Moveo altera proposta após negociação contratual avançada e apresenta justificativas contraditórias

Não respondida
Salvador - BA
04/03/2026 às 22:13
ID: 242359283
Moveo alterou proposta comercial após fase avançada de contratação e apresentou justificativas contraditórias
Nossa empresa iniciou tratativas com a Moveo para implantação de uma solução de IA conversacional, em contexto de operação de serviços públicos essenciais, com potencial de expansão relevante caso o projeto piloto demonstrasse aderência e bons resultados.
Na ocasião, foi apresentada pelo representante comercial Felipe uma proposta de plano piloto de 3 meses, voltada para uma base de aproximadamente 100.000 contas mensais de baixo ticket, com necessidade de integração ao sistema ERP da companhia. A proposta previa, entre outros pontos:
- Implementação: R$ 3.500,00
- Mensalidade fixa: R$ 1.000,00
- Custo por sessão significativa: R$ 1,50 ou R$ 1,80, a depender do modelo
A proposta foi formalmente encaminhada por e-mail, juntamente com apresentação institucional e, posteriormente, com o modelo de contrato, enviado para validação. O documento contratual foi analisado internamente, recebeu comentários jurídicos e a negociação avançou para etapa concreta de formalização.
Depois de todo esse avanço, inclusive com troca de minutas e alinhamentos internos, fomos surpreendidos com a informação de que o Plano PRO teria sido descontinuado, e que a proposta originalmente apresentada estava sendo retirada. Em seu lugar, foi apresentado um novo modelo comercial com investimento mensal a partir de R$ 5.950,00 (6x mais onerosa do que a proposta original), completamente diferente daquilo que havia sido ofertado e discutido até então.
Ao questionarmos a situação, a Moveo apresentou justificativas diferentes ao longo da negociação:
1. Primeiro, informou que se tratava de uma decisão global de padronização comercial entre Brasil, EUA e Europa;
2. Depois, afirmou que o formato originalmente ofertado não remunerava adequadamente a estrutura da empresa, sugerindo, na prática, que a proposta anterior teria sido feita em condições que a própria empresa passou a considerar inviáveis.
Ou seja: além da retirada da proposta após fase avançada da contratação, houve também uma mudança na própria narrativa explicativa da empresa, o que gerou ainda mais insegurança, frustração e desgaste institucional.
Vale destacar que, desde o início, deixamos claro que se tratava de uma operação em fase inicial, razão pela qual o modelo-piloto e pré-pago era o mais adequado para testar a solução e mensurar demanda real antes de eventual ampliação. Não houve qualquer ocultação de cenário, volume ou contexto operacional.
Nossa crítica, portanto, não é ao direito da empresa de revisar sua política comercial internamente, mas sim à forma como isso foi conduzido:
- com uma proposta formal apresentada;
- com avanço relevante das tratativas;
- com envio de contrato para assinatura;
- e, ao final, com retirada unilateral das condições originalmente ofertadas, acompanhada de justificativas contraditórias.
Esse tipo de postura compromete a confiança que deve existir em qualquer relação comercial séria, especialmente quando envolve clientes corporativos que mobilizam tempo, equipe, diretoria e jurídico com base na proposta recebida.
Registramos aqui nossa profunda insatisfação com a condução do caso e deixamos o alerta para outras empresas que venham a negociar com a Moveo: documentem todas as etapas, formalizem todos os alinhamentos e redobrem a cautela antes de considerar a proposta comercial como efetivamente segura.
Em um mercado cada vez mais orientado por tecnologia, inteligência artificial e escala, continua valendo a regra mais básica de qualquer relação de negócios: ética, confiança, credibilidade e coerência. Sem isso, nenhuma inovação se sustenta por muito tempo.