Como perder em torno de R$ 300.000,00 com a Nattos Capital

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São Paulo - SP

12/11/2025 às 22:43

ID: 231766103

Como perder em torno de R$ 300.000,00 com a Nattos Capital

Não tenho esperança de, por reclamação aqui, reaver os R$ 291.170,80 perdidos com a assessoria da Nattos Capital, mas é importante registrar o relato, na esperança de alertar pessoas mais prudentes do que eu, que pesquisam antes de fecharem negócios, para que tenham mais elementos para formarem sua convicção.

Tenho (ou tinha, dependendo da data da leitura) conta no banco BTG e na sua corretora. Lá, infelizmente, todos têm assessor, mas eu não estava tendo problemas com o meu, que já havia entendido meu perfil e me deixava sossegado. Apenas enviava relatórios por e-mail, com sugestão de produtos, mas sem encher a paciência.

Vendo propagandas da AUVP Capital, que é credenciada do BTG, que trabalha na modalidade fee fixo e que dá retornos em renda fixa mais atrativos que em outros lugares, deixei de lado a aversão à assessoria, e fui para lá. E a AUVP Capital também não é de perturbar clientes.

Eu estava com problemas pessoais e por isso não estava movimentando nada, deixando dinheiro parado na conta.

Aí tive o contato da Nattos Capital (também credenciada do BTG), na pessoa de Matthaus, que me pediu acesso à conta, para analisar a carteira e ver no que poderia me ajudar.

Eu disse que o meu perfil de investimentos, predominantemente em ações (de longo prazo e eventualmente swing trade) e em títulos públicos, prescindia de assessoria, mas ele pediu uma chance para analisar. Enfim, passei para a Nattos a assessoria.

Recomendaram-me, basicamente:
- opções;
- consórcio;
- carteira de ações automatizada.

Como dá para perceber, são produtos que geram comissões e suspeito que não gordas as comissões.

Quanto à carteira automatizada, rejeitei de plano, pois tinha conhecimento, adquirido na internet, que isso não é uma boa. Faz girar muito a carteira e, provavelmente, mais comissões.

No que diz respeito ao consórcio, eu também rejeitei num primeiro momento, porque não tinha interesse em comprar imóvel dessa forma. Preferia à vista diretamente, mas também fui orientado a contratar como forma de investimento. Não me recordo dos detalhes. Em suma, a recomendação era para vender a carta de crédito, que me disseram que a contemplação era em média de, no máximo, dois anos, e com isso teria retorno financeiro.

O "modus operandi" é de propagandear por telefone uma vantagem, que no contrato escrito não se encontra. Se se alegar depois que foi oferecida essa promessa de vantagem, vão exibir contratos e dizer que você assinou.

No que diz respeito às opções, para vencer minha resistência, disseram que o retorno é significativo e do "know-how" deles, que nunca havia dado problemas, que eu poderia rolar etc.

De opções eu só sabia ser arriscado, não entendia das operações, mas fui tranquilizado quanto ao risco. Que não teria problemas com eles..

Quando estava para encerrar a operação, davam ênfase no prêmio e minimizavam o risco da outra ponta que estava em aberto.

Eu vi a entrada e saída de valores altos na conta e fiquei assustado. Disseram-me que era normal. Perguntei se, por causa prêmio recebido, não era para pagar imposto de renda. Disseram que não. Eu devia ter entendido. O "prêmio"" não significou nada, pois na outra ponta eu estava tendo prejuízo. Não se diz claramente, "você está tendo prejuízo". Dão a impressão de que está sob controle.

Eu disse que não queria mais opções, mas, como eu já estava no prejuízo, fui recomendado a rolar as operações. Em suma, o prejuízo aumentou.

Na última rolagem, fui orientado a fazer outra operação para reduzir o risco da primeira. Só nessa, em menos de um mês, R$ 75.000,00 de prejuízo. No total o prejuízo foi de R$ 291.170,80.

Mesmo após eu dizer expressamente que não queria mais as opções, ainda sim recomendavam.

Causa-me estranheza essa insistência em opções, sabendo que expõe o patrimônio do cliente a risco. Penso que só pode ser pelo retorno em comissões.

