Reclamação sobre vida útil e substituição de bateria de scooter elétrica

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Rio de Janeiro - RJ

26/08/2026 às 11:01

ID: 257424641

Em 28/04/2025 adquiri da Volare Comércio de Motociclos Ltda (Bee Brasil / Scooter Bee) o autopropelido elétrico BEE U1 800W, ano 2025, chassi LEUNWC106S4000420, por R$ 12.990,00 (NF-e n 000.005.071).

Em 29/04/2026, com apenas 763 km, levei o veículo à assistência técnica da própria marca, em Botafogo, e paguei por uma REVISÃO GERAL / BOX CHECK UP (OS n 00763/2026). O relatório da oficina é minucioso: aponta folga na manete esquerda, trava de fechadura quebrada e recomenda a troca de sissybar, manete direita e retrovisor por estarem ralados, além de sugerir o serviço de lavagem. Sobre a bateria e sobre a autonomia, nenhuma palavra. Nenhuma medição de tensão foi realizada.

Em 25/08/2026, com 1.639 km, retornei relatando queda de autonomia. Na OS n 01437/2026, a mesma assistência técnica mediu a bateria com multímetro, encontrou 63,00 V contra os 68,00 a 68,8 V necessários para desempenho e autonomia adequados, e concluiu que a bateria está no final de sua vida útil, sendo essa condição "compatível com o tempo de utilização aproximado de 1 ano e 4 meses" e uma "degradação esperada para esse período de uso".

Aqui está o problema. Se a degradação em 16 meses era esperada, ela era necessariamente previsível em abril de 2026, quando o veículo esteve integralmente nas mãos da própria empresa, em revisão geral paga, a apenas quatro meses do suposto fim da vida útil. A empresa examinou até o estado estético de um retrovisor, mas nada disse sobre o componente mais caro e essencial do produto. Ou omitiu informação que já detinha, ou a revisão que me cobrou foi deficiente, ou a "vida útil esperada" é justificativa criada depois do fato para negar a substituição.

Em nenhum momento anúncio, nota fiscal, manual, embalagem ou atendimento fui informado de que a bateria teria vida útil de 1 ano e 4 meses, após os quais eu precisaria comprar outra. O CDC exige informação clara, precisa e ostensiva sobre a durabilidade do produto (arts. 6, III, e 31). Com essa informação, minha decisão de compra teria sido outra.

Agrava tudo a garantia registrada na própria nota fiscal: bateria, carregador e controle remoto, 4 meses, "sendo 90 dias já inclusos na garantia legal". Um único mês de garantia contratual sobre a peça essencial de um bem de R$ 12.990,00 combinado com vida útil declarada de 16 meses. E, para completar, fui informado de que a bateria de chumbo não é mais fabricada, restando apenas a de lítio, de custo muito superior, em afronta ao art. 32 do CDC, que impõe ao fornecedor assegurar peças de reposição por período razoável.

Registro que 1.639 km em 16 meses é uso leve, incompatível com desgaste natural acelerado, e que vida útil não se confunde com prazo de garantia (art. 26, 3, CDC).

O que peço:

Substituição da bateria por uma nova e plenamente funcional, sem custo ou
Restituição do valor correspondente, corrigido.
Lembrando que fui informada que a bee não fabrica mais baterias de chumbo, apenas de litium que custa cerca de R$ 4.000,00

Aguardo posicionamento formal. Sem solução aqui, acionarei os órgãos de defesa do consumidor e o Judiciário.

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Resposta da empresa

04/09/2026 às 11:06

Prezada Thayane, tudo bem?

Após análise do caso, verificamos que a performance da sua bateria está condizente com o tempo de uso do veículo, o que é esperado para o ciclo de vida desse componente.

Para que você volte a ter a melhor experiência com a sua Bee, indicamos a troca da bateria, garantindo assim o desempenho e a autonomia que você deseja.

Como forma de cortesia, podemos oferecer um desconto de 15% na aquisição da bateria nova, válido para pagamento à vista via Pix.

Ficamos à disposição para o que precisar.

Atenciosamente,
Equipe Bee.

Réplica do consumidor

05/09/2026 às 13:25

Discordo, pelos motivos já expostos.
Inclusive, não há mais comercialização da bateria de chumbo. Ou seja, ainda nos obrigaram a arcar com quase 4 mil reais após 1 ano e 4 meses da aquisição da bike. O valor da bateria de litium (única disponível) chega a 35% do bem! Inacreditável.
Irei judicializar!

Thayane Paulino
OAB RJ *****