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Feira de Santana - BA

03/06/2026 às 14:55

ID: 250457955

No dia 15/04/2026, comprei uma Bajaj Dominar 250 seminova nesta concessionária, pagando R$ 19.000,00 à vista no PIX. A desorganização começou já na entrega (16/04), quando o vendedor Wendel simplesmente me informou que havia "perdido a chave reserva" da moto dentro da loja. Relevei, pois a concessionária me garantiu, com todas as letras, que a moto havia passado por uma "rigorosa revisão". Foi a pior [Editado pelo Reclame Aqui] que poderiam ter me contado.
1. A [Editado pelo Reclame Aqui] REVISÃO E A CONFISSÃO DO MECÂNICO:
Logo no primeiro dia de uso, a luz indicadora de pressão de óleo acendeu no painel. No dia 22/04, devolvi a moto na oficina da Honda e o próprio mecânico da loja olhou para a moto e me confessou a verdade: "não temos peças, não tem como a gente revisar isso". Ou seja, a "rigorosa revisão" vendida nunca existiu. A prova absoluta dessa [Editado pelo Reclame Aqui] é que o "Alerta de Revisão" continua aceso no painel da moto até hoje!
2. NEGLIGÊNCIA ABSURDA COM A VIDA DO CLIENTE:
Neste mesmo dia (22/04), ocorreu o fato mais grave. O vendedor Rafael decidiu acionar a garantia da Bajaj. Porém, sabendo do defeito na pressão do óleo, ele tentou me devolver a moto quebrada para eu continuar rodando no trânsito até o dia do agendamento, justificando no WhatsApp a frase absurda: "era pra tu não ficar a pé".Eles queriam que eu andasse em uma moto com falha de lubrificação, assumindo o risco de o motor travar ou explodir comigo em movimento, por pura conveniência da loja. Agindo com a responsabilidade que faltou a eles, recusei pegar a moto e a deixei retida.
3. CONSERTO INÚTIL E MOTOR DESTRUÍDO POR DENTRO:
A moto foi enviada para a autorizada (O.S. 2611), ficou dias retida e me devolveram no dia 29/04 atestando que o conserto era definitivo (apenas passaram um scanner). No dia seguinte (30/04), a luz de óleo acendeu de novo e o motor começou a bater. O barulho metálico é assustador, soa como se houvesse um cabo de aço sendo arrastado e triturado dentro do motor.O nível de óleo está perfeito, o que prova que a bomba de óleo não tem pressão e a corrente de comando está batendo a seco. O motor está literalmente se destruindo por dentro. Para piorar, no dia 22/05, a luz de injeção eletrônica também começou a acender.
4. DESCASO TOTAL NO PÓS-VENDA:
Desde o dia 28/05, estou cobrando os vendedores e sendo sumariamente ignorado. Eu dependo da moto para me deslocar para o meu trabalho na Embasa. Gastei uma fortuna de Uber por causa da inércia da loja e, por estado de extrema necessidade para não perder meu emprego, estou sendo forçado a usar a moto, precisando desligá-la no meio da rua toda vez que a luz acende para tentar evitar a quebra total.
CONCLUSÃO:
O prazo de 30 dias do Código de Defesa do Consumidor já estourou há muito tempo. Fui enganado sobre a revisão, exposto a risco de acidente e ignorado no pós-venda.

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Resposta da empresa

03/06/2026 às 15:55

Olá,

Recebemos sua manifestação e gostaríamos de apresentar os esclarecimentos sobre os pontos levantados.

Inicialmente, informamos que a motocicleta Bajaj Dominar 250 foi comercializada pelo valor total de R$ 19.000,00. Desse montante, R$ 1.300,00 referem-se às despesas de transferência de propriedade do veículo, valor que foi previamente informado, apresentado de forma transparente e expressamente aceito pelo cliente durante a negociação e formalização da compra.

Dessa forma, não há divergência entre o valor negociado e os documentos emitidos, uma vez que os custos de transferência constituem despesas acessórias da operação e integraram o valor total acordado entre as partes desde o início da contratação.

