Falta de transparência na condução da negociação comercial.

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
02/01/2017 às 16:59
ID: 23296031
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesRio de janeiro, 14 de dezembro de *******.
CARTA DE ARREPENDIMENTO
Em atenção à orientação do corretor de imóveis, Sr. Rogério Rogato, de providenciar um documento explicando os motivos da desistência do processo de aquisição do imóvel situado na Av. Washington Luís, nº ******* Edifício Tucumá Bloco 02 apto ******* Condomínio das Palmeiras– Chácara Rio Petrópolis, abaixo descrevo os fatos que acarretaram essa decisão:
No início do mês de Novembro do ano corrente visitei o referido imóvel por duas vezes, pois na primeira visita estava escuro (já era noite) e não tinha energia elétrica no apartamento para poder visualizar as dependências. Na segunda visita visualizei alguns pequenos detalhes, mas nada que impedisse ou levasse a uma decisão contraria a aquisição do imóvel, como: falta do interfone, um dos cômodos sem porta, varanda com um pedaço pequeno do mármore quebrado e torneira pingando direto precisando ser trocada. Inicialmente o corretor ficou de entregar o imóvel com os apontamentos resolvidos. Concordei e demos sequência no processo de compra, com a entrega de documentação necessária e pagamento de algumas taxas e serviços que seguem abaixo.
Sinal de reserva............................R$15.*******,00 (Quinze mil reais)
Certidões ................................... R$1.*******,00 (Hum mil e trezentos e dez reais)
Honorário do despachante...........R$2.*******,00 (Dois mil reais)
Avaliação de Bens em garantia.....R$*******,00 (Quatrocentos reais)
No dia 30/12/16, ocasião do pagamento da ultima parcela do sinal, já de posse da chave fui ao apartamento e para minha surpresa havia água escorrendo pela parede lateral da cozinha, marcas e pingos d’agua no teto, inicialmente parecendo um vazamento do andar superior, bem como marca de infiltração na parede do quarto dos fundos, conforme fotos em anexo. Comuniquei ao corretor e o mesmo ficou de verificar o ocorrido. Ele fez contato com a proprietária e localizaram o proprietário do 2º andar. O corretor passou o número do Sr. Gilvanir, dono do 2º andar para que pudesse ser feito contato com o mesmo. Esse senhor relatou por telefone que o problema não seria dele, pois em seu apartamento seu pedreiro havia constatado apenas um entupimento. Com anuência do corretor chamei uma empresa especializada, CEMOB ENGENHARIA, que no dia 03/12/16 ao visitar o local, verificou e informou que pela quantidade de agua presente possivelmente haveria um vazamento no andar de cima e que para realizar uma inspeção precisa seria necessário quebrar o gesso do teto da cozinha para ver a extensão do problema.
Esse laudo preliminar foi informado ao corretor do imóvel e após a autorização do mesmo a empresa acima citada retornou ao local no dia 07/12/16 à tarde para a realização do orçamento, encontrando nesse momento o gesso já aberto por outra pessoa. Foi realizado um exame para constatação do problema e detectado vazamento em pelo menos dois pontos (cozinha e área de
Serviço conjugada a cozinha). Foi explicado a mim pelo Engenheiro que a forma para sanar o problema seria trocar o tubo PVC existente no teto da cozinha, refazer a ligação entre o esgoto da máquina de lavar e o ralo do andar de cima, deixar o local do conserto aberto por dois dias para verificar se o serviço
ficou a contento e depois fechar o gesso e pintar, além da necessidade de uma vistoria no rejuntes do apartamento do 2º andar, bem como a colocação de silicone nos revestimentos externos, a fim de vedar, impossibilitando assim a infiltração que estava acontecendo na janela da área de serviço e quarto dos fundos, pela água pluvial, conforme orçamento enviado pela empresa, que se encontrada anexo. O orçamento foi encaminhado por email ao corretor Rogerio Rogato no dia 08/12/16 às 20:17 horas.
Paralelo a essa situação foi providenciada no dia 30/11/16 o pedido de religação de energia elétrica em nome da futura proprietária a Sr.ª Sonia Maria Rodrigues com prazo de 24 horas, informado pela empresa fornecedora para efetivação do pedido.
Após esse período a casa continuou sem energia elétrica, e no dia 07/12/16 foi feito contato com a empresa fornecedora de energia, conforme Protocolo Nº 141214892 que prontamente enviou visita da equipe de emergência no locar por volta das 17:00 horas. Foi constatado que a energia estava sendo entregue normalmente no quadro de energia até a residência, cabendo ao morador resolver o problema, pois a Ampla não se responsabiliza pelo interior do imóvel.
Para tirar a conclusão definitiva se havia energia elétrica no apartamento ou não, estive no apartamento, no dia 09/12/16 na parte da manhã, que sucedeu à entrega do orçamento do serviço de infiltração ao corretor, o Sr. Rogerio, e para minha surpresa havia uma equipe colocando gesso na cozinha, contrariando o laudo informado a mim através da empresa especializada de que seriam necessários pelo menos dois dias de observação antes da colocação do novo rebaixamento em gesso. Como estavam restaurando o gesso do teto sem aguardar o tempo necessário para observação da eficácia do serviço realizado? Em tempo é preciso salientar que no ponto de vazamento da área de serviço não havia nenhum vestígio de troca de peça.
Além disso, havia naquele momento um novo vazamento no teto da sala, conforme imagem enviada ao corretor, associado à continuidade da falta de energia elétrica após testar aparelho nas tomadas...
