Chassi quebrado

Não resolvido
São Paulo - SP
30/06/2026 às 15:20
ID: 252714267
Venho por meio deste canal solicitar o suporte da Motorino para resolver de forma definitiva uma situação com a minha scooter Cappuccino 50cc. Inicialmente, por não compreender a gravidade do problema, tentei resolver diretamente com a oficina autorizada e indicada pela própria empresa. Contudo, após novos episódios, notifiquei formalmente a Motorino para buscarmos uma solução. Registro que os retornos da empresa têm acontecido apenas uma vez por semana, um prazo longo que inviabiliza uma resolução ágil para um caso sério.
O veículo apresenta um histórico de rupturas no chassi que compromete o uso seguro:
Junho de 2025: Primeira quebra do chassi, sendo realizado um reparo com reforço de solda na oficina.
Setembro de 2025: Nova ruptura no mesmo local da solda anterior. Novamente o serviço foi realizado.
Maio/Junho de 2026: A scooter permaneceu cerca de 45 dias na oficina para troca do pneu traseiro, conserto da partida e uma investigação de um barulho que estava aumentando. Foi detectado um novo rompimento do chassi e mais uma intervenção. Retirei o veículo no início de junho e, com menos de um mês de uso, o chassi quebrou pela terceira vez.
Atualmente, a scooter está parada com problemas estruturais que fez o centro do veículo ceder, afetando a suspensão e danificando o pneu novo que acabei de adquirir da própria marca. Diante disso, a oficina autorizada me informou que não realizará novos reparos no chassi.
O próprio departamento técnico da Motorino me certificou que este tipo de dano não é comum e que provavelmente existe alguma força anormal tensionando a estrutura. O técnico ressaltou a necessidade de uma investigação profunda na fábrica para identificar a causa raiz, já que novas soldas não resolverão o problema definitivo.
Ciente de que o veículo não se encontra mais no período de garantia de fábrica, entendo que a situação ultrapassa essa questão, pois estamos falando de um vício oculto estrutural em um componente essencial (o chassi), o que inviabiliza o uso da moto com segurança. Diante do histórico de recorrência, da recusa da oficina em realizar novos serviços e do fato de a estrutura ter voltado a apresenta problemas em menos de um mês, aguardo um posicionamento urgente da Motorino com uma proposta de solução para o meu caso.
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Resposta da empresa
06/07/2026 às 11:53
Olá, Amanda.
Agradecemos por compartilhar seu relato.
Desde o seu primeiro contato, nossa equipe vem acompanhando o caso de forma direta, mantendo comunicação ativa e conduzindo todas as etapas necessárias para entendermos a situação e buscarmos a melhor solução possível.
Sabemos que sua scooter é um modelo 2015 e, por esse motivo, encontra-se fora do período de garantia contratual. No entanto, desde o primeiro atendimento, deixamos claro que a questão da garantia não seria um impedimento para prestarmos o suporte necessário. Conforme alinhado em nossos atendimentos, o histórico do veículo envolve intervenções realizadas fora do fluxo previsto para garantia, o que impacta a condução da solução inicialmente esperada. Ainda assim, nosso compromisso é analisar o caso com total responsabilidade e transparência.
Como informado, a scooter será submetida a uma avaliação técnica completa junto ao nosso parceiro em São Paulo. Essa orientação teve como finalidade permitir uma avaliação completa e criteriosa, possibilitando identificar possíveis causas da recorrência. Essa é a conduta mais responsável.
Conforme alinhado entre as partes, a scooter chegou à oficina na última sexta-feira (03/07/2026) e, a partir de agora, nossa equipe técnica dará início à análise detalhada do veículo, conforme combinado. Essa avaliação será conduzida em conjunto com nossa assistência técnica para que possamos levantar todas as evidências necessárias e entender, de forma objetiva e técnica, o que ocasionou as situações citadas.
Na Motorino, tratamos todas as ocorrências com muita seriedade. Nossas análises são conduzidas com base em fatos, evidências e informações técnicas, pois acreditamos que somente dessa forma é possível oferecer uma solução segura, responsável e definitiva para cada caso.
Reforçamos que permanecemos à disposição para prestar todo o suporte necessário durante esse processo e manteremos você informada sobre o andamento da análise, diretamente pelos nossos canais de atendimento.
