Empresa não devolve valor pago e proprietário ostenta viagens, evidenciando descaso com o consumidor.

Em réplica
Belo Horizonte - MG
03/02/2026 às 16:28
ID: 239662867
Até o momento, a empresa NÃO efetuou a devolução do valor pago e não apresentou qualquer retorno concreto sobre quando pretende cumprir sua obrigação. Estou aguardando posicionamento há semanas e, até agora, nenhuma solução foi apresentada.
Fui pego de surpresa ao acessar o perfil público do proprietário da empresa e constatar diversas publicações recentes de viagens internacionais para Orlando (Estados Unidos), incluindo visitas a parques da Disney, neste mês de janeiro. Chama atenção o fato de a empresa alegar dificuldades ou propor devolução parcelada do valor que me deve, mas, ao mesmo tempo, demonstrar plena capacidade financeira para viagens internacionais de lazer.
É, no mínimo, contraditório que não haja recursos para ressarcir o consumidor por um produto defeituoso, mas haja disponibilidade para gastos elevados no exterior.
Diante de todo esse cenário, reitero que NÃO aconselho a compra de produtos ou contratação de serviços junto à Mevi Pedras, diante do histórico de produtos defeituosos, ausência de solução efetiva e desrespeito ao consumidor.
Reforço que continuo sem receber meu dinheiro, apesar de todas as tentativas de resolução amigável. Aguardo um retorno sério, responsável e imediato por parte da empresa.
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Resposta da empresa
08/02/2026 às 11:26
A Mevi Pedras esclarece que o caso mencionado já se encontra judicializado, com audiência devidamente designada, e que toda a documentação técnica, contratual e o histórico completo do atendimento foram reunidos para apresentação ao Poder Judiciário.
Desde o início, a empresa tratou a situação de forma responsável, transparente e dentro da legalidade, adotando diversas medidas para tentar solucionar o caso de maneira amigável. A Mevi Pedras enviou equipe técnica e acabadores mais de uma vez, realizou ajustes no local e substituiu peças que, tecnicamente, sequer reconhecia como necessárias, tudo com o objetivo de atender o cliente da melhor forma possível e preservar a boa relação.
Com a intenção de encerrar definitivamente o assunto e evitar novos desgastes, a empresa chegou, inclusive, a se dispor a devolver integralmente o valor de R$ 13.000,00, correspondente às peças fornecidas, demonstrando inequívoca boa-fé. Contudo, o cliente passou a exigir valores adicionais, como devolução de frete, custeio de honorários advocatícios e outras cobranças que, no entendimento da empresa, extrapolam os limites razoáveis, contratuais e legais da relação.
Mesmo após todas as tentativas de ajuste, substituições e propostas apresentadas, o cliente optou por judicializar a demanda e, paralelamente, passou a realizar manifestações públicas reiteradas contra a empresa, inclusive com múltiplas reclamações sobre o mesmo fato.
A partir da judicialização, qualquer tratativa passou a ocorrer exclusivamente no âmbito do processo, não sendo juridicamente cabível a realização de acordos paralelos ou reembolsos fora da via judicial. Assim, a alegação de que a empresa ainda não realizou o reembolso decorre exclusivamente do fato de que a matéria está sob análise do Poder Judiciário, onde será apreciada de forma técnica, imparcial e conforme a lei.
Esclarece-se, ainda, que a tentativa de vincular a vida pessoal de sócios ou administradores à situação da empresa é juridicamente inadequada, irrelevante ao objeto da demanda e não guarda qualquer relação com a conduta da pessoa jurídica, configurando, inclusive, mais uma forma de desvio do foco do tema central e de ataque à imagem da empresa, questão que também será devidamente apreciada no processo.
A Mevi Pedras atua há anos no mercado, possui estrutura consolidada, equipe técnica qualificada e histórico comprovado de atendimento responsável, tanto no Brasil quanto no exterior, sempre pautada pela boa-fé, cumprimento contratual e respeito aos seus clientes.
Por fim, a empresa reforça que permanece confiante na Justiça e aguarda com tranquilidade a audiência já designada, onde todos os fatos, documentos, laudos e registros serão devidamente analisados.
Não haverá manifestações adicionais fora do processo judicial.
