Cobrança incorreta e dificuldade de uso de pontos em programa de férias

Não respondida
Jundiaí - SP
13/08/2026 às 10:11
ID: 256357613
TÍTULO: Paguei R$ 26.460 por um produto que, na prática, nunca consegui usar
Quando nos venderam esse contrato, a promessa era simples e sedutora: você paga mensalmente, acumula pontos e viaja com tranquilidade pelos resorts da rede. Um produto de férias descomplicado.
Quitei as 43 parcelas. R$ 26.460,00. Contrato n *****, assinado em agosto de 2022, 735.000 pontos.
O que descobri quando finalmente fui usar: praticamente tudo o que foi prometido na venda esbarra em alguma regra, alguma indisponibilidade ou alguma condição que ninguém mencionou antes.
Dois anos e meio de pontos simplesmente evaporaram. E não por desinteresse meu.
O que aconteceu quando tentei usar:
O telefone que consta no PRÓPRIO CONTRATO não funciona. Levei horas só para descobrir um canal operante.
Me informaram que reservas exigem 45 dias de antecedência mínima e que a agenda do ano seguinte não está aberta. O contrato que assinei diz outra coisa: antecedência mínima de 35 dias e máxima de 12 meses (cláusulas 6.1, 8.1.b e 8.1.h). Os prazos que a central me impôs não existem em nenhuma linha do contrato ou dos anexos. Na prática, minha janela de uso foi comprimida de 12 meses para três.
Passei cerca de três horas ao telefone. Quase tudo indisponível. Um produto vendido como acesso a uma rede de resorts, mas em que encontrar uma data disponível é uma caçada.
Consegui montar três reservas. Na de Gramado, me passaram o valor, paguei os boletos e SÓ DEPOIS me disseram que o valor estava errado e que eu deveria pagar mais. Paguei a diferença. Em seguida disseram que o segundo boleto também estava errado. Paguei de novo. O preço mudou duas vezes, sempre após o pagamento.
Pedi CINCO vezes, todas registradas por escrito, que formalizassem a segunda reserva, avisando que a disponibilidade poderia acabar. Não formalizaram a tempo. No dia seguinte, a acomodação havia sumido.
Debitaram mais pontos do que o combinado, porque descontam pontos por café da manhã. Isso não está no contrato, nem na Tabela de Pontos, nem em qualquer documento que eu tenha recebido.
Prometeram parcelamento em 4 vezes. Veio em 2. Depois disseram que naquele caso não havia parcelamento nenhum. Sempre uma justificação nova, nenhuma prevista em contrato.
A cada etapa surgia uma letra miúda nova. E eu conferia no contrato, em tempo real, e não estava lá.
Esse é o ponto que me incomoda mais do que o prejuízo em si: o modelo parece desenhado para que o cliente pague em dia todo mês e encontre atrito em cada tentativa de usar. Telefone que não atende, regra que aparece do nada, inventário que nunca tem vaga, pontos que expiram em silêncio sem nenhum aviso prévio. O dinheiro sai com pontualidade absoluta; o serviço, não chega nunca.
Se a receita da empresa depende de pontos que caducam sem serem usados, isso deveria estar claro na venda. Não estava.
O QUE EU PEÇO:
A restituição dos pontos caducados (294.000 dos dois primeiros ciclos, mais os não utilizados do terceiro) e um prazo razoável para usá-los de fato. Não peço dinheiro de volta. Quero apenas usufruir daquilo que contratei e paguei integralmente.
Toda a interação está documentada: conversas de WhatsApp, comprovantes de pagamento e protocolos. Já encaminhei reclamação formal à administração da empresa.