Acidente

Respondida
Ipatinga - MG
12/12/2024 às 20:11
ID: 204512165
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesEu fui ao Parque Minas Beach no dia 18/10/******* com o intuito de me divertir com minha família e sofri um acidente grave na rampa/escorregador aquático que terminava na piscina. Ocorre que, como é permitida a descida de 3 (três) pessoas por vez, uma das pessoas que desceram comigo (meu marido) não concluiu o percurso por razões desconhecidas, ficando parado na rampa. Com isso, bati diretamente nele e caímos na água juntos. Imediatamente, notei uma dor intensa e não consegui levantar.
Assim, fui deslocada com o uso de uma cadeira de rodas e conduzida de ambulância ao hospital na cidade de Raul Soares. Como não havia recursos naquele hospital e considerando a localidade em que resido, fui de carro para o hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, onde fiquei internada.
O parque não ajudou no transporte até Ipatinga, embora seja um trajeto longo (mais de 3 horas de viagem). O parque poderia fornecer ambulância ou qualquer outro meio para o deslocamento e se preocupar com minha situação, mas não o fez.
No dia 21/10/*******, fui submetida a uma cirurgia, na qual foi necessário colocar 3 (três) parafusos no osso fraturado. Após o procedimento cirúrgico, recebi alta (em 23/10) e voltei para casa. Tomei a iniciativa de procurar o parque, pois desde o acidente ninguém me mandou mensagem perguntando ou oferecendo ajuda. Conseguir falar com a Hosana que me respondeu e enviou um valor de R$ *******,00 (trezentos e cinquenta reais) para aquisição de um imobilizador e remédios. Porém, depois disso, sequer mandaram mensagens para saber qual era o meu estado.
Não bastasse a situação, no dia 26/10, iniciei um quadro de febre e sensação de desmaio. Meus familiares ligaram para o SAMU e fui encaminhada novamente ao hospital Márcio Cunha, onde fiquei internada por mais 10 (dez) dias. No atendimento, foi constatado que a fratura gerou trombose, evoluindo para embolia pulmonar grave e pneumonia. Os médicos me disseram que meu quadro era grave e poderia ter vindo a óbito.
Não foi fácil receber tantos diagnósticos, especialmente porque nunca tinha ido a um hospital antes. Vi e vivi muitas coisas que me deixaram psicologicamente abalada, a ponto de ter que tomar remédios para dormir.
Um simples dia, que deveria ter sido divertido, acabou se tornando um pesadelo. Contatei novamente o parque pelas complicações clínicas e não obtive retorno. Minha sensação é de que, embora o acidente tenha ocorrido no parque e tenha sido grave, trataram a situação com descaso, deixando de arcar com as despesas médicas necessárias, incluindo as sessões de fisioterapia e o tratamento que precisarei fazer, no mínimo, por mais 6 (seis) meses. Também precisei contratar um plano de saúde, visto que será necessário acompanhamento médico, incluindo consultas com cardiologista, angiologista, pneumologista, ortopedista e psicólogo.
Agora, não bastasse a dor, angústia e medo gerados pelo acidente, o fato de ter que ficar por um período de 2 (dois) meses em recuperação da cirurgia, sem poder me locomover sozinha, terei que custear despesas não previstas e que não consigo arcar. O parque, que tem responsabilidade pelo acidente de consumo, trata minha situação com descaso e agrava ainda mais minha frágil situação de saúde física e psicológica. A situação precisa de solução, sendo passível de indenização por danos materiais e morais.
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Resposta da empresa
18/12/2024 às 20:49
Em respeito à reclamação postada pela usuária, a empresa Minas Beach
Park tem a prestar os seguintes esclarecimentos: O Minas Beach Park é uma
empresa no ramo de parque temático, localizada na cidade de Raul Soares
MG. Todo usuário ao descer em nossas atrações são instruídos e
orientados pelos monitores que fiscalizam os brinquedos. A usuária desceu
no brinquedo denominado Rampa sendo que neste brinquedo pode
descer até 03 (três) pessoas por vez. No momento da descida o usuário
deve concluí-la chegando na piscina. No caso em questão, a usuária no
momento da descida se chocou com seu esposo que ainda não tinha
finalizado a sua descida, encontrou-se no final da rampa devido a
movimentação do esposo, que ao descer lentamente e freando se deslocou
para a esquerda , de acordo com as imagens internas do parque. Assim que
foi constatada a dificuldade de ficar em pé, nosso Salva Vidas prestou os
primeiros socorros e encaminhou para a enfermaria realizando
atendimento e logo em seguida foi encaminhada para o hospital por nossa
ambulância. ******* que o Minas Beach possui convênio com o
hospital local para atender seus usuários. E cabe ao hospital encaminhar o
paciente caso necessário ou o próprio usuário manifestar o interesse em ir
para a sua própria cidade. E a opção de ser encaminhada até outro hospital
foi de responsabilidade exclusiva da usuária. Após a cirurgia da usuária a
mesma entrou em contato com o Minas Beach que imediatamente
colaborou com o que foi necessário. O Minas Beach lamenta o ocorrido e
se solidariza com a usuária