Acidente grave em brinquedo aquático "Maverik" no Multiparque resulta em lesão e questionamentos sobre segurança e atendimento

Não respondida
Florianópolis - SC
24/03/2026 às 11:32
ID: 244160447
Reclamação Formal Falha de Segurança em Brinquedo Aquático (Maverik)
Venho registrar uma reclamação acerca de um acidente ocorrido no parque aquático Multiparque, localizado na praia do Estalerinho em Balneário Camboriú no dia 23/03/2026.
Lá chegando fui direto no brinquedo denominado Maverik, acompanhado do meu filho de 7 anos, o qual atendia integralmente aos requisitos exigidos pelo parque para utilização da atração.
O brinquedo consiste em um tobogã radical com descida com boia, podendo ser utilizada em dupla ou individualmente (desde que respeitado o peso mínimo de 80 kg). Ao final do percurso, a boia entra em uma piscina rasa com a finalidade de desaceleração. Contudo, ao atingir essa área, a boia em que estávamos virou abruptamente (capotou), ocasionando uma queda violenta. Mesmo segurando corretamente as alças, não consegui evitar o impacto, resultando em um corte profundo no supercílio direito, que posteriormente necessitou de 4 pontos.
Destaco os seguintes pontos críticos observados:
FALHA DE SEGURANÇA NO PROJETO DO BRINQUEDO:
O design do tobogã permite contato frequente da boia com as laterais da estrutura, o que pode levar ao contato de partes do corpo dos usuários com essas superfícies, caso não estejam devidamente posicionados na boia. Em determinadas situações, braços ou pernas ultrapassam os limites da boia e ficam expostos ao impacto direto com a estrutura do brinquedo, o que representa risco concreto de lesões previsíveis. Trata-se de uma falha de concepção, uma vez que não há contenção física adequada que impeça esse tipo de ocorrência.
INSTABILIDADE NA FINALIZAÇÃO DO PERCURSO:
O ponto final do brinquedo, onde a boia entra na piscina para desaceleração, demonstrou-se inseguro, havendo risco de perda de estabilidade e capotamento da boia, como efetivamente ocorreu no meu caso. Tal situação indica possível falha no dimensionamento, na velocidade de chegada ou no sistema de frenagem.
AUSÊNCIA DE ORIENTAÇÃO ADEQUADA DE SEGURANÇA:
Não foi fornecida qualquer orientação verbal por parte dos funcionários quanto à postura correta na boia, riscos envolvidos ou medidas preventivas. Havia apenas uma placa com critérios físicos (peso e altura), o que é insuficiente diante da natureza da atração.
REINCIDÊNCIA DE ACIDENTES:
No mesmo dia, presenciei outro acidente semelhante no mesmo brinquedo, envolvendo um adulto e uma criança. Mas não tive consequências graves como no meu caso, apenas uma pancada no ombro da criança.
ATENDIMENTO MÉDICO INADEQUADO NO LOCAL:
Após o acidente, fui encaminhado ao ambulatório do parque, onde o funcionário não possuía capacidade técnica para realizar sutura, limitando-se a limpeza e curativo superficial. Fui orientado a buscar atendimento externo, tendo que me deslocar por meios próprios até uma unidade de pronto atendimento, mesmo estando lesionado.
Diante do ocorrido, questiono:
Como um brinquedo com risco de capotamento não possui mecanismos adequados de estabilização e contenção?
Por que não há orientação clara, padronizada e obrigatória de segurança antes da utilização?
Qual é a efetiva finalidade do ambulatório do parque, considerando a incapacidade de realizar atendimentos básicos de urgência?
Quais medidas estão sendo adotadas diante da recorrência de acidentes envolvendo frequentadores?
Ressalto que o ocorrido poderia ter tido consequências mais graves, como ter lesionado meu filho de 7 anos.