Descaso, má fé e falta de profissionalismo da empresa e funcionários!

Não resolvido
Belo Horizonte - MG
29/06/2021 às 20:32
ID: 125944713
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesGostaríamos de deixar registrado o nosso grande descontentamento com a empresa GRUPO SATTIORE, mas que atualmente já alterou o nome para GRUPO PRIMORE, responsável pelas casa de festa na região da Pampulha MEYER Eventos e Giardino Recepeções.
Eu e minha noiva visitamos vários espaços de recepção em BH buscando achar o local que nos identificássemos para a realização do nosso sonho de casamento, com a realização da cerimonia no mesmo local. Após alguns meses de busca, finalmente encontramos o MEYER Recepções na orla da Lagoa da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, *******, Bairro São Luiz, Belo Horizonte, MG, CNPJ 30.*******.*******/*******31), com o qual nos identificamos de cara. Não imaginaríamos que o COVID-19 tomaria toda essa proporção que tomou. Nosso casamento foi marcado para o dia 21/08/*******, até então bem distante e imaginávamos já estar livre da doença.
O espaço que escolhemos era realmente o nosso desejo e desde então começamos a programar e olhar outros fornecedores, porém o contrato com Meyer era venda conjunta com decoração, mobiliário, Dj e buffet, não sendo possível contratar esses serviços de fora. Ao fecharmos o contrato, optamos por não realizarmos a degustação naquele momento, pois gostariamos muito que nossos pais participassem desse momento, e por serem idosos, não seria o mais adequado pois estava acontecendo um crescimento dos casos da doença.
Desde o início, após realizarmos o fechamento do contrato já tivemos um pouco de dificuldade de comunicação com a empresa. O funcionário que fechou o nosso contrato demorava para nos responder e atender nossas dúvidas. Como era necessário realizar o planejamento do nosso evento e contratação de outros fornecedores precisávamos de algumas informações do espaço específicas para fechamento de outros contratos, porém a demora no atendimento era grande o que nos atrapalhou bastante nas negociações com outros fornecedores.
O fechamento do nosso contrato foi feito no dia 01/04/20 o com o pagamento de 20% do valor do mesmo e incluía todos os serviços que foram citados acima. Até então estávamos vivendo um sonho, com a certeza que nosso sonho estava se transformando em realidade. Foram realizados 3 depósitos totalizando R$ 6.*******,00 (seis mil, novecentos e doze reais).
Porém os meses foram se passando e a situação mundial ficando cada dia mais crítica. Começamos a perder as esperanças e ficar sem perspectivas e depois de muito pensarmos e acompanharmos a evolução decidimos adiar o nosso tão sonhado sonho. Em janeiro de ******* procuramos a equipe até então do Grupo Sattiore para o adiamento, mudança da nossa data, sendo nossa primeira reunião agendada presencialmente, após nossa insistência, para o dia 30/01/21. Colocamos todo o nosso ponto de vista e medos devido ao grande número de pessoas idosas (incluindo nossos pais) em nossa lista de convidados, não estávamos nos sentindo seguros para a realização de um evento que iria expor todos os nossos entes queridos. Acontece que já nesta primeira reunião foi nos apontado que a troca de data do nosso evento não seria prioridade no momento pela empresa, pois existiam vários casamentos programados nos meses antes do nosso e que teriam que ser adiados primeiro que o nosso e, mesmo a gente deixando claro que não estávamos confortáveis para a realização do nosso evento em agosto de ******* e já sinalizando isso com antecedência, visto que, a maioria das pessoas que se casariam nos meses antes da nossa data não haviam manifestado interesse em troca de data, não seríamos prioridade para a empresa e teríamos que esperar. Inicia-se então a nossa frustração com a empresa e stress, que já desde o início dificultou e não teve prontidão para a alteração da nossa data. Além disso, foi nos dito que eles tinham informações privilegiadas de que os eventos seriam liberados para serem realizados pela prefeitura de Belo Horizonte no mês de abril de ******* e mais uma vez teríamos que esperar, mesmo contra nossa vontade. ******* que a empresa teve seu Alvará de Funcionamento suspenso pela Prefeitura em abril de ******* e sem previsão nenhuma de liberação, tendo em vista a situação caótica no país. (Decreto n 17.******* de 8 de abril de *******, decretando suspensão, por prazo indetermino, os Alvarás de Localização e Funcionamento ALFs de todas as atividades comerciais e com potencial de aglomeração de pessoas no âmbito do Município de Belo Horizonte).
Não bastasse, após nosso pedido de troca de data fomos direcionados para atendimento com outra funcionária da empresa, com a qual não conhecíamos e não havia participado da reunião presencial, o que nos gerou mais insegurança, ansiedade e demonstrando o descaso pela nossa situação. A empresa, que sempre se disse a disposição do cliente, demorou mais de um mês para nos dar algum posicionamento da nossa solicitação de alteração de data, sendo a mesma só em março de ******* e já no primeiro e- mail já nos comunicou que:
- Remarcações para ******* seriam conforme a disponibilidade do espaço, porém já não teríam mais sábados disponíveis no Espaço Meyer e só sextas e domingos.
