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São Luís - MA

10/06/2026 às 14:48

ID: 251034249

SUCESSÃO DE ABSURDOS NA MILIUM

1. No mês de JANEIRO/2026, efetuei a compra de um calibrador/bomba de pneu de bicicleta na Milium. No PRIMEIRO USO, que ocorreu 2 dias após a compra, o calibrador estourou (começou a vazar ar). Produto novo e evidentemente defeituoso. Voltei na loja logo em seguida, com a nota fiscal e o produto com defeito, e relatei o ocorrido. A loja não se dispôs a solucionar a falha, e portanto eu solicitei meu dinheiro de volta - já que esta é uma prerrogativa do cliente, que pode optar por essa opção (conforme art. 18 do CDC). A loja se negou a me devolver o dinheiro, e me ofereceu somente um "vale-troca" no mesmo valor do produto (R$ 99,90). Como estavam irredutíveis, fui obrigada a aceitar.

2. O vale-troca estipulava um prazo exíguo de somente 30 (trinta) dias para utilização. Ou seja, o cliente fica coagido a consumir na loja em um prazo curtíssimo. Questionei caso não conseguisse utilizar naquele período, e a funcionária me informou que o vale-troca poderia ser renovado, mas que isso "não aconteceria de imediato". E realmente. Uma sucessão de absurdos aconteceu a partir disso. Eu não tinha nenhuma outra necessidade de compra na Milium naquele momento, e passaram-se os 30 dias e vários outros meses.

3. Somente agora, no dia ***** (quase seis meses depois), fui até a Milium porque estava realmente precisando adquirir alguns produtos da loja. Enchi a cestinha de produtos. Ao levá-los ao caixa, lembrei que tinha o vale-troca no valor de R$ 99,90, mas que não estava comigo naquele momento, e sim na minha casa. Perguntei à funcionária do caixa se poderia deixar minha compra reservada para ir em casa e buscar o vale-troca e utilizar esse crédito. Ela me encaminhou para falar com um outro funcionário que estava no setor de trocas e devoluções. O outro funcionário falou que poderia "puxar" o meu vale-troca pelo sistema se tivesse meus dados (CPF). Ele localizou a devolução e o saldo de R$ 99,90. Imprimiu um termo declarando que eu havia perdido o vale-troca, coletou minha assinatura. Falou que o saldo seria disponibilizado para mim em até 48h (ou seja, no domingo, dia *****). Peguei o contato de Whatsapp da loja e falei que mandaria mensagem por lá, eles me confirmaram que podia, tudo ok. Deixei a compra reservada e fui embora.

4. Domingo, dia *****, mandei mensagem no Whatsapp perguntando se o vale estava disponível. Perguntaram meu nome e CPF. Informei. Me responderam que não, que como houve feriado (o feriado foi dia 04/06, antes de eu ir até a loja), "o escritório não trabalha" e só estaria disponível na terça-feira (*****).

5. Na terça-feira (*****), dia indicado pelo atendimento da loja, enviei NOVA MENSAGEM NO WHATSAPP questionando se o vale-troca estava disponível. Me responderam dizendo que SIM. Fui até a loja, até a bancada de trocas e devoluções. Não localizaram o vale. Outro funcionário tentou. Não localizaram. Fui informada que o pedido sequer havia sido registrado no sistema. O funcionário disse que a única coisa a ser feita seria novamente coletar minha assinatura em uma declaração de perda do "vale-troca" (ressalto que não perdi o vale, tenho em minha casa, mas fui assegurada pelos funcionários da loja durante todo o processo que eu poderia dispor do crédito sem apresentar o vale físico) e aguardar mais 48h. Só que dessa vez eu já havia me deslocado até a loja, despendi gastos com gasolina, tempo, planejamento, energia.

Gostaria de registrar minha profunda indignação com os absurdos sucessivos. Nos últimos episódios, pode ter havido um erro pontual de um funcionário que me falou no dia 05/06 que tinha feito o pedido de liberação do vale-troca. Contudo, não acho que esse funcionário em específico seja o pivô do problema. O problema é sistêmico e vem de cima. E começou em janeiro, quando a política da empresa VIOLA escandalosamente o Código de Defesa do Consumidor ao se recusar a devolver o dinheiro pago em um produto defeituoso.

Em segundo lugar, impondo uma "validade" de risíveis 30 dias para o consumidor utilizar o saldo (vale-troca). E impondo, a seguir, dificuldades e burocracias injustificáveis para utilizar o vale em momento posterior a esses trinta dias. Outro absurdo é que a Milium retirou dos funcionários de loja a autonomia e o poder de resolução de problemas, ao delegar a um sistema on-line/remoto (via chamados para um escritório) o poder de autorizar o cliente a utilizar um vale-troca que sequer deveria existir (pois de acordo com o CDC, a escolha é do cliente e a minha foi a de receber a restituição do valor pago pelo produto defeituoso no mês de janeiro, não um vale-troca). Assim, os funcionários da loja ficam amarrados, não conseguem resolver problemas no local, dependem de um escritório remoto, e ficam atuando como bucha de canhão.

Situação lamentável, que culminou no erro de um funcionário - ou talvez uma falha no sistema, não tem como saber -, mas que nasceu na política da empresa Milium de violar o CDC (ao negar o reembolso pelo produto defeituoso) e de retirar dos funcionários de loja a autonomia para resolver in loco esse tipo de necessidade do cliente (de trocas e utilização de saldo).

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