Cliente relata experiência caótica e despreparo da equipe ao tentar assistir a jogo no Mineirão

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Belo Horizonte - MG

13/04/2026 às 21:49

ID: 245965847

Sempre fomos ao Mineirão desde novos e ontem seria mais uma data em que assistiríamos ao nosso time jogar. Engano nosso, pois, no dia 12/04/26, passamos por uma situação lamentável no Mineirão.
Após o almoço, tentamos comprar ingressos para o jogo contra o Bragantino. No mesmo momento, meu namorado conseguiu comprar para o setor amarelo superior e, ao mesmo tempo em que eu tentava finalizar a minha compra, ocorreu um erro.
Esperei alguns minutos, tentei entrar novamente no aplicativo para comprar, mas o setor superior já constava como esgotado. Então, resolvi comprar dois ingressos para o setor amarelo inferior e, logo em seguida, iniciamos a tentativa de cancelamento do ingresso do setor superior, para conseguirmos prosseguir com o cadastro do CPF dele no ingresso do setor inferior.
Com muito custo, conseguimos atendimento pelo chat do aplicativo. Fomos informados de que o cancelamento só poderia ser feito até 24 horas antes do evento e nos orientaram a procurar a bilheteria do estádio para tentar alterar o cadastro dele do setor amarelo superior para o inferior.
Chegamos mais cedo ao Mineirão, aguardamos cerca de 40 minutos na fila e fomos informados de que não seria possível cancelar nem transferir o cadastro do CPF dele para o setor amarelo inferior, para o qual já tínhamos dois ingressos. Ressaltamos, a todo momento, que não queríamos o reembolso do ingresso do setor superior, apenas assistir juntos à partida.
Com extrema falta de educação e total despreparo no atendimento, a funcionária afirmou que a única solução seria assistirmos à partida em setores diferentes. Meu namorado respondeu que essa não era uma opção aceitável. Ela então percebeu que havia sido inadequada e pediu desculpas.
Tentamos transferir o ingresso para um senhor que estava na bilheteria tentando realizar o cadastro facial que, diga-se de passagem, estava caótico, causando grande confusão e descontentamento entre os torcedores. Após ele conseguir concluir o cadastro, iniciamos o processo de transferência, mas, para nossa surpresa, o aplicativo informou que o ingresso não poderia ser transferido. Vale destacar que, nesse momento, a partida já havia começado há cerca de 10 minutos.
Tentamos então acesso pela catraca do estádio, com leitura de QR Code, para verificar se conseguiríamos entrar no setor inferior. Explicamos a situação ao funcionário e pedimos que não lesse o ingresso do setor superior, apenas os do setor inferior. Ainda assim, ele leu o ingresso errado e disse o nome Lucas. Reforçamos que não era aquele ingresso e que estávamos tentando acessar o setor inferior. Ele, despreparado, apenas respondeu para tentarmos em outra catraca.
Fomos sendo direcionados de um lado para o outro, como em um jogo de pingue-pongue, sem que ninguém soubesse nos orientar adequadamente. A rispidez e o despreparo eram evidentes.
Subimos as escadas e, na entrada dos setores amarelos, encontramos um jovem que aparentava ter cerca de 16 anos. Explicamos novamente toda a situação e mostramos os três ingressos, reforçando que não queríamos reembolso, apenas assistir juntos utilizando os dois ingressos do setor inferior. Ele tentou interromper nossa explicação, e pedi que aguardasse eu finalizar. Sua resposta foi direta: Não vai resolver.
Mesmo assim, solicitamos que ele falasse com um superior. Ele apontou para uma funcionária que estava encostada na grade, mexendo no celular. Sem sequer olhar para nós, ela apenas balançou a cabeça e disse que cada um deveria assistir em um setor diferente ou perderíamos os ingressos. Havia outra família ao nosso lado na mesma situação, e ela respondeu da mesma forma ríspida, ainda sem desviar a atenção do celular.
Diante disso, decidimos procurar uma autoridade policial dentro do perímetro do Mineirão. Descendo a escada da esplanada, encontramos cinco policiais militares. Relatamos o ocorrido, e o tenente responsável nos orientou a procurar uma base policial para registrar a ocorrência e buscar ressarcimento junto aos órgãos de defesa do consumidor.
Seguimos a orientação e fomos até uma base policial próxima à nossa residência, no bairro Glória. Fomos prontamente atendidos e registramos o boletim de ocorrência.
Analisando o ocorrido, destacamos alguns pontos:
A tecnologia, que deveria facilitar o processo, acabou tornando a experiência caótica. O aplicativo se mostrou limitado para resolver problemas relativamente simples;
Houve evidente despreparo da equipe, tanto técnico quanto no atendimento ao público.
Resumidamente, devido à ineficiência do aplicativo e ao despreparo da equipe, voltamos para casa estarrecidos com a situação vivida e com três ingressos sem utilização.

Compartilhe