Nosso compromisso é conduzir essa apuração com transparência e responsabilidade.
Atenciosamente,
Equipe Motorino
Réplica do consumidor
16/07/2026 às 16:06
Agradeço o envio do laudo técnico por parte da equipe da Motorino, disponibilizado no dia de hoje, 16/07/2026, exatamente 14 dias após a entrega do veículo na oficina indicada. Ressalto que o transporte da moto até o local precisou ser viabilizado por meio do acionamento do guincho do meu seguro particular, visto que em nenhum momento me foi ofertada assistência logística por parte da empresa.
Após uma leitura do documento e ter conhecimento das diretrizes do Código de Defesa do Consumidor (CDC), venho manifestar formalmente a minha não concordância com a posição oficial da empresa de me repassar integralmente os custos do reparo cujo orçamento preliminar estimado pela oficina agora gira em torno de R$ 3.000,00 (isso fora todos os gastos anteriores e o prejuízo provocado pelos meses que estou a pé). Embora compreenda os argumentos apresentados pela marca, o próprio laudo traz pontos contraditórios:
Responsabilidade da Rede Autorizada e Causa Raiz: O laudo aponta como causa primária da trinca inicial de junho de 2025 a ausência do batente do suporte do motor, alegando que isso gerou uma sobrecarga contínua no chassi. Diante disso, questiono: quando esse batente caiu? Alguém o tirou? Quem garante que o batente do motor não caiu justamente porque a estrutura original já tinha alguma folga ou defeito de solda de fábrica? Além disso, o laudo menciona intervenções e soldas anteriores na estrutura para justificar a atual fadiga do metal. É fundamental pontuar que as soldas realizadas em junho de 2025 foram executadas dentro de uma oficina autorizada e indicada pela própria Motorino como rede de assistência técnica na cidade de São Paulo.
Vício Oculto e Vida Útil do Chassi (Art. 26, 3 do CDC): O fato de a scooter ser um modelo 2015 não anula a responsabilidade sobre defeitos estruturais dessa gravidade. O chassi é um bem durável com expectativa de vida útil equivalente à longevidade total do próprio veículo. Como a primeira trinca ocorreu em junho de 2025 e o problema persiste, trata-se de um vício oculto. Pela legislação vigente, o prazo de garantia para esses casos passa a contar a partir do momento em que o defeito se torna evidente (junho de 2025), e não da data da compra.
Fato do Produto e Segurança do Condutor (Art. 12 do CDC): O chassi é a espinha dorsal de estabilidade da scooter. Qualquer ruptura representa um risco iminente de acidente grave à minha integridade física. Conforme prevê o CDC, o fabricante responde de forma objetiva (independentemente de culpa) pela segurança e reparação de defeitos em produtos que coloquem a vida do consumidor em risco.
Incongruência Técnica da Solução: O laudo é muito preciso ao diagnosticar que "quando uma estrutura metálica sofre aquecimento extremo por processos de soldagem sucessivos, o aço ao redor da solda perde suas propriedades originais de elasticidade, tornando-se rígido e quebradiço". Diante dessa mesma confissão de que o metal da área está fatigado e fragilizado, a proposta técnica da empresa é autorizar justamente outra solda de reconstrução . Tecnicamente, submeter um chassi já comprometido por calor a um novo estresse térmico configura um reparo paliativo, e não uma solução definitiva e segura.
Diante disso, solicito que a Motorino reavalie o caso para que possamos chegar a uma solução segura e justa. Fico no aguardo de um posicionamento final para definir os próximos passos.
Atenciosamente,
Amanda
Réplica da empresa
20/07/2026 às 10:03
Amanda,
Agradecemos sua manifestação e registramos que todos os pontos apresentados foram analisados com atenção.
Reiteramos que a posição da Motorino está integralmente fundamentada na análise técnica realizada sobre o veículo, a qual identificou, de forma objetiva, fatores incompatíveis com um defeito de fabricação.
Esses elementos são suficientes para explicar a condição atual da estrutura, não sendo possível atribuí-la a um vício de fabricação.
Em relação aos questionamentos sobre quando ocorreu a perda do batente ou a origem das intervenções anteriores, não existe qualquer elemento técnico que permita afirmar ou comprovar essas hipóteses. Da mesma forma, não é possível estabelecer nexo causal entre a condição atual do veículo e eventual defeito original de fabricação. A análise técnica deve se basear em evidências constatadas no estado em que o veículo foi recebido, e não em suposições.
