI Neonatal por não ter apresentado melhora.
Até então são situações que poderiam acontecer com qualquer paciente, isso se a Perinatal não tivesse nos alocado num quarto infestado de cupim, sim, isso mesmo: cupim no quarto de um hospital-maternidade! Lugar que deveria ser exemplo de limpeza, impossibilitando portanto, qualquer tipo de infestação de bichos e insetos. Dada a adrenalina da situação, nós só conseguimos perceber isso 3 dias depois de estarmos instalados la. No dia que meu marido chegou, reclamou de areia no quarto, pediu uma limpeza extra, que talvez tenha mascarado a real condição do quarto. E mesmo o quarto passando por higienização diária, em nenhum momento foi identificado ou reportado qualquer condição da Perinatal, que só foram tomar providencia após a nossa reclamação.
Por conta da minha situação delicada, eu precisava de um ambiente propício para recuperação, onde o meio externo fosse o mais higiênico possível para não causar nenhuma infecção, mas nos deixaram em meio aos cupins por dias. Sem contar que o nosso bebê ficou também nas suas primeiras horas neste mesmo quarto, e que por coincidência, precisou ser transferido para a UTI por dificuldade respiratória. Vale dizer que cupins estão relacionados e podem causar problemas respiratórios!!!!
Após a descoberta da infestação de cupins no nosso quarto, meu marido foi imediatamente solicitar transferência para outro quarto em OUTRO ANDAR, que precisou ser minuciosamente analisado por ele, para não termos nenhuma outra infeliz surpresa! Ao longo desse período em que fiquei internada, tivemos que nos locomover frequentemente para ir para ao lactário e na UTI visitar nosso filho sem saber que estávamos carregando essas pragas por todo o hospital.
Após sermos transferidos para outro quarto, NINGUÉM responsável da Perinatal nos procurou com um pedido de desculpas e uma possível tentativa de explicação para o que nunca deveria ocorrer dentro de um hospital! Essa ocorrência deveria ser o caso de interdição do andar, mas até onde tivemos conhecimento, só interditaram o quarto que estávamos, abafaram o caso e nada foi feito a respeito.
Ao todo ficamos 1 semana internados, com nosso bebê na UTI e como se não bastasse o episódio dos cupins, presenciamos situações deploráveis e lamentáveis dos demais andares e acessos do hospital, que se encontravam NUMA OBRA MAL PLANEJADA E SEM NENHUM TIPO DE SEGURANÇA tanto para os PACIENTES QUANTO PARA A EQUIPE MEDICA DA PERINATAL. Onde está o corpo de bombeiros e a defesa civil neste momento!?!?!
Vimos pedreiros e todo o pessoal da obra circulando livremente SEM uso de EPI (equipamento de proteção individual), usando os mesmos acessos que os pacientes (BANHEIROS, ELEVADORES, ESCADAS e CORREDORES), caçambas de entulhos de obras circulando livremente em QUALQUER HORARIO do dia.
QUANDO HAVIA tapumes para separar a obra da parte útil do hospital, estes estavam sem vedações adequadas, utilização de plásticos com fita adesiva mal coladas nas saídas de ar, entre outros. O hospital encontrava-se COMPLETAMENTE sujo de poeira, mas poucas vezes que vimos um ou outro pedreiro passando pano nas áreas de acesso aos andares, os panos estavam IMUNDOS, ou seja, era a mesma coisa que nada!
Eu precisava passar no meio da obra para ter acesso ao lactário, que ficava em outro andar. As fotos anexas são provas disso, sem contar com o cheiro forte de produtos químicos fortes altamente TÓXICOS (como SOLVENTE NA PORTA DO LACTÁRIO, sem NENHUMA PROTEÇÃO QUANTO AO CHEIRO).
Produtos tóxicos usados até mesmo nos corredores SEM NENHUM cuidado com as pessoas, além do barulho ensurdecedor de serras e marteladas que poderiam ser ouvidas de qualquer lugar do hospital (inclusive DENTRO DA UTI NEONATAL). Dentro da UTI tinha mãe, que ficava de sutiã em meio a outros pais e mães, pois a roupa dela vivia empoeirada..
Enfim, uma obra mal executada por profissionais mal instruídos e sem capacitação adequada, sem nenhuma noção e cuidado com os pacientes, médicos e demais membros do staff do hospital. Isso porque fomos informados que o hospital havia trocado de construtora dias antes da nossa chegada. Imagina como estava a situação com a anterior?
A pergunta que fica é: Como é que uma obra executada dessa forma consegue uma licença? Onde foi parar a fiscalização?
Dois dias antes da alta do nosso filho e depois MUITA reclamação para a ouvidoria e pessoas que trabalhavam no hospital, fomos contactados pelo Dr. Jose Maria, diretor do hospital, que a propósito lhe falta todo e qualquer profissionalismo e ética para com os pacientes e acompanhantes, onde ao invés do pedido de desculpas, a única informação que recebemos diretamente dele, é que não poderia fazer nada, pois precisava correr com a obra até o final de dezembro de ******* pois senão teria problemas com o corpo de bombeiros, como assim?!? Não tivemos nem um pedido de desculpas, mas sim, que nada poderia ser feito. Estão fazendo uma reforma em uma maternidade a toque de caixa? Sem correta análise do que precisa ser feito para ocorrer em total segurança?
Os próprios enfermeiros nos disseram que acionavam a diretoria do hospital com frequencia sobre as situações precárias, mas o retorno era para segurar as pontas, pois a obra tinha data para acabar.
Pra quem não sabe a responsabilidade é da Rede Dor, que comprou recentemente a Maternidade Perinatal. Uma verdadeira decepção, que colocou nossa família e outras pessoas em risco! Esperamos que mais pessoas não passem pelo que passamos e que não essa situação não traga consequencias adversas para ninguém.