Cobrança abusiva, falta de diálogo e total descaso Faculdade Max Planck

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São Paulo - SP

17/11/2025 às 09:21

ID: 232072809

Estou extremamente frustrado e indignado com a Faculdade Max Planck. Em 2019 cursei apenas um semestre de Direito, com mensalidade em torno de R$ 600,00. Devido a dificuldades financeiras, acumulei uma dívida de aproximadamente R$ 2.400,00. Desde então, tenho tentado, incansavelmente, resolver essa situação.

O que era uma dívida administrável se transformou, de forma completamente abusiva, em mais de R$ 10.000,00 após ser encaminhada para um escritório de advocacia. Esse aumento é desproporcional, injustificável e afeta diretamente minha vida financeira.

O mais revoltante é que, desde 2022, busco um acordo honesto. Já apresentei diversas propostas, todas razoáveis e compatíveis com a dívida original. Porém, o escritório responsável apenas oferece valores absurdos, sem abertura para diálogo. É como se o objetivo fosse punir o aluno, e não resolver o problema.

Quando procurei a própria faculdade em busca de uma solução, fui informado de que não podem fazer nada e que tudo depende do escritório. Ou seja: sou jogado de um lado para outro, sem qualquer apoio, respeito ou consideração como se eu não fosse mais um ex-aluno, mas apenas um número para cobrança.

Quero deixar claro: não estou me recusando a pagar. O que busco é apenas um acordo justo, humano e equilibrado, que respeite a dívida inicial e a realidade de quem está tentando regularizar sua vida.

Diante desse cenário de descaso, solicito:

Revisão urgente da dívida, com eliminação dos juros abusivos acumulados;

Intervenção direta da Faculdade Max Planck, já que o escritório não demonstra qualquer disposição para negociar de forma justa;

Um acordo realista, que permita o pagamento sem exploração e sem valores irreais.

Peço que a instituição finalmente olhe para este caso com seriedade e humanidade. Não é justo transformar uma dívida de R$ 2.400,00 em mais de R$ 10.000,00 e ainda impedir uma negociação honesta.

Aguardo uma solução definitiva e responsável.

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Resposta da empresa

17/11/2025 às 11:44

Prezada Sra. Fernanda, bom dia,

O débito em aberto refere-se às mensalidades do ano de *******, no valor inicial de R$ 3.*******,00, conforme planilha de cálculo apresentada no processo judicial em andamento. Na sentença proferida, ficou expressamente autorizada a aplicação de juros de 1% (um por cento) ao mês, contados desde a data do vencimento das parcelas inadimplidas.

A Instituição já apresentou diversas propostas de acordo, inclusive com concessão de descontos para pagamento à vista, visando possibilitar a regularização do débito e a composição amigável do valor devido pelos serviços devidamente prestados.

Tendo em vista que o débito atualmente se encontra em cobrança judicial, orientamos que eventuais tratativas de negociação sejam realizadas diretamente com o escritório responsável pelo processo, ressaltando que a cobrança segue integralmente dentro dos parâmetros legais e da decisão judicial vigente.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Réplica do consumidor

17/11/2025 às 15:55

Boa tarde,

Agradeço o retorno, porém preciso esclarecer alguns pontos importantes.

Primeiramente, a informação de que a dívida inicial seria de R$ 3.*******,00 não condiz com a realidade. À época, eu pagava aproximadamente R$ *******,00 de mensalidade, tendo cursado apenas um semestre. Portanto, esse valor apresentado já demonstra uma cobrança superior ao que seria o débito original, o que reforça minha preocupação de que estão sendo aplicados juros sobre um montante incorreto e, posteriormente, mais juros pelo escritório, resultando em juros sobre juros, prática que considero abusiva.

Quanto às propostas de acordo mencionadas, infelizmente nenhuma delas é compatível com a minha situação financeira atual. Desde o falecimento do meu esposo, venho enfrentando sérias dificuldades financeiras e estou tentando, aos poucos, regularizar todas as minhas pendências. Não estou me negando a pagar pelo contrário, tenho buscado insistentemente uma solução justa e possível.

Inclusive, tentei negociar com o escritório de advocacia pagando o mesmo valor proposto por vocês, apenas alterando a forma de pagamento para boleto/depósito judicial, pois não tenho condições de parcelar no cartão de crédito. Ainda assim, a proposta foi recusada, mesmo sendo baseada no próprio acordo inicialmente sugerido por vocês.

Por isso, reforço meu pedido para que a Instituição reavalie, junto ao escritório responsável, a possibilidade de um acordo equilibrado, que considere não apenas os interesses da faculdade, mas também minha realidade financeira. Desejo resolver esse problema de forma responsável e transparente, mas para isso é necessário que exista abertura para uma negociação justa de ambas as partes.

Aguardo uma nova análise e a apresentação de uma proposta que realmente permita a regularização do débito.

Réplica da empresa

17/11/2025 às 16:02

Prezada, boa tarde,

Conforme informado anteriormente, o canal para realização das negociações é o e-mail da Instituição e do escritório, dessa forma, peço que encaminhe o e-mail apresentando a sua proposta da acordo, que iremos encaminhar os débitos, valores constantes no processo para sua ciência e negociação.