Também é importante esclarecer que a existência de um reparo realizado anteriormente em oficina autorizada não altera o diagnóstico atual. O documento enviado não atribui a origem do problema ao procedimento executado, mas ao conjunto de condições estruturais encontradas no veículo, incluindo seu histórico de utilização, reparos e desgaste acumulado ao longo de aproximadamente 10 anos de uso, trantando-se tambem de um veículo adquirido de outro comprador.
Quanto à vida útil do produto, é natural que componentes estruturais estejam sujeitos ao desgaste provocado pelo tempo, pelas condições de utilização e por intervenções realizadas ao longo dos anos. Trata-se de um veículo usado, com cerca de uma década de operação, cuja condição estrutural atual reflete seu histórico completo de uso e manutenção.
Sobre o reparo proposto, esclarecemos que a recomendação técnica consiste na reconstrução localizada da área afetada, seguindo procedimentos específicos para esse tipo de recuperação estrutural. Não se trata de repetir indiscriminadamente intervenções anteriores, mas de um processo técnico adequado às condições identificadas na inspeção, sendo esta a alternativa viável para restabelecer a integridade da estrutura existente.
A Motorino buscou conduzir todo o processo com transparência, fornecendo um detalhamento técnico e apresentando uma solução compatível com as condições reais do veículo.
Dessa forma, mantemos integralmente o posicionamento técnico anteriormente apresentado, por entendermos que ele está respaldado pelos fatos observados durante a inspeção e pelas evidências documentadas.
Permanecemos à disposição para executar o reparo nas condições já informadas, caso seja de seu interesse.
Atenciosamente,
Equipe Motorino
Réplica do consumidor
25/07/2026 às 12:25
Agradeço o retorno da Motorino e compreendo que a empresa tenha decidido encerrar sua análise técnica. Da minha parte, também encerro essa tratativa aqui, embora permaneça profundamente decepcionada com o desfecho.
Minha Cappuccino foi a realização de um sonho. Desde que a adquiri, em 2019, sempre tive zelo com o veículo, realizando revisões preventivas e manutenções nas oficinas indicadas pela própria Motorino. Sempre recomendei a marca e falava com satisfação da minha experiência.
Infelizmente, no último ano isso se transformou em um grande desgaste. A scooter passou mais tempo parada na oficina do que comigo, acumulei despesas com sucessivos reparos, ainda estou pagando parte desses serviços e agora recebo um orçamento de aproximadamente R$ 3.000 para a solução definitiva, valor que, somado aos gastos já realizados, fica muito próximo ao valor de mercado de uma Cappuccino semelhante.
O que mais me causa inconformismo não é a conclusão técnica apresentada, mas o fato de todo o custo ter sido transferido para mim. A própria Motorino afirma que não é possível determinar quando ou como o batente do suporte do motor deixou de existir. Ao mesmo tempo, todas as manutenções e reparos foram realizados na rede de assistência indicada pela própria empresa. A primeira oficina recusou-se a continuar o atendimento após as sucessivas rupturas e fui orientada pela Motorino a encaminhar a scooter para outra oficina de sua rede de assistência. No fim, uma oficina deixou de assumir o caso, a outra apresentou a solução, e todo o prejuízo permaneceu comigo.
Ao longo desses anos, também optei por utilizar peças originais e seguir as orientações da fabricante, mesmo sabendo que os custos de manutenção são elevados. Recentemente, por exemplo, substituí o pneu traseiro por um modelo fornecido pela própria Motorino, ao custo de aproximadamente R$ 750, valor superior ao de muitos pneus de automóveis. Sempre fiz isso acreditando que seguir as recomendações da marca era a melhor forma de preservar a segurança e a durabilidade da scooter.
Lamento que esta tenha sido a posição adotada pela empresa. Meu objetivo sempre foi apenas encontrar uma solução justa para um problema que se mostrou incomum e que a própria Motorino reconheceu exigir uma investigação específica.
Espero sinceramente que este relato ajude outros consumidores a compreenderem não apenas os custos envolvidos na manutenção desse modelo, mas também como a empresa conduziu a solução de um problema estrutural recorrente quando ele surgiu.
Consideração final do consumidor
25/07/2026 às 12:29
Decepcionante!
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
5