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Goiânia - GO

21/09/2025 às 23:32

ID: 227460131

RELATÓRIO DE RECLAMAÇÃO PROCON

Consumidores: ***** e *****
Fornecedor: Concessionária Mobile Goiânia/GO
Produto: Veículo Peugeot 2008, ano/modelo 2025, zero quilômetro
Data da compra/retirada: 24 de maio de 2025

1. Dos Fatos

No dia 24/05/2025, retiramos o veículo novo zero km, modelo Peugeot 2008, ano 2025, da concessionária Mobile, em Goiânia/GO.

No dia 25/05, acendeu a luz de injeção. No dia 26/05, levamos à concessionária, onde fizeram diagnóstico apontando supostamente combustível como causa. A luz foi apagada.

No dia 30/05, a luz acendeu novamente. Novamente alegaram que seria problema de combustível.

No decorrer de junho, o problema persistiu. Foi aberta ordem de serviço para avaliação mais profunda, pois o defeito não era solucionado apesar do uso de equipamento de diagnóstico.

Foi solicitado por parte da concessionária/caso da montadora que pagássemos por combustível para realizar testes. O veículo ficou retido por cerca de 20 dias na concessionária.

Durante esse tempo, nos foi oferecido veículo reserva, Peugeot 208 hatch, de categoria inferior. Tínhamos viagem programada e compramos o veículo pensando que poderíamos usá-lo. A categoria inferior prejudicou nosso uso.

Em 30/07/2025, pegamos o veículo, após a concessionária fazer o teste rodando no carro com o combustível que solicitou para que colocássemos e não conseguir constatar o que era pois a luz não ascendeu. Dois dias após pegar o veículo a luz ascendeu novamente. Levamos o carro imediatamente na concessionária e constatou que o defeito era da sonda lâmbda.

Novamente deixamos o veículo na concessionária para troca da peça. Desta vez, a concessionária ofereceu veículo reserva de categoria equivalente, mas fomos informados pela montadora que não tínhamos direito automático a este tipo de veículo reserva de mesma categoria; foi uma locadora que disponibilizou.

Mesmo após a substituição da sonda, cerca de cinco dias após a devolução, a luz voltou a acender. Levamos novamente à concessionária, que abriu nova ordem de serviço para troca de outras peças relacionadas à injeção eletrônica.

Até o momento, já decorrem aproximadamente quatro meses desde a aquisição, com o veículo apresentando o defeito repetidamente, sendo mais tempo em oficina do que em uso por nós.

2. Outras Alegações Importantes

Quando a montadora ou a concessionária oferecem veículo reserva, alegam que somente um condutor pode dirigir, mesmo sabendo que o carro é usado tanto por mim quanto pelo meu esposo, ou seja, por dois condutores designados.

A montadora informou que o veículo reserva oferecido seria um hatch automático, que é de categoria inferior ao nosso veículo, o que também é inadequado em vista do modelo adquirido e do uso que pretendíamos.

3. Irregularidades/Violação de Direitos

Com base nos fatos, as seguintes irregularidades / violações aos direitos do consumidor se configuram:

Defeito persistente em veículo novo (vício de produto), ou vício oculto, uma vez que o problema reaparece mesmo após procedimentos de reparo e diagnóstico.

Demora excessiva no conserto, ultrapassando prazo razoável (mais de 30 dias).

Solicitação indevida de custos adicionais para realização de testes (exigência de combustível para teste), que deveriam ser de responsabilidade do fornecedor/concessionária.

Fornecimento de veículo reserva de categoria inferior e com restrições de condutor que não correspondem à realidade de uso habitual; isso configura vantagem indevida imposta ao consumidor.

Falta de solução definitiva do vício, com repetidos retornos para concessão de garantia ou serviço.

4. Conclusão

Solicitamos ao PROCON que interceda para que nossos direitos sejam reconhecidos e respeitados, conforme o CDC, e que a concessionária/montadora seja responsabilizada pelos descumprimentos. Nosso objetivo é resolver o problema com justiça, garantindo que o veículo adquirido como novo funcione sem defeito, ou seja ressarcido/trocado.

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