Mevi Pedras
Réplica do consumidor
10/02/2026 às 12:25
A resposta da empresa não corresponde aos fatos e reforça justamente o que venho relatando: o problema nunca foi efetivamente resolvido.
O produto adquirido foi um painel sob medida e, por duas vezes, entregue com defeitos relevantes tamanho incorreto, trincas e lascas, tornando-o impróprio para uso. Não se trata de simples variação natural da pedra, mas de erro de fabricação e acabamento que inviabilizou totalmente a instalação. A própria empresa reconheceu inconsistências e realizou nova produção, o que por si só demonstra que havia defeito.
Após meses de tratativas, a empresa retirou o material defeituoso com a promessa de devolução do valor pago. No entanto, até o momento, o valor não foi devolvido. Em vez disso, foi apresentada proposta de restituição em 10 parcelas, apesar de o pagamento ter sido feito em apenas 2, o que é claramente desproporcional e transfere ao consumidor o custo do erro da própria empresa.
Causa ainda mais estranheza o fato de que, enquanto a empresa alega dificuldades para devolver o valor devido ou propõe parcelamentos extensos, o próprio proprietário mantém publicações recentes em redes sociais mostrando viagens internacionais aos Estados Unidos, em Orlando, incluindo visitas a parques da Disney.
É contraditório afirmar não haver condições de restituir um consumidor por produto defeituoso e, ao mesmo tempo, demonstrar normalidade financeira para viagens internacionais de lazer. Essa situação apenas reforça a sensação de descaso com a solução do problema.
Reitero: até hoje não recebi o valor pago, apesar das inúmeras tentativas de resolução amigável. O que se busca é apenas a devolução justa de um produto defeituoso que nunca pôde ser utilizado.
Diante da postura adotada e da ausência de solução concreta até o momento, mantenho minha recomendação de cautela a futuros consumidores ao contratar com a empresa.
Réplica da empresa
13/02/2026 às 00:03
A Mevi Pedras esclarece que nenhum valor foi devolvido até o momento porque o reclamante optou por judicializar a demanda. Diante disso, o setor jurídico da empresa orientou que qualquer providência financeira seja adotada exclusivamente no âmbito do processo, aguardando-se a audiência já designada e eventual determinação judicial.
A empresa cumprirá integralmente aquilo que vier a ser definido pelo Juízo competente.
Esclarece-se ainda que a Mevi Pedras é pessoa jurídica com quadro societário próprio e definido, não se confundindo com a vida pessoal ou demais atividades empresariais de seus representantes. Publicações pessoais ou atividades externas não possuem qualquer relação jurídica com o contrato discutido.
A empresa permanece tranquila e confiante na Justiça.
Não haverá novas manifestações públicas sobre matéria já judicializada.
Mevi Pedras
Réplica do consumidor
19/02/2026 às 12:38
A judicialização da demanda ocorreu justamente porque a empresa não resolveu o problema quando teve oportunidade de fazê-lo de forma extrajudicial.
Foram meses de tentativas de diálogo, solicitações de solução e busca por acordo. Diante da ausência de resolução efetiva, fui obrigado a procurar assistência jurídica para resguardar meus direitos como consumidor.
Na ocasião, o próprio advogado entrou em contato e alertou que a judicialização inevitavelmente encareceria o problema e aumentaria os custos para todos, sendo plenamente possível uma solução simples e extrajudicial, com a devolução do valor pago. Ainda assim, a empresa optou por não resolver.
Inclusive, em uma das tratativas telefônicas à época, uma funcionária da empresa afirmou que os sócios eram muito ricos e que a empresa seria apenas um passatempo, o que demonstra o nível de desprezo com que a situação foi tratada e a ausência de prioridade em resolver o problema do consumidor.
Portanto, não procede a alegação de que o valor não foi devolvido porque houve judicialização. A realidade é o inverso: houve judicialização porque a empresa não devolveu o valor quando teve a chance de resolver o problema diretamente.
O objetivo sempre foi simples: receber a restituição por um produto defeituoso que nunca pôde ser utilizado. Se isso tivesse sido feito no momento oportuno, não haveria processo, custos adicionais nem exposição pública da situação.