Já antecipo eventuais respostas sobre profissionalismo, sobre ter informado, sobre as autorizações por e-mail etc. Vão desconsiderar todo o resto. Vão tentar se esconder nos meandros da lei.

Dirão que o investidor é o responsável, porque atende ao perfil, conforme o termo suitability e que a assessoria (ou corretora à qual está vinculada) é mera intermediária. Não é verdade, porque a assessoria tem interesses na venda dos produtos. E, quanto ao termo, o que vale é a realidade, algumas vezes manifestada de que eu não queria mais operar opções; e ignorada.

Ora, e toda a indução ao cliente em investir em opções?

Vão tentar sair pela tangente, como se não tivessem nada a ver com o prejuízo.

Se se lança mão de assessoria, é para se preocupar mais ou menos com os investimentos? O cliente precisa ter conhecimento profissional para ter assessoria? Precisa estar tão vigilante quanto se estivesse gerindo a carteira sozinho. Não faz sentido.

Se eu tivesse esse conhecimento, eu mesmo daria as ordens e não pagaria para isso.

A par do ocorrido, o sócio da Nattos prometeu-me devolver as taxas de opções (R$ 1.615,44) e o IR (R$ 52,28).

Ser polido e me ater ao âmbito jurídico e reclamações públicas é um esforço hercúleo a que me submeto, uma humilhação que vou levar para o resto da vida.

Não é muito diferente do sentimento de ser vítima de [Editado pelo Reclame Aqui], e ter como opções (sem trocadilho), para não incorrer em [Editado pelo Reclame Aqui], meramente a denúncia às autoridades, processo judicial e a reclamações públicas.

Não é à toa que muitos [Editado pelo Reclame Aqui] com um baque desses, pelo sentimento de [Editado pelo Reclame Aqui] e pelos planos frustrados. Se eu vier a fazer isso, não se preocupem. Já considero a vida uma [Editado pelo Reclame Aqui] mesmo. Vocês só confirmaram.

Não errem como eu! Não sejam assessorados, notadamente pela Nattos Capital.

Todo trabalho deve ser remunerado. Isso não é o problema. O problema é a remuneração comissionada sem a prévia transparência. Se a Nattos trabalha com o fee fixo e não me foi oferecido, é porque provavelmente o comissionado é o mais vantajoso.

Por ética, previamente a cada operação o cliente deveria ser informado sobre o quanto de comissão ela gerará, porque, na prática, colocam em risco o dinheiro do cliente em algo mais vantajoso para eles. Avisar previamente sobre a comissão permitiria ao cliente avaliar com consciência a possibilidade do modelo fee fixo.

Ainda que a assessoria trabalhe com os dois modelos, fee fixo ou comissionado, não confiem! Porque ela estará viciado com o modelo comissionado. Pode ser que arrisque o patrimônio do cliente, no intuito de aumentá-lo substancialmente em pouco tempo, para sua parte também ser maior. O que trabalha somente no modelo fee fixo é mais confiável.

De minha parte, prefiro andar só. Essa experiência basta.

Sei que errei também. Minha culpa: acreditar em assessor comissionado.

Como prometi no título, julgo ter demonstrado bem como perder em torno de R$ 300.000,00 com a Nattos Capital.

Este texto servirá de base para um vídeo que vou publicar no youtube, alertando as pessoas por lá também.

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Resposta da empresa

02/12/2025 às 15:07

Boa tarde, Alex,

Agradecemos por compartilhar o seu caso conosco e por nos dar a oportunidade de prestar todos os esclarecimentos necessários.

Entramos em contato pelos meios fornecidos por você para buscar solucionar a questão.
Contudo, por razões de compliance e proteção de dados, em atenção à LGPD, não podemos tratar detalhes por este canal, que é público.

Atenciosamente,
Nattos Investimentos

Réplica do consumidor

08/12/2025 às 15:33

São lixos, imundos!
Se tivessem dignidade, fechariam essa [Editado pelo Reclame Aqui] de assessoria.

Consideração final do consumidor

08/12/2025 às 15:38

Quem ser enganados? Sejam clientes da Nattos!
Se o Reclame Aqui não editasse, eu mencionaria exatamente qual o assessor que vai conseguir a proeza de fazê-los perder quase metade do patrimônio e viver tranquilo com isso.

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