- Remarcação para os Janeiro, Fevereiro e Março de ******* - reequilíbrio já previsto pela empresa de 10%
- Remarcação para os meses de julho, agosto, outubro, novembro e dezembro com reequilíbrio de 20%
Nossa data era um sábado, inclusive o dia mais caro, e claro, queríamos manter em um sábado, pois sempre foi o nosso desejo. Por termos família (madrinha e padrinho) no interior do estado, o deslocamento inviabiliza os outros dias da semana. Além disso, quando pensamos em adiar nosso evento, não seria para o mesmo ano, diante do cenário catastrófico que estávamos vivenciando, sem perspectivas e sem imunização, e sim para o ano seguinte visando o melhor cenário. A nova funcionária que estava no atendendo nos informou que os meses de Abril, Maio, Junho e Setembro não seriam disponibilizados para remarcação por serem os meses de maior procura para casamentos e ficariam para novos clientes, demostrando o descaso com os contratos já firmados pela empresa, pois a prioridade não seria a remarcação e honrar os contratos firmados e sim os novos contratos. Nossa insatisfação foi só aumentando diante de tanta falta de consideração e empatia.
Fomos atrás de aconselhamento jurídico que nos esclareceu que conforme legislação (Lei 10.*******/20) o adicional de taxas de remarcação para evento não é plausível. Ficando clara a má fé da empresa mais uma vez.
Contudo, na tentativa ainda de apenas adiarmos o nosso evento, vários e-mails foram trocados aos quais solicitávamos o adiamento sem custo de remarcação, porém o pedido não foi atendido e a empresa se RECUSOU a reagendar nossa data SEM CUSTOS para o ano de *******, sendo possível apenas com majoração do valor contratual. Em um momento tão delicado, a empresa foi incapaz de apresentar empatia e compaixão pelos noivos, sabendo que eles "vendem sonhos" e criaram tamanha expectativa em um momento único e especial.
Tentamos um diálogo amigável com os funcionários, mostrando que o prejuízo causado pelo COVID-19 não era apenas da empresa e que também estávamos sofrendo as consequências da pandemia e não tínhamos condições de arcar com valores além do já contratado, e além disso, os clientes não participam dos lucros da empresa o que também não faz sentido os clientes assumirem os prejuízos. Mas, mesmos expondo nossas dificuldades, se mostraram irredutíveis ao valor adicional, sendo a última proposta feita:
*Remarcação de datas com 15% de acréscimo (do valor total do contrato) para remarcação de datas em julho ou agosto de *******, sendo que 10% de reequilíbrio e 5% para contratação de novo serviço prestado pela própria empresa.
Enfim, em um momento tão difícil e tão especial na vida de um casal, simplesmente não passávamos de mais um número de contrato. E ainda queriam garantir mais 5% do valor total do nosso contrato de adicional, para o investimento em fornecimento de serviços exclusivos da empresa, mais uma vez, pensando exclusivamente no seu próprio lucro.
Não pedimos nada mais do que o adiamento da nossa data para um sábado do ano de ******* que fosse compatível com os nossos planejamentos, mas infelizmente, pra nossa decepção, o GRUPO SATTIORE/GRUPO PRIMORE (responsável pelas casas Meyer e Giardino na Pampulha) só quis repassar o prejuízo da pandemia para os seus consumidores.
Diante da situação triste que estávamos vivenciando e impossibilidades de negociação, tivemos que então solicitar o cancelamento do nosso contrato e devolução do valor que havíamos já feito deposito a empresa (20% do valor total do contrato),o que novamente nos gerou grande decepção. Fomos tratados com enorme descaso e mais uma vez após grande morosidade, a empresa informou via e-mail que não reembolsaria nenhum valor que havíamos pagado, pois segundo eles serviços foram prestados. Mas quais serviços seriam esses? Nem a degustação havíamos realizado... Propomos então descontar estes serviços prestados, desde que nos fossem apresentados comprovantes legais, mas nenhum documento nos foi apresentado. Propomos também que a empresa nos devolvessem o valor que já havíamos pagos em produtos (salgados, jantar, doces, bolos e bebidas) que seriam fornecidos pelo buffet contratado durante o evento em questão, o que também não tivemos retorno das proposta por parte da empresa.
Ressaltamos ainda que a funcionária (que foi designada para tratar qualquer assunto pertinente ao nosso evento no Meyer), inicialmente mostrou-se extremamente solícita e atenciosa, porém, após expormos nossa dificuldade de arcar com o reajuste para o adiamento da nossa data, a mesma passou a tratar nossas conversas com extrema morosidade, sendo necessário realizarmos cobranças insistentes para atendimento e retorno das nossas propostas e demandas. Após várias solicitações, conseguimos o contato da advogada da empresa, a Sra. Julia Senra, para a tratativa juntamente ao nosso advogado. Encaminhamos a ela e-mail com nossas solicitação de cancelamento e reembolso, não sendo nem sequer respondido pela mesma.
Portanto, deixo nosso relato no RECLAME AQUI, para que outras pessoas não passem pelo mesmo desgosto, descaso, ansiedade e tristeza em um momento tão único e especial. O grupo PRIMORE lida com sonhos de diversos casais e sonhos não devem ser tratados com tanto desamor, falta de empatia e desdém como vem sendo feito por essa equipe tão despreparada para o ramo que estão lidando. NÃO FECHEM CONTRATO com essa empresa que só busca o próprio benefício diante dessa situação difícil para todos. E não caiam na conversar de que eles estão sempre disponíveis e dispostos a ajudarem e resolverem da melhor maneira, pois a realidade é outra.
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Consideração final do consumidor
07/04/2025 às 16:16
Nunca tentaram resolver o problema. Sempre fizeram descaso sobre o assunto e sem nenhuma margem para negociação. O problema só foi solucionado por ter acionado a justiça e dessa forma recebemos o que era devido.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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