Quanto às alegações relacionadas ao funcionamento da motocicleta, esclarecemos que, assim que tomamos conhecimento da situação, a Motoclube adotou prontamente as medidas necessárias para a apuração dos fatos, encaminhando o veículo para avaliação em concessionária autorizada da Bajaj, considerando que o produto está coberto pela garantia de fábrica.

Após a realização da análise técnica pela rede autorizada, não foi identificada qualquer falha ou defeito que justificasse a execução de reparos mecânicos em garantia, conforme registrado na ordem de serviço e informado pela própria fabricante.

Reforçamos que a Motoclube prestou todo o suporte necessário ao cliente, atuando com agilidade e observando rigorosamente os procedimentos técnicos estabelecidos pela montadora, responsável pela avaliação e validação de eventuais reparos cobertos pela garantia.

Nosso compromisso é sempre buscar a melhor solução para nossos clientes. Por isso, permanecemos à disposição para acompanhar eventuais novas avaliações técnicas que se façam necessárias, bem como para prestar todo o suporte cabível dentro dos procedimentos previstos pelo fabricante.

Estamos sempre à disposição pelos nossos canais oficiais de atendimento.

[email protected]
0800 000 5156

Atenciosamente,
SAC Honda

Réplica do consumidor

03/06/2026 às 16:17

A resposta da Motoclube Honda é um verdadeiro "tiro no pé" e uma confissão pública de irregularidades. Eu sequer havia mencionado a questão da Nota Fiscal , mas já que a própria empresa decidiu trazer essa inconsistência a público para tentar se justificar, vamos aos fatos reais e provados:
1. A CONFISSÃO PÚBLICA DE IRREGULARIDADE FISCAL:
A empresa assume na resposta acima que a diferença de R$ 1.300,00 (paguei R$ 19.000,00 no PIX, mas a Nota Fiscal da moto saiu por R$ 17.700,00) refere-se a "despesas de transferência". Se isso fosse verdade, a legislação tributária exige a emissão de uma Nota Fiscal de Serviço (NFS-e) no valor exato de R$ 1.300,00 referente ao serviço do despachante, além da entrega das guias oficiais pagas do Detran. Isso não me foi entregue.
A emissão de Nota Fiscal para cada centavo recebido é OBRIGAÇÃO LEGAL no ato da venda. Receber o valor, embutir no custo e não emitir a nota fiscal correspondente configura grave infração contra a ordem tributária (Lei 8.137/90).
2. A INVERDADE DE QUE "NÃO HÁ DEFEITO":
A loja tem a coragem de afirmar publicamente que a autorizada "não identificou falha", ignorando completamente os VÍDEOS. Os vídeos mostram claramente a luz de pressão de óleo acendendo, a luz de injeção eletrônica acesa e o motor batendo ferro com ferro . Dizer que os alertas no painel "não tem defeito" atesta a total falta de capacidade técnica da oficina de vocês.
3. O INEXISTENTE "SUPORTE PRESTADO":
A empresa alega ter prestado suporte, mas os PRINTS DO WHATSAPP anexados nesta reclamação provam o contrário. O próprio vendedor tentou me devolver a moto com a luz de óleo acesa dizendo: "era pra tu não ficar a pé". Que tipo de suporte é esse que orienta o cliente a rodar no trânsito com um motor prestes a fundir, colocando a vida dele em risco por pura conveniência da loja?
CONCLUSÃO:
A Motoclube Honda tenta se eximir da responsabilidade (Art. 18 do CDC), mas as provas documentais, os vídeos e os prints das conversas dos vendedores são irrefutáveis.

Segue link dos vídeos mencionados anteriormente : https://shre.ink/3K8v

Réplica da empresa

03/06/2026 às 17:19

Prezado Sr. Kauã Matuzalem Queiroz Silva,

Reiteramos nosso compromisso em buscar uma solução adequada para a demanda apresentada, para tanto, faz-se necessário o encaminhamento do veículo até o pátio da concessionária, a fim de verificar se os alegados vícios persistem ou não, e, em sendo o caso, possamos adotar as medidas pertinentes à solução da questão.


