Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

19/08/2014 às 12:25

ID: 9797331

Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa

Ver todas Reclamações

Querendo sair do binômio shopping + Mc Donald’s e para mostrar para os pequenos (3 e 5 anos) que existe vida inteligente além do clubinho fechado da classe média paulistana, decidimos aproveitar o bom tempo do domingo para irmos ao reformado Museu da Imigração do Estado de São Paulo.

Minha reclamação não é por ficarmos um tempão na bilheteria sem bilheteiro. E, quando batemos no vidro: e ai, moço, dá para nos atender? Ele ainda responde: “1 minutinho, amigão, estou pedindo meu almoço”. Afinal, isto aqui é Brasil.

Minha reclamação não é pelo lugar parecer ter sido parcialmente reinaugurado com o espaço destinado à lanchonete totalmente vazio (além de outros grandes espaços vazios). Situação nada boa para quem está com 2 crianças pequenas em pleno horário de almoço. Afinal, pensamos: lá deve ter algum espaço para comer alguma coisa, afinal no espaço antigo, havia uma pequena lanchonete, suficiente para enganar a fome das crianças.

Minha reclamação é por outro motivo: constrangimento, total constrangimento. Tudo por causa de uma perigosa bolsa de mulher com as dimensões de 30 por 35 cm (sim, eu fui medir).

Primeiro, passamos pela entrada com detector de metais e 2 seguranças e ninguém falou nada.

Segundo, fomos pedir informação na sala do guarda-volumes e ninguém falou nada.

Terceiro, passamos por outra entrada onde foi feito o controle eletrônico dos ingressos e mais um segurança que nada falou.

Já no fim da exposição, no 1º andar, um Educador abordou minha esposa dizendo que ela não podia estar de mochila lá. Bem, realmente a bolsa dela tem alças laterais que permitem usar a bolsa como mochila. Minha esposa, prontamente, inverteu sua imensa bolsa de 30 x 35 cm, colocando-a na frente. O tal Educador disse que não podia. Ai, minha esposa começou a usar a bolsa lateralmente, grudada no corpo, como uma bolsa normal. Mostrou a nova posição e explicou que não ia guardar a bolsa já havia objetos pessoais, água e coisas das crianças.

Eu achei que nesse momento o problema estivesse resolvido já que ela portava a bolsa lateralmente. Entendo perfeitamente as regras do museu, realmente pode ser perigoso para o acervo permitir a entrada de mochilas. Não é disso que estou questionando ou reclamando.

Logo em seguida, aparece um segundo Educador e começa a questionar novamente. Dessa vez bem mal-educado e agressivo. O nome do cidadão é Vagner, um Educador sem educação. Iniciou-se um bate-boca com questionamentos grosseiros por parte dele. Chegou a dizer algo do tipo: “vocês, nunca entraram num museu na vida?” Bem para nós, que adoramos esse tipo de atividade cultural.

Irritados, resolvemos ir embora e fomos seguidos por 3 Educadores conversando alto entre si sobre o assunto, situação ostensiva de visível constrangimento, a ponto da minha filha de 5 anos me perguntar o que estava acontecendo.

Mas, o pior está por vir. Conforme descíamos as escadas, uma segurança (empresa terceirizada) chamada Maria foi abordada por um dos Educadores e ainda passou um rádio para outra segurança (chamada Luciana) que estava no térreo, dizendo algo do tipo: é ela, é ela, a mulher da bolsa. Ouvimos e percebemos tudo. Comportamento grosseiro e ostensivo.

Chegando ao térreo, e nos sentindo como um casal de [Editado pelo Reclame Aqui] que estavam levando embora peças do museu, pedimos para falar com algum responsável.

Apareceu um Educador chamado Guilherme Ramalho. Ele ao menos foi educado. Explicamos a situação e ele concordou que houve diversos erros e que o assunto realmente deveria ter terminado na hora que minha esposa começou a portar a perigosa bolsa lateralmente.

Inclusive, nesse momento, passou e subiu um casal cuja mulher estava com uma bolsa bem maior que a da minha esposa.

É inaceitável e objeto de ojeriza passar por uma situação dessas em uma instituição pública e mais ainda em um órgão que visa prover cultura, educação, como um museu.

Falta de tato, falta de critério, falta de educação, falta de treinamento, falta de tudo.

Lamentável.

Depois de tudo isso, a conclusão é que deveríamos ter ido ao shopping.

Mandei cópia dessa mensagem para ******* e tenho esperança de receber algum retorno.

Realmente espero que essa mensagem chegue em alguém com poder de decisão e algo mude no novo Museu da Imigração.

Compartilhe

Resposta da empresa

19/08/2014 às 16:26

Prezado Sr. Marcelo,



Como publicado em nosso Facebook e registrado na Ouvidoria da Secretaria de Estado da Cultura, lamentamos o ocorrido com sua família e reiteramos que já foram tomadas as devidas providências no sentido de evitar que situações como esta voltem a ocorrer no Museu. Para isso, reforçaremos a sinalização das regras de visitação na área de entrada da exposição - hoje essas normas já são exibidas nas TVs da bilheteria - , assim como todos os protocolos de atendimento com as equipes envolvidas foram cuidadosamente revisados. Agradecemos novamente sua contribuição e colocamo-nos à disposição para o que mais for necessário.

Atenciosamente, Equipe MI.