Painel de pedra natural entregue com defeito e estorno não realizado de forma justa

Reclamação em réplica

Em réplica

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Belo Horizonte - MG

06/01/2026 às 18:00

ID: 236838055

Adquiri um painel de pedra natural sob medida pelo valor de R$ 13.782,81, sendo o pagamento antecipado. Recebi, por duas vezes, produtos defeituosos, com tamanho incorreto, trincas, lascas e acabamento inadequado. A empresa não solucionou o vício e o painel ficou totalmente imprestável, permanecendo em minha sala e impedindo o uso normal do imóvel.

Após 6 meses de reclamações, a Mevi concordou em retirar o material defeituoso. Porém, quando chegou o momento de devolver meu dinheiro, foi apresentada proposta [Editado pelo Reclame Aqui]: restituição em 10 parcelas, sendo que meu pagamento ocorreu antecipado. Na prática, querem usar meu dinheiro como se fosse empréstimo forçado por 10 meses, transferindo para o cliente o custo do erro da empresa.

Isso é uma prática [Editado pelo Reclame Aqui]. A empresa tenta transformar a restituição em financiamento obrigatório, como se o consumidor tivesse que bancar a riqueza alheia. Fui obrigado a contratar advogado e assumir custos adicionais que poderiam ter sido evitados com um acordo extrajudicial justo e imediato.

Até o momento, NÃO recebi meu dinheiro de volta.

Alerta aos consumidores: não recomendo comprar na Mevi Pedras. A empresa entrega produtos com defeito, não assume responsabilidade de forma séria e impõe modelos [Editado pelo Reclame Aqui] de devolução, demonstrando total desrespeito com as tratativas. Procurem por outro fornecedor que trate o cliente com dignidade e profissionalismo.

Avaliação: PÉSSIMO 1 estrela.

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Resposta da empresa

08/02/2026 às 11:30

A Mevi Pedras esclarece que a situação descrita foi tratada, desde o início, com responsabilidade, boa-fé e dentro da legalidade, não correspondendo à narrativa apresentada.
O produto fornecido trata-se de pedra natural, material que possui características próprias, variações estéticas e limitações técnicas amplamente conhecidas no mercado e devidamente informadas no momento da contratação. Ainda assim, a empresa adotou postura excepcionalmente colaborativa, realizando nova produção, substituições, ajustes técnicos em obra e envio de equipe especializada mais de uma vez, inclusive substituindo peças que tecnicamente não configuravam defeito, tudo com o objetivo de atender o cliente da melhor forma possível.

Diferentemente do alegado, a empresa não se omitiu, tampouco desapareceu. Houve acompanhamento técnico, tentativas de solução, propostas de ajuste e diálogo constante, devidamente documentados.

Com o objetivo de encerrar o assunto de forma definitiva e evitar maiores desgastes, a Mevi Pedras chegou, inclusive, a se colocar à disposição para devolver o valor pago pelas peças, demonstrando inequívoca boa-fé. Contudo, o cliente passou a exigir valores adicionais que extrapolam o escopo contratual, como indenizações, custeio de terceiros e honorários advocatícios, o que inviabilizou uma solução consensual naquele momento.
Ressalta-se que a permanência do material no local decorreu da ausência de autorização formal para retirada, e não por omissão da empresa.

Por fim, a Mevi Pedras atua há anos no mercado, possui estrutura técnica, processos formais e histórico consolidado de atendimento responsável, atendendo centenas de clientes e profissionais do setor. As alegações genéricas de incompetência, produto imprestável ou má-fé não refletem a conduta da empresa e serão devidamente analisadas no foro adequado.
A empresa permanece à disposição para que os fatos sejam esclarecidos de forma técnica, objetiva e dentro da legalidade.

Mevi Pedras

Réplica do consumidor

10/02/2026 às 12:24

A resposta da empresa não corresponde aos fatos e reforça justamente o que venho relatando: o problema nunca foi efetivamente resolvido.

