Exaustor Ensurdecedor

Não respondida
São Bernardo do Campo - SP
28/04/2026 às 10:37
ID: 247154357
Quando assinei o contrato no Condomínio Essenza, em São Bernardo do Campo, imaginei tranquilidade, conforto aquele silêncio merecido depois de um dia inteiro de trabalho. Último andar. Vista privilegiada. Paz.
Mas, desde o primeiro dia, o que eu ganhei foi um pesadelo que liga e desliga.
Tudo começa com um som distante um ronco metálico que cresce, invade, domina. De repente, não é mais um simples ruído é como se um helicóptero estivesse pairando sobre a minha cabeça, girando sem parar, esmagando qualquer tentativa de sossego. E não para por aí. A vibração atravessa o ar, entra na sala, percorre o chão e faz os móveis tremerem. Dentro da minha própria casa.
E o pior? Eu sei exatamente de onde vem. O exaustor da churrasqueira. Instalado ali, praticamente sobre a minha sacada, como um invasor permanente.
Eu reclamei. Uma vez. Duas. Dez. Perdi a conta.
Eles vêm, analisam, mexem aqui, ajustam ali prometem solução. Por alguns instantes, há silêncio. Um alívio breve, quase uma esperança. Mas basta o equipamento ser ligado novamente e tudo volta. O barulho. A vibração. O absurdo.
Não é sobre exigir silêncio absoluto isso seria irreal. Mas isso isso está longe de ser normal. Não é razoável viver com a sensação de que há uma máquina pesada operando dentro da minha casa.
E eu não estou sozinho nisso. Outros moradores também sentem. Outros também ouvem. O incômodo atravessa paredes, prédios, limites.
Como se não bastasse, quando finalmente tentam resolver, marcam visitas em horários impossíveis no meio do dia, como se todos pudessem simplesmente parar suas vidas para acompanhar algo que já é evidente a qualquer hora.
Eu tentei resolver da forma mais simples. Pelo SAC. Diretamente. Com paciência.
Mas a paciência tem limite.
E quando a solução nunca chega quando tudo o que se oferece são remendos temporários para um problema constante chega um momento em que o silêncio precisa ser buscado de outra forma.
Mesmo que seja aqui.