[Editado pelo Reclame Aqui] na emissão de bilhetes aéreos

Não respondida
São Paulo - SP
31/07/2024 às 16:27
ID: 194228605
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesDescrevo a situação que vivi recentemente com o agente de viagens Renato Vitor Selleio, da Montreal Turismo e Viagens, para que outras pessoas possam evitar de ser enganadas e, principalmente, pela dimensão do dano moral, para além do material, que ele me causou.
No dia 18 de maio viajei à África para encontrar minha filha Kamara de 3 anos, em Serra Leoa, após 9 meses de um processo de adoção. Tratava-se de uma viagem difícil, pois estava sozinha, indo para buscar a Kamara, sem nunca a ter visto, sem falar a língua, e dependia muito de um bom agente de viagens para montar o xadrez desse roteiro com um custo acessível. Não há voos diretos para a maioria dos países africanos e, além disso, eu precisaria voltar de Serra Leoa por Gana para tirar o visto dela para o Brasil (Serra Leoa não tem Embaixada brasileira e Gana é o mais próximo com Embaixada).
Renato me vendeu um pacote minimamente acessível, indo pela Ethiopian Airlines até Addis Abeba, rumo à Accra e só então Serra Leoa. Idem para a volta. Viagem longa, com conexões de até 12h em Addis, onde tive o primeiro problema. Quando comprei o pacote, ele me garantiu que não precisaria de visto em Addis Abeba, onde eu precisaria sair do aeroporto para dormir em um hotel. Principalmente na volta, com uma criança pequena. O que não era verdade, a Etiópia exige visto fora da área internacional do aeroporto, em um processo complicado para emissão, o que me causou grande dor de cabeça às vésperas da viagem. Quando o avisei sobre o visto, não achou uma solução e, somente poucos dias antes da ida, descobri sozinha que o aeroporto possuía um hotel dentro da área internacional, porém com custo alto, o qual tive que arcar. A sala vip só possuía cadeiras e tinha permanência de 3 horas. Precisei pagar o hotel na ida e na volta.
A seguir, no dia do embarque, em Guarulhos, tive problemas para aceitarem meu embarque no check-in pois Renato só havia emitido meu bilhete de ida, alegando que poderia ser emitido 1 dia antes da volta, caso eu precisasse mudar, e a empresa exigia a comprovação da minha volta. No fim, consegui embarcar após muito diálogo com a equipe da Ethiopian sobre estar indo para uma adoção.
Porém, o problema maior aconteceu na volta. Quando Renato foi emitir os bilhetes um dia antes de 5 de junho (data do meu embarque), a Ethiopian não aceitou pois exige 48h de antecedência para voos ao Brasil. Eu precisava voltar pois não tinha mais reserva para o hotel em Accra, onde estava com minha filha, e tinha reservado o hotel em Addis Abeba para o tempo de conexão de 12 horas, o qual não podia mais cancelar. Ele então me deu como opção cancelar meu voo e comprar novamente outro para o dia 5 de junho, dando garantia absoluta de que me devolveria os 11.******* reais (valor da volta meu e da minha filha) em 5 dias úteis.
Passados os 5 dias, não só não houve a devolução, como aguardo há 1 mês esse depósito, cobrando Renato quase diariamente e não conseguindo nenhum tipo de resposta. Nem qualquer informação do que a Ethiopian responde, nem um reembolso por parte da agência Montreal que intermediou o serviço e na qual confiei. Ele segue dizendo que é *******% de certeza que irão depositar e sigo dependendo desse dinheiro inclusive para o tratamento de minha filha que chegou com alguns problemas de saúde. Há uma semana consegui um acordo com Renato, dele me transferir somente 75% do valor até dia 27 de junho.
Com isso encerraríamos o caso e, se a Ethiopian me pagasse, devolveria os 75% a ele. Como era de se esperar, ele não me pagou.
No momento, abri processo contra o agente e sua empresa Montreal Turismo e Viagens, visando reaver o valor e, principalmente, ser ressarcida por danos morais, conforme passei o primeiro mês com minha filha sem poder trabalhar, sem licença maternidade (sou autônoma) e sem o dinheiro que eu havia reservado para isso.