Marinha Enfraquecida

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Belo Horizonte - MG
02/08/2025 às 00:33
ID: 223572015
Em vez das forças armadas se envolverem em política, deveriam colaborar para melhorar a logística do Brasil nos oceanos. Há muitas deficiências portuárias, os portos parceiros africanos/asiáticos são incompatíveis. Não há combate da pirataria no Golfo da Guiné (África) e no Sudeste Asiático porque ameaçam os embarques e os produtos enviados. O Brasil não possui bases navais no exterior e depende de navios de apoio envelhecidos. Não há segurança marítima nos oceanos atlântico e pacífico, falta força-tarefa no Golfo da Guiné/Sudeste Asiático para patrulhas antipirataria (porque desviam as exportações e importações). Precisa ter parcerias com marinhas africanas/asiáticas com exercícios conjuntos com a Nigéria e a África do Sul) para melhorar o comércio e transporte marítimo. Não há infraestrutura portuária com engenheiros da Marinha assessorando melhorias em portos de dupla utilização para receber navios Panamax. Falta apoio para haver investimentos privados em portos africanos/oceânicos (empréstimos do BNDES para Walvis Bay, na Namíbia). Deveria ter empresas estatais como a China Ocean Shipping Company operam mais de 95 portos no exterior (Gwadar, Djibuti) e mantém fortalezas estratégicas. Poderiam converter navios auxiliares da Marinha (por exemplo, classe Navio Doca Multipropósito) para transporte civil de carga de emergência durante crises. A marinha deveria colaborar para gerar otimização nas rotas com levantamentos hidrográficos para mapear rotas eficientes. Falta melhorar a diplomacia com acordos de acesso a portos usando influência diplomática de manutenção da paz (por exemplo, bases navais em Cabo Verde, Timor-Leste). A Marinha do PLA opera bases no exterior em Djibuti, Camboja e Guiné Equatorial. Falta usar a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) para negociar o acesso aos portos na Oceania/Ásia. Falta foco na eficiência de nicho como produtos perecíveis de alto valor (por exemplo, carne bovina premium para a Ásia) usando rotas verdes.
O Brasil precisa priorizar parcerias de compartilhamento de custos, construção de confiança regional e estratégias de nicho ágeis, em vez da hegemonia global. A Marinha deveria capacitar os exportadores brasileiros por meio de um poder marítimo inteligente e cooperativo.