Insatisfação com atendimento e diagnóstico equivocado em concessionária, resultando em custo adicional e perda de prazo de revisão.

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Sete Lagoas - MG

31/03/2026 às 18:33

ID: 244855673

Venho por meio desta registrar minha profunda insatisfação e indignação com todo o atendimento prestado, desde a agência onde adquiri o veículo até a concessionária responsável pela assistência técnica da marca.

Meu veículo começou a apresentar um barulho incomum. Inicialmente, procurei uma mecânica de confiança, acreditando se tratar de um problema simples. Contudo, assim que o mecânico identificou que o defeito poderia ser mais grave, fui orientada a procurar a agência onde comprei o carro, localizada na cidade de Contagem, para verificar se haveria algum suporte.

Ao entrar em contato com a referida agência, fui informada de forma direta que o problema seria de minha responsabilidade, sob a justificativa de que o vínculo deles comigo se limitava a três meses após a venda do veículo. Disseram ainda que não teriam mais nenhuma obrigação comigo, mesmo diante da possibilidade de se tratar de um defeito oculto. Fui orientada apenas a procurar a fabricante e correr atrás dos meus direitos por conta própria.

Diante disso, entrei em contato com a fabricante e iniciei uma verdadeira via-crúcis de tentativas de atendimento. Realizei diversas ligações, abri reclamações junto ao SAC e também registrei manifestação no Reclame Aqui, até finalmente conseguir agendar atendimento em uma concessionária da marca em minha cidade.

No momento da avaliação inicial, expliquei repetidas vezes ao consultor técnico que o barulho não seria perceptível com o veículo parado no elevador e que seria necessário realizar um teste de rodagem comigo. Mesmo assim, essa solicitação foi ignorada.

O veículo permaneceu na concessionária por duas semanas e quatro dias sem a apresentação de um diagnóstico adequado. Posteriormente, foi fornecido um diagnóstico que se mostrou incorreto, com indicação de um reparo que geraria um custo superior a dois mil reais, valor que eu quase paguei indevidamente.

Inconformada com a conclusão apresentada, retirei o veículo da concessionária e o levei novamente ao meu mecânico de confiança, que recomendou buscar uma terceira opinião técnica. Este terceiro profissional concordou com a avaliação inicial e, por iniciativa própria, solicitou a oportunidade de dialogar diretamente com a concessionária em uma tentativa de solução amigável.

Após cerca de uma semana, esse profissional conseguiu realizar um teste de rodagem com o mecânico da concessionária procedimento que havia sido negado a mim anteriormente. Bastou a realização desse teste para que fosse constatado que o defeito realmente se encontrava na caixa de marcha, confirmando que o diagnóstico anterior estava equivocado.

Ou seja, por falha no procedimento técnico e na condução do atendimento, quase fui levada a arcar com um custo elevado por um reparo desnecessário.

Além disso, foi identificado que diversas garantias do veículo não haviam sido devidamente lançadas no sistema, situação que não deveria ser de responsabilidade do consumidor. Mesmo assim, fui obrigada a entrar em contato com diferentes concessionárias, uma a uma, insistindo repetidas vezes para que as garantias fossem regularizadas, tarefa que deveria ter sido realizada pela empresa que comercializou o veículo.

Somente após insistência contínua e a necessidade de mencionar a possibilidade de medidas judiciais é que as garantias foram devidamente registradas.

Posteriormente, aguardei contato do gerente responsável, que havia se comprometido a retornar, o que não ocorreu. Diante da ausência de retorno, precisei novamente tomar a iniciativa e entrar em contato por conta própria. Na ocasião, o gerente sequer tinha conhecimento do meu caso, sendo necessário relatar toda a situação novamente.

Por fim, na data de 31 de março, recebi contato do gerente, que sugeriu que eu procurasse outra concessionária, localizada em Belo Horizonte, para resolver o problema, como se todo o histórico de erros, demora, diagnóstico equivocado e falhas no atendimento ocorrido nesta unidade não tivesse relação com a responsabilidade da própria concessionária.

Outro ponto extremamente preocupante diz respeito ao prazo da revisão e da garantia do veículo.

Minha garantia de fábrica permanece vigente até o mês de agosto, assim como a revisão programada. Contudo, o prazo específico para realização da revisão se encerra agora no mês de abril. Ressalto que procurei atendimento ainda no mês de fevereiro, portanto dentro do período regular, ocasião em que foi aberto protocolo e iniciado o atendimento junto à concessionária.

Entretanto, devido ao diagnóstico incorreto fornecido pela própria concessionária e à demora injustificada na condução do caso, o problema não foi resolvido dentro do prazo adequado. Ao questionar o gerente fui informada que deveria procurar outra concessionária, inclusive em outra cidade e que seria necessário arcar novamente com o custo de uma nova revisão, com a justificativa que "está no prazo".

Considero essa situação extremamente injusta e abusiva, uma vez que não dei causa ao atraso na resolução do problema. Ao contrário, busquei atendimento dentro do prazo, segui todas as orientações e aguardei as providências da concessionária. O risco de perda de prazo ou necessidade de pagamento adicional decorre exclusivamente de falhas no atendimento técnico e administrativo da própria empresa.

Não é razoável nem aceitável que o consumidor seja penalizado financeiramente por erro de diagnóstico, demora no atendimento ou falhas operacionais da concessionária.

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