Falha na prestação de serviço em revisões e pneu com rachaduras prematuras Falta de suporte ao consumidor

Em réplica
São Paulo - SP
02/07/2026 às 14:58
ID: 252925007
Falha na prestação de serviço em revisões e pneu com rachaduras prematuras Falta de suporte ao consumidor
Sou cliente da concessionária Honda Dream Remaza Ibirapuera e venho realizando todas as manutenções da minha motocicleta nesta unidade desde julho de 2024. Cumpro rigorosamente o cronograma de revisões estipulado pelo manual, realizando-as por tempo (meses) e não por quilometragem. Durante todo esse período, nunca recebi nenhum alerta, informação ou orientação por parte da oficina sobre qualquer avaria ou desgaste no pneu. Diante disso, segui utilizando o veículo normalmente, confiando no diagnóstico dos profissionais da loja.
Recentemente, logo após a retirada da moto de uma dessas revisões, o veículo apresentou uma falha de partida. Fui obrigado a acionar um serviço de guincho. Ao embarcar a moto, o próprio funcionário do guincho me alertou sobre a presença de severas fissuras e rachaduras na lateral do pneu, ressaltando o grave risco de acidente que eu estava correndo.
Como a motocicleta foi direcionada novamente à oficina da Remaza para o reparo do sistema elétrico/bateria, aproveitei a oportunidade para solicitar uma avaliação formal do pneu. Para minha surpresa, a loja se esquivou da responsabilidade, informando que a tratativa deveria ser feita diretamente com a fabricante Pirelli.
Segui as orientações da concessionária: disponibilizei o veículo em dias úteis e aguardei o retorno do laudo. A resposta emitida pela fabricante, no entanto, foi absurda e inadequada. O laudo alega que "a análise evidenciou que o pneu encontra-se dentro dos padrões normais de fabricação (..), apresentando, porém, envelhecimento na região de flexão (lateral), que podem ser decorrentes de fatores como tipo de armazenagem utilizada, contato com produtos químicos e/ou exposição ao ozônio. Não se trata, portanto, de falha imputável à fabricação do pneu".
Ao retornar à Remaza Ibirapuera em busca de apoio, deparei-me com uma postura de total descaso por parte da equipe e tendo que ouvir acusações de falta de cuidado e manutenção no uso da moto usei por 2.000 km. Adquiri uma motocicleta de alto padrão há pouco tempo, mantenho as revisões em dia na própria rede autorizada e, fico desamparado.
De acordo com o Artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, a concessionária e a fabricante possuem responsabilidade solidária. É inaceitável que o cliente final seja obrigado a peregrinar entre fornecedores para resolver um problema de má qualidade de um componente original do veículo, especialmente quando a própria oficina oficial falhou em detectar o problema durante as revisões periódicas.
Exijo uma posição formal da Honda e da Remaza Ibirapuera, bem como a substituição do pneu em garantia, uma vez que o desgaste prematuro e as não tem nada a ver com o uso ou manutenção da moto como alegados pela concessionaria na tentativa de sair da responsabilidade, sou proprietário de moto de forma praticamente interrupta desde 1968 quando me habilitei e nunca tive este problema.
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Resposta da empresa
02/07/2026 às 15:42
Rachaduras apresentadas nas laterais do pneu são decorrentes de falta da calibragem, conforme estudos já realizados pelo fabricante.
Portanto não se trata de defeito de fabricação, não sendo assim passível de atendimento em garantia.
Moto Remaza
Réplica do consumidor
03/07/2026 às 10:25
Não aceito a justificativa apresentada. A alegação de vocês de que o dano decorre de 'falta de calibragem' é tecnicamente infundada e contradiz frontalmente o laudo por escrito emitido pela própria Pirelli, que atribuiu o problema a fatores de 'armazenamento, exposição ao ozônio e produtos químicos'. Fatos que não tem como jogar para mim está responsabilidade.
Ademais, a motocicleta possui apenas 2.000 km rodados e cumpre rigorosamente o cronograma de revisões periódicas na oficina de vocês. Se houvesse qualquer negligência crônica de calibração, a equipe técnica da Remaza tinha a obrigação legal de detectar e relatar o fato nas ordens de serviço. Se não o fez, era porque não existia este fato e a concessionária assume a responsabilidade por falha na prestação de serviço e inspeção de segurança. Como não me avisou inclusive sobre o estado do pneu quando fui retirar a moto semanas antes, após a revisão, colocando minha vida em risco.
Reitero que, nos termos do Artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade entre concessionária e fabricante é solidária. Sou motociclista experiente, habilitado desde 1968. Portanto já fui proprietário de dezenas de dezenas de motos e hábitos de uso corretos, pois nunca tive este tipo de problema, exijo a substituição do componente defeituoso, sob pena de judicialização do caso e denúncia junto aos órgãos de proteção ao consumidor (Procon e Ministério Público).