Constrangimento e restrição de entrada

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Goiânia - GO

20/06/2026 às 11:05

ID: 251902791

Venho registrar minha insatisfação com o tratamento dispensado a professores e estudantes da UniEVANGÉLICA durante visita realizada ao Museu do Ipiranga. Planejamos uma atividade acadêmica para respeitar integralmente as regras divulgadas pelo Museu. Dividimos o grupo de 16 alunos em dois grupos distintos, composto por um professor e 7 alunos, totalizando 8 pessoas, numero inferior ao limite de 9 pessoas informado para caracterização de grupos.
Desde o início esclareci que não se tratava de visita guiada ou conduzida coletivamente. A intenção era justamente deixar os alunos livres para percorrer os espaços expositivos de forma autônoma, sem roteiro comum, sem condução.

Apesar desses esclarecimentos, o atendente ***** sustentou que o simples fato de termos chegado juntos e nos conhecermos seria suficiente para caracterizar um único grupo. Tal entendimento me parece excessivamente subjetivo, uma vez que conhecer outras pessoas ou acessar o museu simultaneamente não transforma visitantes independentes em um grupo organizado.

Mesmo após reiterarmos que os estudantes circulariam livremente e sem acompanhamento coletivo, fomos submetidos a uma situação constrangedora, agravada pela possibilidade levantada pela supervisão de impedir a entrada dos visitantes.

O aspecto mais contraditório ocorreu ao final, quando foi autorizada a entrada dos participantes com diferença aproximada de 30 minutos entre os grupos de 8 pessoas. E que deveríamos circule em pavimentos distintos, sendo proibido nos encontrarmos.

Solução complemente inconsistente. Se a preocupação era impedir a circulação conjunta, a medida mostrou-se apenas formal, pois visitantes que ingressam no mesmo museu, no mesmo período, inevitavelmente se encontram ao longo do percurso.

O resultado concreto foi apenas atraso, desgaste e constrangimento para estudantes e professores, sem qualquer benefício prático para a organização da visitação. A impressão transmitida foi a de uma interpretação burocrática e arbitrária das normas, baseada em presunções e não em critérios objetivos, compactuada pelo atendente e sua supervisora *****.
Anexo a esta manifestação fotografias registradas durante a visita. As imagens demonstram a grande circulação de visitantes nos espaços expositivos, evidenciando a dificuldade ou mesmo impossibilidade de identificar quem integra determinado grupo e quem não integra. Isso reforça a percepção de que a restrição aplicada ao nosso caso não possuía efetividade prática e acabou gerando apenas transtornos desnecessários.

Como docentes, incentivamos constantemente nossos alunos a frequentarem museus e espaços culturais. Por essa razão, lamentamos que uma atividade acadêmica tenha sido marcada por obstáculos e constrangimentos incompatíveis com a missão educativa e cultural de uma instituição da relevância do Museu do Ipiranga.

Solicitamos que o ocorrido seja analisado pela administração do Museu, com esclarecimento formal dos critérios utilizados para caracterização de grupos e revisão dos procedimentos de atendimento, de modo a evitar interpretações subjetivas e situações semelhantes no futuro.

Atenciosamente,

*****
Professora dos Cursos de Design Gráfico e Arquitetura e Urbanismo
UniEVANGÉLICA Universidade Evangélica de Goiás

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