Cobrança abusiva, recusa de negociação e ligações excessivas

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Codó - MA

23/07/2026 às 16:27

ID: 254679575

Venho, por meio desta, registrar minha profunda insatisfação com a forma como vêm sendo conduzidas as cobranças realizadas por esta empresa.

Desde o início dos contatos, tenho demonstrado total interesse em regularizar o débito, apresentando propostas de pagamento compatíveis com minha atual realidade financeira. Contudo, todas as tentativas de negociação foram recusadas, sem qualquer demonstração de interesse por parte da empresa em buscar uma solução viável e equilibrada para ambas as partes.

Além da total ausência de flexibilidade nas negociações, o atendimento prestado pelas colaboradoras tem sido incompatível com os princípios do respeito, da cordialidade e da boa-fé. Em diversas ocasiões, fui tratado(a) com falta de educação, impaciência e postura intimidadora, tornando qualquer tentativa de negociação extremamente desgastante.

Outro ponto que merece destaque é a frequência excessiva das ligações de cobrança. Os contatos são realizados de forma insistente, diariamente e em diversos horários, causando transtornos à minha rotina pessoal e profissional. Embora o credor possua o direito de cobrar a dívida, tal direito deve ser exercido dentro dos limites da legalidade, sem excessos, constrangimentos ou práticas abusivas.

Além disso, a empresa bloqueou meu acesso aos canais pelos quais eu realizava a emissão e o pagamento dos boletos. Em razão desse bloqueio, não consigo efetuar o pagamento dos demais títulos que continuam vencendo regularmente, ainda que tenha interesse e condições de mantê-los em dia. Dessa forma, a própria empresa cria obstáculos para a regularização da dívida, fazendo com que novos boletos vençam, incidam juros, multas e demais encargos, agravando uma situação que poderia ser solucionada por meio de um acordo razoável.

Também é motivo de preocupação a postura adotada durante as cobranças, marcada por constantes ameaças de adoção de medidas como busca e apreensão do bem e protesto dos títulos em cartório, utilizadas de forma recorrente e intimidadora durante os contatos telefônicos. Tais abordagens, quando empregadas como forma de pressão para constranger o consumidor, especialmente diante da manifesta intenção de negociar e pagar a dívida, extrapolam os limites do exercício regular do direito de cobrança e comprometem qualquer possibilidade de diálogo.

Ressalto que meu objetivo nunca foi me furtar ao pagamento da obrigação. Ao contrário, busquei soluções compatíveis com minha capacidade financeira, demonstrando boa-fé e interesse em regularizar a situação. Entretanto, a postura adotada pela empresa inviabiliza qualquer acordo, impede a adimplência das parcelas vincendas e contribui apenas para o agravamento do conflito.

Diante do exposto, solicito:

A reavaliação da proposta de negociação apresentada ou a apresentação de uma contraproposta compatível com minha capacidade financeira;
O imediato restabelecimento do acesso aos canais de emissão e pagamento dos boletos, permitindo a regularização das parcelas vincendas;
A interrupção das cobranças excessivas e das ligações repetitivas em horários diversos;
Que cessem as ameaças de medidas coercitivas utilizadas como forma de intimidação durante as cobranças;
Que a empresa oriente sua equipe para prestar um atendimento respeitoso, ético e compatível com os princípios da boa-fé e da dignidade do consumidor.

Caso as práticas relatadas persistam, especialmente a recusa injustificada de negociação, o bloqueio dos meios de pagamento, as ligações abusivas e as ameaças reiteradas de busca e apreensão e protesto em cartório, adotarei as medidas cabíveis perante os órgãos competentes, incluindo o Procon, os órgãos de proteção e defesa do consumidor e o Poder Judiciário, para apuração de eventual prática abusiva, bem como para a reparação dos prejuízos materiais e morais eventualmente sofridos.

Reitero meu interesse em solucionar a pendência de forma amigável e espero que esta empresa reveja sua postura, permitindo uma negociação justa, compatível com minha capacidade de pagamento e pautada nos princípios da boa-fé, do respeito mútuo e da legislação consumerista.

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