MAX Pro Proteção Veicular: Demora Injustificada e Má-fé no Reparo de Veículo de Terceiro Prejudicado

Em réplica
Contagem - MG
17/03/2026 às 20:05
ID: 243567225
Venho por meio desta registrar reclamação contra a MAX Pro Proteção Veicular, em razão da evidente má-fé e demora injustificada na condução do processo de reparo do meu veículo, do qual sou terceiro prejudicado em acidente causado por associada da entidade.
No dia 26/01, sofri um acidente de trânsito quando a associada da referida proteção veicular não respeitou uma parada obrigatória, colidindo com meu veículo na lateral. Após o impacto, enquanto eu verificava se todos estavam bem e buscava ajuda, a condutora retirou o carro do local e ainda empurrou meu veículo contra o muro, agravando os danos.
A partir de então, iniciou-se um processo extremamente demorado e contraditório por parte da associação.
Cronologia dos fatos:
26/01 Acidente de trânsito.
04/02 Foi possível registrar o boletim de ocorrência da condutora.
07/02 A oficina enviou os documentos solicitados para análise.
09/02 A associação informou que havia recebido os documentos, alegando atraso por conta do fim de semana.
12/02 Segundo atendente da associação, o orçamento foi avaliado e autorizado.
13/02 Ao questionar a oficina, fui informado dessa autorização.
19/02 O mecânico relatou que a associação entrou em contato solicitando novo orçamento, alegando que eu não teria puxado o freio de mão.
24/02 A associação entrou em contato comigo afirmando que só pagaria o conserto de um lado do carro, alegando que os demais danos seriam consequência minha.
24/02 A oficina enviou um segundo orçamento, conforme solicitado pela associação.
Mesmo diante dessas informações contraditórias, nenhuma solução efetiva foi apresentada.
No dia 26/03, questionei a associação sobre o motivo de meu veículo permanecer quase um mês parado na oficina, se supostamente o reparo seria apenas na porta. Fui informado de que entrariam em contato com a oficina e retornariam, o que não ocorreu.
Hoje, 16/03, já se passaram 40 dias desde o acidente e quase duas semanas desde a promessa de retorno da associação, sem qualquer solução concreta.
Ao comparecer pessoalmente na oficina, constatei algo ainda mais grave: estavam lixando uma porta usada de um Fiat Argo de modelo diferente para instalar em meu veículo, sem qualquer comunicação ou autorização adequada, o que demonstra descaso com o reparo e possível tentativa de reduzir custos às custas do prejuízo do terceiro.
Ressalto ainda que utilizo meu veículo como instrumento de trabalho, atuando como motorista de aplicativo na plataforma Uber. A demora injustificada no reparo do veículo já me causou prejuízos financeiros significativos, pois estou impossibilitado de trabalhar normalmente.
Além disso, eu e minha esposa utilizamos o veículo para outras atividades e trabalhos, o que agrava ainda mais os prejuízos causados pela demora. Destaco também que durante o período do Carnaval, época em que normalmente a demanda por corridas é maior e os ganhos são superiores, não pude trabalhar, ampliando ainda mais minhas perdas financeiras.
Outro ponto grave é que a associação atribuiu parte da culpa do acidente a mim, alegando que eu não teria puxado o freio de mão. Entretanto, em nenhum momento foi apresentado qualquer laudo técnico, perícia ou documento que comprove essa afirmação. A culpa foi simplesmente atribuída a mim sem qualquer prova ou análise técnica, o que demonstra total falta de transparência e possível tentativa de se eximir das responsabilidades decorrentes do acidente.
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Resposta da empresa
19/03/2026 às 12:35
Em atenção à sua manifestação, cumpre-nos esclarecer alguns pontos importantes para o correto entendimento dos fatos.
Inicialmente, quanto ao prazo de reparo, informamos que o veículo permaneceu em processo de manutenção pelo período de 26 dias úteis a contar da entrada da documentação 03/02/2026 a data de entrega 17/03/2026, não sendo contabilizados finais de semana e o período de Carnaval, ocasião em que houve paralisação das atividades por parte de prestadores e oficinas, impactando diretamente no andamento dos serviços.
Sobre a alegação de demora injustificada, destacamos que todo o processo seguiu os trâmites necessários, incluindo análise técnica, solicitação de orçamentos e reavaliações quando pertinentes, visando garantir a correta apuração dos danos e a adequada execução dos reparos.