Atenciosamente,

Réplica do consumidor

17/11/2025 às 17:17

Prezados, boa tarde.

Conforme mencionei anteriormente, estou abrindo esta reclamação porque já tentei contato com a faculdade diversas vezes, tanto por e-mail quanto por telefone, e fui informada de que o assunto deveria ser tratado exclusivamente com o escritório de advocacia.

No entanto, não estou conseguindo avançar em um acordo com o escritório, pois além de estarem cobrando juros abusivos, conforme relatei acima, não estão aceitando nenhum tipo de proposta, nem mesmo aquelas já sugeridas por vocês. A única solicitação que fiz foi a alteração da forma de pagamento, mas ainda assim não houve abertura para negociação.

Por esse motivo registrei a reclamação, pois a negociação está se tornando cada vez mais difícil e os valores continuam aumentando. Ressalto que, se em *******, quando entrei em contato pela primeira vez, tivesse sido aceito um acordo justo para ambas as partes, o débito já estaria quitado.

Reforço que tenho interesse em pagar, porém preciso de uma proposta coerente. Já tentei contato por todos os meios de comunicação indicados, sem sucesso.

Agradeço a atenção e aguardo um retorno.

Réplica da empresa

05/03/2026 às 10:37

Bom dia Srta. Fernanda,

Informamos que a IES encontrava-se temporariamente sem acesso às reclamações registradas no site Reclame Aqui; por essa razão, as respostas estão sendo encaminhadas na presente data.

Observamos que as partes já formalizaram um acordo, o qual se encontra devidamente homologado judicialmente, produzindo, portanto, plenos efeitos legais entre os signatários.

Atenciosamente,

Réplica do consumidor

05/03/2026 às 10:54

Aceitei o acordo proposto pela universidade apenas porque não poderia correr o risco de ter minha conta bancária bloqueada por uma ação judicial. No entanto, deixo registrado que não considero os valores cobrados justos, pois são extremamente altos e desproporcionais.

Infelizmente, diante da situação e da pressão de uma possível medida judicial, não tive alternativa além de aceitar um acordo que, na prática, favorece apenas a instituição.

Gostaria de registrar minha insatisfação com a forma como a cobrança foi conduzida e com os valores apresentados. Aceitei o acordo por necessidade, não por concordar com a cobrança realizada.

Espero que a instituição reveja suas práticas de cobrança para evitar que outros consumidores passem pela mesma situação.

Réplica da empresa

05/03/2026 às 11:37

Prezada,

Compreendemos a sua preocupação e gostaríamos de esclarecer os pontos levantados. É importante ressaltar que os juros aplicados estão em conformidade com a legislação vigente, não havendo qualquer indício de abusividade por parte da Instituição.

Quanto à possibilidade de bloqueio judicial, é fundamental entender que esta medida decorre da prestação de serviços pela Instituição que, não foram devidamente quitados. O Código de Processo Civil prevê expressamente instrumentos legais, como o bloqueio e a penhora, para garantir o recebimento de valores devidos, agindo como um mecanismo de proteção aos credores. Tais procedimentos são amparados pela lei e visam assegurar a efetividade das obrigações contratuais.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente,

Réplica do consumidor

09/03/2026 às 10:59

Entendo perfeitamente que a cobrança de juros é devida em casos de atraso. No entanto, acredito que esses juros deveriam ser aplicados de forma justa e proporcional.

No meu caso, uma dívida inicial de aproximadamente R$ 3.000,00 acabou chegando ao valor de quase R$ 10.000,00. Reconheço que foi feito um acordo e que a faculdade receberá o valor acordado, que inclusive é muito superior ao valor original da dívida.

Ainda assim, minha insatisfação se deve ao fato de que não houve uma negociação realmente equilibrada entre as partes. Os juros aplicados foram extremamente elevados e não houve abertura para ajustar o valor de forma que ficasse viável e justo para ambos os lados.

Como já mencionado, o acordo foi realizado e será cumprido, portanto a faculdade receberá o valor que foi imposto. No entanto, o fato de eu ter aceitado o acordo não significa que eu esteja satisfeita com a forma como essa negociação foi conduzida.

Minha manifestação aqui não é para negar a dívida ou descumprir o acordo, mas sim para registrar minha indignação com os juros aplicados e com a falta de flexibilidade durante a negociação.

Réplica da empresa

09/03/2026 às 14:07

Prezada,

Compreendemos sua manifestação em relação à incidência de juros. No entanto, eventuais questionamentos acerca desses encargos podem ser discutidos no âmbito do processo judicial em questão, que é o meio adequado para apreciação desse tipo de matéria. Ressaltamos que a aplicação de juros decorre de disposições legais vigentes.

Quanto à alegação de ausência de flexibilidade, destacamos que a Instituição buscou agir com razoabilidade durante as tratativas, especialmente considerando que se trata de um débito originado no ano de 2017, e o parcelamento realizado observou as suas condições financeiras para cumprimento.

Réplica do consumidor

09/03/2026 às 14:23

Como já mencionado, este não é o lugar adequado para discutirmos essa questão em detalhes. Gostaria apenas de deixar registrada a minha insatisfação com a universidade diante das negociações que foram conduzidas.

No entanto, o acordo já foi realizado. Portanto, deixo aqui apenas o registro da minha insatisfação em relação à situação.