Meetlife nega reembolso de curativos diários para fratura exposta após pagar só o "cuidado inicial".

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Curitiba - PR

03/06/2026 às 19:52

ID: 250485943

Sofri uma fratura exposta na tíbia e fíbula. Um acidente gravíssimo. Utilizei o seguro Meetlife disponibilizado pelo iFood para solicitar reembolso de despesas médicas.

Na opção laudo médico, anexei os seguintes documentos:

Alta hospitalar com a orientação médica expressa: "Realizar troca de curativos diariamente";

Fotos da minha perna e print da conversa com o ifood no dia do acidente;

Atestado médico (o mesmo encaminhado ao INSS para afastamento);

Fotos do raio-x que comprovam a gravidade da fratura;

E nas notas fiscais, enviei diversas notas fiscais dos materiais de curativo (gazes, ataduras, soro fisiológico, fita micropore e demais itens necessários para a troca diária).

A Meetlife reembolsou apenas UMA nota fiscal de R$ 34,04, referente a 1 atadura e 3 gazes, e negou todas as outras.

Hoje, *****, entrei em contato telefônico (protocolo *****) e recebi a seguinte justificativa: "Pagamos apenas uma nota fiscal porque o segurado mostrou que teve um cuidado inicial com o machucado. As demais notas precisam estar vinculadas a uma receita médica que especifique as quantidades."

Ou seja, a Meetlife confessou. Reconheceu o sinistro e a necessidade do tratamento, mas decidiu pagar apenas o "cuidado inicial". Como se uma fratura exposta na tíbia e fíbula se curasse com 3 gazes e 1 atadura.

Pergunto diretamente à Meetlife, e deixo as perguntas públicas para quem está lendo esta reclamação:

Faz algum sentido clínico, lógico ou humano uma pessoa com fratura exposta na tíbia e fíbula, cuja alta hospitalar determina "troca de curativos diariamente", trocar o curativo apenas uma única vez durante todo o período de recuperação? A orientação "troca diária" vale só para o primeiro dia e depois se encerra? O osso para de precisar de cuidado depois da primeira gaze?

Uma recuperação não segue um padrão matemático. O médico, no momento da alta, teria que adivinhar quantas gazes, quantas ataduras, quantos frascos de soro e quantos rolos de fita eu usaria até o dia de retirar os pontos? Ele teria que prever o futuro? Quanto tempo meu corpo levaria para cicatrizar? Isso não existe!! Nenhum profissional de saúde consegue cravar um número exato de materiais no momento da alta. A prescrição da conduta, "troca diária", é o que a medicina pode e deve fornecer. E é isso que eu forneci.

E a pergunta mais constrangedora de todas: a Meetlife acredita mesmo que se faz um curativo em uma fratura exposta apenas com gaze e atadura? Não se usa soro fisiológico para limpar a ferida? Não se usa fita micropore para fixar a gaze? Que tipo de curativo é esse que a seguradora imagina que eu faria: seco, sem limpeza, sem fixação? Isso é protocolo médico ou economia porca? Se a empresa cobre "despesas médicas", ela cobre o tratamento real ou uma versão incompleta e improvisada dele?

A alta hospitalar contém a prescrição médica. "Troca de curativos diariamente" é uma conduta terapêutica prescrita por médico. Se a conduta é diária, os materiais para realizá-la, todos eles, incluindo soro, gaze, atadura e fita, são obviamente necessários todos os dias. Não existe fundamento jurídico ou normativo que exija que o médico discrimine a quantidade exata de cada item. Isso é um obstáculo burocrático artificial, descolado da realidade médica e configurado de má-fé.

Ainda exigir que uma pessoa com fratura exposta, se recuperando e com mobilidade reduzida retorne ao hospital para pedir um receituário com quantidades exatas que nenhum médico pode prever, ignorando a alta, o atestado do INSS e as imagens do raio-x, é impor uma barreira desproporcional, cruel e contrária ao Código de Defesa do Consumidor e à Resolução Normativa da ANS.

Exijo da Meetlife o reembolso integral de todas as notas fiscais apresentadas, com correção monetária.

Que a empresa revise seu procedimento interno para que outros segurados não passem pelo mesmo descaso.

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