O produto adquirido foi um painel sob medida e, por duas vezes, entregue com defeitos relevantes tamanho incorreto, trincas e lascas, tornando-o impróprio para uso. Não se trata de simples variação natural da pedra, mas de erro de fabricação e acabamento que inviabilizou totalmente a instalação. A própria empresa reconheceu inconsistências e realizou nova produção, o que por si só demonstra que havia defeito.

Após meses de tratativas, a empresa retirou o material defeituoso com a promessa de devolução do valor pago. No entanto, até o momento, o valor não foi devolvido. Em vez disso, foi apresentada proposta de restituição em 10 parcelas, apesar de o pagamento ter sido feito em apenas 2, o que é claramente desproporcional e transfere ao consumidor o custo do erro da própria empresa.

Causa ainda mais estranheza o fato de que, enquanto a empresa alega dificuldades para devolver o valor devido ou propõe parcelamentos extensos, o próprio proprietário mantém publicações recentes em redes sociais mostrando viagens internacionais aos Estados Unidos, em Orlando, incluindo visitas a parques da Disney.

É contraditório afirmar não haver condições de restituir um consumidor por produto defeituoso e, ao mesmo tempo, demonstrar normalidade financeira para viagens internacionais de lazer. Essa situação apenas reforça a sensação de descaso com a solução do problema.

Reitero: até hoje não recebi o valor pago, apesar das inúmeras tentativas de resolução amigável. O que se busca é apenas a devolução justa de um produto defeituoso que nunca pôde ser utilizado.

Diante da postura adotada e da ausência de solução concreta até o momento, mantenho minha recomendação de cautela a futuros consumidores ao contratar com a empresa.

Réplica da empresa

13/02/2026 às 00:04

A Mevi Pedras esclarece que nenhum valor foi devolvido até o momento porque o reclamante optou por judicializar a demanda. Diante disso, o setor jurídico da empresa orientou que qualquer providência financeira seja adotada exclusivamente no âmbito do processo, aguardando-se a audiência já designada e eventual determinação judicial.

A empresa cumprirá integralmente aquilo que vier a ser definido pelo Juízo competente.

Esclarece-se ainda que a Mevi Pedras é pessoa jurídica com quadro societário próprio e definido, não se confundindo com a vida pessoal ou demais atividades empresariais de seus representantes. Publicações pessoais ou atividades externas não possuem qualquer relação jurídica com o contrato discutido.

A empresa permanece tranquila e confiante na Justiça.

Não haverá novas manifestações públicas sobre matéria já judicializada.

Mevi Pedras

Réplica do consumidor

19/02/2026 às 12:38

A judicialização da demanda ocorreu justamente porque a empresa não resolveu o problema quando teve oportunidade de fazê-lo de forma extrajudicial.

Foram meses de tentativas de diálogo, solicitações de solução e busca por acordo. Diante da ausência de resolução efetiva, fui obrigado a procurar assistência jurídica para resguardar meus direitos como consumidor.

Na ocasião, o próprio advogado entrou em contato e alertou que a judicialização inevitavelmente encareceria o problema e aumentaria os custos para todos, sendo plenamente possível uma solução simples e extrajudicial, com a devolução do valor pago. Ainda assim, a empresa optou por não resolver.

Inclusive, em uma das tratativas telefônicas à época, uma funcionária da empresa afirmou que os sócios eram muito ricos e que a empresa seria apenas um passatempo, o que demonstra o nível de desprezo com que a situação foi tratada e a ausência de prioridade em resolver o problema do consumidor.

Portanto, não procede a alegação de que o valor não foi devolvido porque houve judicialização. A realidade é o inverso: houve judicialização porque a empresa não devolveu o valor quando teve a chance de resolver o problema diretamente.

O objetivo sempre foi simples: receber a restituição por um produto defeituoso que nunca pôde ser utilizado. Se isso tivesse sido feito no momento oportuno, não haveria processo, custos adicionais nem exposição pública da situação.