Réplica do consumidor

03/06/2026 às 18:18

CRONOLOGIA DOS FATOS:

1. A FALTA DE REVISÃO E O DESCASO INICIAL (Violação do CDC Art. 18)
O problema raiz é que a motocicleta não passou pela revisão de entrega que me foi garantida no ato da compra. A prova irrefutável disso é que, com apenas 2 meses de faturamento (compra em 16/04/2026, reclamação em 03/06/2026), a moto apresenta oxidação severa: parafusos, corrente e até uma arruela da injeção estão enferrujados. É tecnicamente impossível que isso ocorra em 60 dias se a moto tivesse sido devidamente inspecionada e preparada pela oficina.Isso configura vício oculto conforme o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90, Art. 18), que estabelece que o fornecedor é responsável por defeitos que não se manifestam imediatamente.

2. O VÍCIO OCULTO E A EXPOSIÇÃO A RISCO DE VIDA (Violação do CDC Art. 6, inciso I)
O motor apresenta um barulho metálico intermitente (ferro com ferro), acompanhado do acendimento também intermitente das luzes de pressão de óleo e de injeção eletrônica. Trata-se de uma falha grave de lubrificação que indica dano interno severo no motor.O mais grave: quando relatei o problema, o vendedor de vocês me orientou a continuar rodando com a luz de óleo acesa 'para não ficar a pé'. Fui exposto a um risco iminente de travamento de motor em movimento, o que poderia ter sido fatal. Isso viola o direito fundamental à segurança do consumidor (CDC, Art. 6, inciso I).

3. O PREJUÍZO FINANCEIRO E A QUESTÃO FISCAL
Para agravar a situação da loja: vocês emitiram a Nota Fiscal n ***** no valor de R$ 17.700,00, e o próprio SAC confessou, por escrito nesta plataforma, que os R$ 1.300,00 restantes foram cobrados 'por fora' para serviços de transferência, sem a emissão da devida Nota Fiscal de Serviço.

4. A LOGÍSTICA DO GUINCHO E AS CONDIÇÕES INEGOCIÁVEIS
Eu não vou pilotar uma bomba-relógio até a loja. Se querem avaliar a moto, enviem um guincho. Como hoje é dia 03/06 (quase 18h) e amanhã (04/06) é feriado, o guincho só poderá vir na sexta-feira, dia 05/06.Para o agendamento do guincho, a loja deverá entrar em contato EXCLUSIVAMENTE via e-mail: *****
A liberação da moto na sexta-feira está condicionada aos seguintes termos inegociáveis:

A) FIM DA CONFIANÇA - RECUSA DE CONSERTO: A moto vai EXCLUSIVAMENTE para constatação visual do vício. NÃO AUTORIZO a abertura do motor ou qualquer tentativa de reparo. Qualquer tentativa de conserto viola meu direito de recusa (CDC, Art. 18, 1).

B) DIREITO À LOCOMOÇÃO: Como dependo do veículo para trabalhar e o prejuízo com transporte está se acumulando por culpa de vocês, exijo que, no momento em que o guincho recolher a moto, me seja fornecido um veículo reserva para cessar meu sangramento financeiro diário.
C) COMBUSTÍVEL: A moto está com o tanque cheio. O que me for entregue na resolução do caso deverá vir com o tanque cheio.

5. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA MOTO
Freios ABS de duplo canal
Suspensão dianteira invertida
Suspensão traseira monoshock com nitrox
Embreagem deslizante
Refrigeração líquida

6. DENÚNCIA ATIVA NO PROCON E CANAL DE COMUNICAÇÃO OFICIAL
Lembro à diretoria que já existe uma denúncia ativa no PROCON Bahia (Protocolo: *****, prazo de resposta até 18/06/2026) e uma reclamação pública no Reclame Aqui (ID: 250457955) referente a este caso.
Para minha segurança jurídica, exijo que qualquer proposta oficial de acordo seja enviada e formalizada EXCLUSIVAMENTE através dos seguintes canais:
E-mail pessoal: *****
Plataforma PROCON: Protocolo *****
Plataforma Consumidor.gov.br: Conforme protocolo ativo

Não aceitarei propostas verbais por telefone, WhatsApp ou qualquer outro meio informal.