Conforme mencionado, na noite de 08/12/16 foi passado o orçamento para o corretor, que em momento nenhum disse que iriam colocar o gesso e nem tampouco o procedimento adotado. Fui acionada a entrar em contato com o morador do 2º andar e no momento do serviço propriamente dito, não fui acionada para poder acompanhar o que estava acontecendo e além do mais não foi empregado o procedimento correto que seria trocar o tubo e esperar pelo menos 02 (dois) dias para ver se haveria qualquer vazamento no local, de acordo com a orientação de firma especializada. Para piorar uma nova infiltração agora no teto da sala, conforme foto anexo.
Somado a todos esses desencontros, foi constatado que a piscina do condomínio está com a água verde, desde o dia que iniciei o processo de compra do imóvel, sondei junto a funcionários que relataram que a bomba esta com defeito e o condomínio está com inadimplência alta, por isso não consertaram. Estamos tratando agora de saúde pública, no local temos um potencial criadouro de mosquito da Dengue, Zika e Chicungunya. Na mesma linha de raciocínio a empresa especializada em obras, alertou o perigo do quadro elétrico e que seria passível de notificação e multa pelo estado em que se encontra e corroborando com o descrito acima o funcionário me informou que existe uma briga entre o condomínio e os moradores em quem vai pagar a manutenção do quadro e nesse impasse deixam sem solução o problema. O próprio pessoal da Ampla
(equipe de emergência) me relatou o estado precário do quadro, fato que eu mesma já havia presenciado com a empresa de obra.
Todo esse rol de situações conciliado a falta de transparência no decorrer das ocorrências, nas quais em alguns momentos me deixou responsável por algo que é de responsabilidade de quem está vendendo e em outros momentos me ocultou e me impossibilitou o acompanhamento das medidas adotadas, gerou uma quebra na confiança e insegurança na continuidade do empreendimento.
O tempo transcorreu durante o descrito e com isso meu contrato de aluguel venceu dia 10 de Dezembro, e agora terei que renovar o contrato por não haver segurança da mudança pela questão de nova infiltração e conserto de forma inadequada da infiltração da cozinha. Não foi feita a renovação de matrícula no prazo concedido com desconto no colégio da minha filha, pois estava direcionada a matrícula de um novo colégio próximo ao condomínio. Minha casa está praticamente embalada em caixas (foto anexo) aguardando uma mudança. Todo um trabalho e expectativa de uma moradia própria que foi desmoronando aos poucos pelos fatos relatados. Não estou pleiteando danos morais, quero apenas que o valor do sinal de R$15.*******,00 seja devolvido na sua integralidade, pois já vou arcar com os prejuízos de ordem financeira referente às taxas pagas que se encontram descritas acima.
Com isso evitaríamos processos judicias o que causaria maior desgaste para ambos e deixar resguardado apenas o justo, pois sou trabalhadora e as perdas que tive e já foram inumeradas me tiraram o “alicerce” para compra de um novo imóvel e terei que provisionar mais capital no decorrer de alguns meses para voltar à busca de um imóvel. Além de tudo que já foi exaustivamente exposto ao longo desse documento. Infelizmente o andamento dessa aquisição não ocorreu dentro da minha expectativa, da minha pretensão e acredito que qualquer pessoa que tenha acesso a esse documento, por tudo que está acontecendo no imóvel e no condomínio iria reconsiderar. É preciso salientar, que essa decisão não está sendo feita de forma abrupta, meu arrependimento é motivado, fundamentado em condições adversas, alheias a minha vontade no decorrer desse processo inicial de compra.
Contando com uma decisão sensata e honrosa para partes.
Atenciosamente.
Sonia Maria Rodrigues.
Após a entrega da carta o sr. Rogério (CRECI ******* )solicitou uma semana para fazer contato com o jurídico de seu escritório . Após algumas tentativas de falar com o sr. Rogério e deixar em aberto para que propusesse uma forma de fazer a devolução do dinheiro ele propôs faze a devolução em três parcelas de cinco mil reais, sendo que a primeira deveria ser paga no dia 10 de janeiro/******* e as demais a cada 30 dias.
Pedi ao sr. Rogério que formalizássemos esse acordo e novamente me pediu uma semana. E novamente tive dificuldade de contato, ora por telefone desligado, ora ocupado.
No dia 02/01/******* data combinada na última ligação, o sr. Rogério desfez todo o acordo verbal antes combinado alegando que só devolveria mediante a venda do apartamento, ou seja, condicionando a devolução do sinal à venda do imóvel.
Em contrapartida enviou hoje uma e-mail de resposta à carta e em nenhum momento se posicionou formalmente na questão da devolução do sinal de quinze mil reais.
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Resposta da empresa
03/01/2017 às 11:09
Informamos que no cadrasto de Proposta da empresa não consta nenhum comprador com nome de Fernando Lima,
Sem mais
Réplica do consumidor
03/01/2017 às 15:10
Já esperávamos esta atitude. Trataram o tempo todo conosco eu e meu noivo Fernando de Lima e agora não o conhecem. É muito bom este tipo de comportamento, só reforça a e comprova de que não se trata de pessoas sérias. Mas mantemos nossa indignação no site reclame aqui e juntamente a outros meios legais que estou acionando, estas pessoas devolverão tudo que me é de direito. Estranho alegarem não conhecer meu noivo Fernando de Lima, visto que há inúmeras ligações do celular de meu noivo para o sr. Rogerio Rogato de Moraes, alem de email que foram trocados. Tudo isso facilmente comprovados.