Consorciada revolta com limitação de crédito para compra de imóvel, após meses de processo e promessas da administradora.

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São Paulo - SP

02/06/2026 às 12:36

ID: 250339059

Protocolo *****
Protocolo: *****


Venho por meio desta registrar minha profunda insatisfação, indignação e sentimento de injustiça com a condução do processo de utilização da minha carta de crédito contemplada.


Sou consorciada da Embracon, sempre mantive minhas obrigações rigorosamente em dia e, ao longo dos anos, paguei todas as parcelas conforme contratado. Mesmo após a contemplação, quando houve aumento no valor das parcelas, continuei realizando os pagamentos sem atrasos, demonstrando meu comprometimento e minha confiança na administradora.


Atualmente, possuo crédito disponível para faturamento no valor de R$ 472.076,80. Com base nessa informação, iniciei a busca por um imóvel compatível com o valor da minha cota. Após meses de procura, encontrei o imóvel ideal e realizei negociações com o proprietário.


O imóvel estava anunciado por aproximadamente R$ 480.000,00. Após muito esforço e negociação, consegui reduzir o valor para R$ 469.000,00 justamente para adequá-lo ao limite da minha carta de crédito e tornar possível a concretização da compra.


Em nenhum momento fui informada de que, mesmo possuindo uma carta de crédito de R$ 472.076,80, poderia existir uma limitação baseada em suposto valor de liquidez ou na aplicação da chamada Cláusula 26.


Inclusive, antes de avançar com a negociação, entrei em contato com a Embracon para entender qual valor eu poderia utilizar na aquisição do imóvel. A orientação recebida foi referente ao valor disponível da minha cota. Em nenhum momento fui alertada sobre qualquer restrição relacionada à Cláusula 26 ou a qualquer regra que pudesse impedir a utilização integral do crédito.


Somente após meses de processo, envio de documentos, pagamento de despesas, realização de vistoria, emissão de certificado digital, análise de engenharia e inúmeras exigências cumpridas, fui surpreendida com a informação de que a operação estaria limitada por uma cláusula que nunca me foi explicada previamente.


Até o presente momento, não localizei essa cláusula de forma clara nos documentos que tive acesso, tampouco recebi qualquer destaque, orientação ou explicação que me permitisse compreender seus impactos antes de assumir todos os compromissos financeiros da negociação.


A situação se torna ainda mais contraditória quando analisamos os próprios números apresentados.


A engenharia da Embracon avaliou o imóvel em R$ 475.000,00.


Além disso, apresentei um Laudo Técnico de Avaliação Mercadológica elaborado por profissional habilitada, que concluiu que o valor de mercado do imóvel é de R$ 613.317,94.


Também encaminhei diversos anúncios de imóveis semelhantes na mesma região, com valores variando entre R$ 500.000,00 e R$ 800.000,00.


A própria região do imóvel é reconhecidamente valorizada, contando com infraestrutura completa, mercados, farmácias, escolas, transporte público, comércio diversificado e fácil acesso a importantes vias da cidade.


Ou seja, todos os elementos apontam que o imóvel possui valor de mercado compatível ou superior ao valor negociado.


Mesmo assim, a operação está sendo limitada por um valor de liquidez de R$ 380.000,00, valor que não reflete nem a avaliação da própria engenharia da Embracon, nem o laudo técnico apresentado, nem a realidade do mercado imobiliário da região.


Outro ponto que merece atenção é que já investi R$ 112.253,78 no consórcio.


Ao somar o valor já pago por mim ao valor de R$ 380.000,00 utilizado como referência pela administradora, chegamos ao montante de R$ 492.253,78.


Diante desse cenário, não consigo compreender onde estaria o risco ou prejuízo para a administradora, considerando que o valor total envolvido supera o valor negociado do imóvel.


O que mais me revolta é que estou tentando concluir essa compra desde o ano passado.


A cada etapa concluída, surge uma nova exigência, uma nova análise ou um novo obstáculo que nunca havia sido informado anteriormente.


O que foi vendido como a possibilidade de realizar um sonho está se transformando em um processo extremamente desgastante, frustrante e emocionalmente exaustivo.


Hoje corro um risco real de perder o imóvel após meses de negociações, análises e cumprimento de todas as exigências solicitadas.


Não possuo condições financeiras para complementar valores adicionais, especialmente porque já terei despesas significativas com escritura, registro, ITBI e demais custos necessários para a transferência do imóvel.


Por isso, solicito à Ouvidoria:


A apresentação de uma solução efetiva que permita a conclusão da compra do imóvel.


Peço que este caso seja analisado com urgência, pois existe risco iminente de perda da negociação por motivos que jamais me foram apresentados de forma clara e transparente no início do processo.


Aguardo retorno formal da Ouvidoria.


Atenciosamente,


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