Desrespeito à PCD

Não resolvido
São Paulo - SP
17/07/2022 às 13:39
ID: 146907095
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas Reclamações Hoje, mais uma vez, fiz uma visita à Pinacoteca, com meu marido, que é PCD. E, mais uma vez (a terceira, pelo menos), tivemos uma péssima experiência com a questão dos respeito às pessoas PCD. Só que dessa vez, o que vivemos ultrapassou todos os limites do tolerável e do aceitável. E, inclusive, da lei. Vivemos um pesadelo, fui desrespeitada e ofendida e, pior, meu marido (que tem a compreensão comprometida e não se comunica mais) foi igualmente desrespeitado e ofendido.
David sofreu um acidente gravíssimo há uns anos, e desde então é uma pessoa totalmente dependente sem mobilidade ou comunicação. Sair com ele de casa é algo extremamente complexo, mas que tento fazer uma vez por semana, para que ele possa ver um pouco do mundo das artes, que ele sempre apreciou. Ele aproveita, entende essas visitas? Não sei, não há como saber. Mas eu tento dar a ele o máximo de dignidade e qualidade de vida possíveis.
Já havia vivido outras experiências ruins em visitas com ele à Pinacoteca, mas resolvi tentar mais uma vez porque, apesar de tudo, as exposições são sempre muito boas.
Ao chegar, havia uma fila enorme de carros para entrar no estacionamento, agora terceirizado. Fui passando pela fila mostrando o cartão PCD do David, e todos os carros, sem exceção, acenaram positivamente. Ao embicar no estacionamento, o funcionário Gilberto (cujo nome descobri depois, porque quando o questionei ele me respondeu para você, eu não tenho nome) me barrou e me disse que não havia vagas. Expliquei a ele que eu tinha o cartão PCD do David e que, portanto, tinha prioridade. Ele me respondeu aqui não funciona assim. Disse a ele que isso era lei e funcionava em todo o território nacional. Ele, cada vez mais rudemente, respondeu só que esse estacionamento é privado e não tem prioridade. Segui argumentando, ele dizia que não tinha vaga, eu dizia nós seremos os próximos então, ele dizia que não, que eu voltasse ao final da fila, e que da próxima vez saísse de casa mais cedo, se queria ter vaga. E que ali, quem definia quem entrava ou não era ele. Foi um pesadelo, até um tomador de carros desses de rua foi falar com o tal funcionário dizendo para de ser grosso, homem, quem é deficiente (sic) tem prioridade, todo mundo sabe!
Fui falar com a superior do funcionário Gilberto, que reforçou que o estacionamento é privado e não tem prioridade, e que eu voltasse para a fila e aguardasse minha vez. Insisti que uma pessoa PCD tem prioridade em qualquer fila desse país, e ela insistia que não. Nesse momento, reparei que as duas vagas PCD estavam ocupadas por carros sem cartão DEFIS. Ela dizia que não tinha mais vaga PCD, eu dizia que não tinha porque estavam indevidamente ocupadas, e que, de qualquer forma, a próxima vaga disponível deveria ser, por lei, do meu marido. Ela também insistia que eu voltasse a fazer fila. Ficamos nessa discussão uns minutos quando ela disse vai, libera a entrada dessa mulher de uma vez.
Nisso, o funcionário Gilberto, gratuitamente, se dirigiu a mim e disse está nervosinha, né? espero que não bata seu carro no nosso estacionamento.
Foi absolutamente destratada e, mais ainda, meu marido, que já tem a vida muito difícil, foi desrespeitado em seus direitos de cidadão e como pessoa. Ao entrarmos, o rapaz da Pinacoteca imediatamente se dispôs a nos ajudar, chamou sua chefe Regiane, disse que havia testemunhado tudo e que o que havia acontecido era um absurdo. Deixei que ele mesmo explicasse a ela. Regiane foi atenciosa e chamou o responsável pela segurança Alexandre, que também ouviu meu relato e disse que não era uma conduta aceitável, pediu desculpas em nome de todos e disse que relataria o ocorrido.
Não se pode aceitar esse tipo de comportamento. De desrespeito à lei e ao ser humano. Que essa empresa, Mr. Valet seja notificada, multada, o que for. A empresa precisa rever suas condutas, treinar seus funcionários, afastar quem não sabe lidar com público. E cumprir a lei.
Compartilhe
Consideração final do consumidor
31/12/2022 às 16:54
Desrespeitoso
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0