No que se refere à divergência quanto aos danos na parte dianteira do veículo, esclarecemos que a análise foi realizada com base nas informações constantes no Boletim de Ocorrência pelos envolvidos e o Sr. complementa o BO com as seguintes alegações:, O DECLARANTE INFORMOU QUE ACIONARIA A POLÍCIA MILITAR, CONTUDO, A CONDUTORA DO FORD KA DECIDIU RETIRAR O VEÍCULO DO LOCAL PARA DESOBSTRUIR A VIA.RESSALTA QUE, NO MOMENTO EM QUE OS VEÍCULOS AINDA SE ENCONTRAVAM ENGANCHADOS, A CONDUTORA DO FORD KA ENGATOU A MARCHA À RÉ, DESTRAVANDO-OS. EM RAZÃO DE A VIA SER EM DECLIVE, O VEÍCULO FIAT ARGO DESCEU DESGOVERNADO, COLIDINDO CONTRA O MURO DE UMA DISTRIBUIDORA, OCASIONANDO DANOS ADICIONAIS EM SUA PARTE FRONTAL E LATERAL. Tal ato demostra que o veiculo estaria no mínimo sem a supervisão do proprietário que deveria ter tido a mesma responsabilidade da associada, circunstância caracteriza um agravamento de risco posterior ao evento inicial, decorrente de ação alheia ao sinistro coberto, motivo pelo qual os danos adicionais não possuem cobertura contratual, conforme regras da associação.
Por fim, permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais, reafirmando nosso compromisso com a transparência e a correta condução dos processos.
Atenciosamente,
MAXPRO Proteção Veicular
Réplica do consumidor
19/03/2026 às 16:33
Inicialmente, no que se refere ao prazo de reparo, ainda que desconsiderados finais de semana e o período de Carnaval, o tempo de 26 dias úteis mostra-se excessivo e desproporcional, sobretudo considerando que o veículo é utilizado como instrumento de trabalho, sendo minha principal fonte de renda. A demora ocasionou prejuízos financeiros significativos, os quais não foram em momento algum considerados por esta associação.
Quanto à alegada regularidade dos trâmites, causa estranheza a menção a análise técnica sem que tenha sido apresentado qualquer laudo técnico ou documento que comprove, de forma objetiva, as conclusões adotadas. A ausência de comprovação fragiliza a justificativa apresentada e demonstra falta de transparência na condução do processo.
No que diz respeito à negativa de cobertura dos danos adicionais, não procede a alegação de agravamento de risco. Os danos mencionados decorreram diretamente do acidente inicial causado pela condutora associada a esta entidade, não havendo qualquer conduta voluntária de minha parte que possa caracterizar agravamento da situação.
Trata-se, na verdade, de um desdobramento do próprio sinistro, sendo evidente o nexo causal entre o evento inicial e os danos subsequentes. A tentativa de atribuir responsabilidade ao consumidor, sob a justificativa de falta de supervisão, mostra-se indevida e sem respaldo técnico ou jurídico.
Diante disso, reitero que houve falha na prestação do serviço, tanto pela demora excessiva no reparo quanto pela negativa indevida de cobertura integral dos danos.
Dessa forma, aguardo a devida reavaliação do caso, com a reparação integral dos prejuízos suportados, sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis.
Réplica da empresa
23/03/2026 às 11:38
Prezados,
Em atenção à réplica apresentada, reiteramos que a resposta anteriormente encaminhada permanece como posição final desta associação.
Após análise criteriosa dos fatos, documentos e circunstâncias envolvidas, não foi constatado qualquer elemento que justifique a realização de reparação integral dos prejuízos conforme pleiteado. Destacamos que todos os procedimentos adotados pela Maxpro foram conduzidos em estrita observância às normas contratuais e pautados na boa-fé, transparência e responsabilidade.
Ressaltamos, ainda, que as conclusões apresentadas estão fundamentadas nas informações disponíveis, incluindo o boletim de ocorrência e demais evidências, não havendo, portanto, qualquer indício de conduta inadequada por parte desta associação.
De todo modo, o departamento jurídico da Maxpro permanece integralmente à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários, bem como para confrontar tecnicamente os fatos apresentados, sempre com base na verdade e na lisura que norteiam nossas ações.
Atenciosamente
Equipe Maxpro Proteção Veicular