Apreensão indevida de veículo financiado por falta de envio de boletos e notificação irregular

Respondida
Porto Alegre - RS
12/03/2026 às 07:02
ID: 243042125
Venho por meio desta registrar uma reclamação referente ao financiamento de um veículo adquirido através da concessionária Sinoscar.
As seis primeiras parcelas (1 até a 6) foram pagas corretamente. Porém, para conseguir efetuar os pagamentos, eu precisei ir pessoalmente até a concessionária Sinoscar buscar os boletos, pois eles não estavam sendo enviados.
Solicitei então a atualização do meu e-mail e telefone, justamente para que os boletos passassem a ser enviados diretamente para mim, evitando atrasos e facilitando o pagamento.
Mesmo após essa atualização, não recebi os boletos das parcelas 7 e 8.
Diante disso, tive que retornar novamente até a concessionária, onde me entregaram apenas os boletos das parcelas 9 e 10, que foram devidamente pagos.
Posteriormente ocorreu novamente o mesmo problema, pois não recebi os boletos das parcelas 11 e 12, o que me impossibilitou de efetuar o pagamento dentro do prazo.
Para minha surpresa, compareceram em minha residência e recolheram o meu veículo, sem que eu tivesse recebido qualquer notificação prévia ou oportunidade de regularizar a situação.
Ressalto que sou um senhor de idade e não utilizo WhatsApp, porém o escritório de cobrança Montezuma Advogados afirma que teria entrado em contato comigo por WhatsApp, o que não corresponde à realidade, pois não possuo esse aplicativo.
Importante destacar que ficaram apenas quatro parcelas em aberto (7, 8, 11 e 12) justamente porque os boletos não foram enviados, mesmo após eu ter atualizado meus dados e ter ido pessoalmente buscar os pagamentos anteriormente.
Após a apreensão do veículo, entrei em contato solicitando os boletos para pagar as parcelas em atraso e regularizar a situação, porém fui informado que somente seria possível recuperar o veículo mediante a quitação total do contrato no valor aproximado de R$ 142.000,00, o que considero totalmente abusivo, já que minha intenção sempre foi manter o pagamento das parcelas normalmente.
Além disso, o veículo foi levado com pertences pessoais meus dentro, sem que eu tivesse a oportunidade de retirar meus objetos.
Também informo que no processo consta um documento de suposta notificação com assinatura de recebimento em meu nome, porém essa assinatura não é minha.
Além disso, o número do documento que consta nesse aviso de recebimento também não corresponde ao meu RG, o que demonstra claramente que não fui eu quem recebeu ou assinou essa notificação.
Portanto, afirmo que não tive conhecimento prévio da suposta notificação mencionada, e que a assinatura apresentada não corresponde à minha assinatura verdadeira, conforme pode ser facilmente comparado com meus documentos oficiais.
Essa situação me causa grande preocupação, pois estão utilizando uma assinatura que não é minha para afirmar que eu fui notificado, o que não ocorreu.
Me sinto extremamente prejudicado e injustiçado com toda essa situação, pois em nenhum momento me recusei a pagar o financiamento, apenas não consegui pagar algumas parcelas porque os boletos não foram enviados, mesmo após diversas tentativas minhas de resolver a situação.
Peço que este caso seja analisado, pois entendo que houve falha grave na comunicação, no envio dos boletos e na condução do contrato, o que acabou resultando na apreensão do meu veículo de forma totalmente desproporcional.
Diante de toda essa situação, solicito que o Banco Central analise a conduta da instituição financeira, pois entendo que houve falha grave no envio dos boletos, falta de comunicação adequada e possível irregularidade na notificação apresentada no processo, uma vez que consta uma assinatura que não é minha e um número de documento que também não corresponde ao meu.
Espero que a instituição apresente uma solução justa para que eu possa regularizar as parcelas em atraso, pois em nenhum momento me neguei a pagar o financiamento.
Caso não seja apresentada uma solução para regularização das parcelas em atraso, solicitarei também a apuração pelos órgãos de defesa do consumidor e demais medidas cabíveis, pois me sinto extremamente prejudicado pela forma como esta situação foi conduzida.
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Resposta da empresa
23/03/2026 às 09:51
Prezado(a)
Em atenção à sua manifestação, realizamos a análise dos apontamentos apresentados e esclarecemos os seguintes pontos:
Inicialmente, informamos que, conforme previsto contratualmente, para a regularização da situação após a apreensão do veículo, é necessária a quitação integral do contrato pelo valor da causa, não havendo possibilidade de parcelamento neste momento.
Em relação à alegação de ausência de contato, esclarecemos que houve comunicação no mês de janeiro, por meio de ligação recebida, na qual foram solicitadas informações sobre os valores em aberto. Na ocasião, as informações foram providenciadas, ficando o retorno pendente por parte do solicitante.
Quanto à alegação referente aos pertences pessoais deixados no interior do veículo, fomos informados pelo responsável pelo pátio que não há registro ou documentação que comprove a existência dos objetos mencionados. Ressaltamos ainda que há, inclusive, registro em vídeo encaminhado à época, no qual é possível verificar essa condição.
Em relação às demais questões levantadas, destacamos que todos os procedimentos adotados seguiram as disposições contratuais e legais aplicáveis.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários.
Jéssica Guarim
Analista de qualidade