Burocracia, falta de obstetra e desorganização em maternidade

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São Luís - MA

22/05/2026 às 07:52

ID: 249365197

Estou gestante de gestação gemelar. Fui internar pela emergência para realizar um procedimento cirúrgico (cerclagem de emergência). O procedimento seria com minha médica particular. O atendimento da porta foi rápido pois só tinha eu, fui cedo e o atendimento médico com a clínica não tive problemas. Ela tentou solicitar a internação para já ir autorizando pelo convênio, mas não conseguiu pois necessitava de um obstetra para isso.
O fato de ter obstetra apenas de sobreaviso no hospital para atendimento de urgência e emergência em pronto socorro torna esse processo muito burocrático e até com risco para pacientes que internam com alguma emergência que ponham em risco mãe e bebê (sofrimento fetal agudo, descolamento prematuro de placenta, hemorragia pós parto) que exigem atendimento imediato.
No meu caso, tive que aguardar minha médica chegar no hospital (e olha que ela não demorou) para ela pedir a internação e iniciar o processo de autorização do convênio.
Isso atrasa todo o processo e gera desconforto e até risco, pois cheguei a ficar mais de 14h em jejum, lembrando que sou gestante de alto risco de gestação de gêmeos! Jejum prolongado não é o recomendado.
A médica clínica até foi de boa vontade e tentou agilizar o processo, mas o fluxo do hospital não permitiu.
Se vocês se dizem maternidade (e praticamente a única privada de São Luís-MA), deveriam rever esse fluxo e autorizar pelo menos o clínico a solicitar esse tipo de internação para agilizar o processo. Isso pra quebrar o galho, pois o IDEAL e mais SEGURO é ter um obstetra a disposição para atendimento à gestante. Onde já se viu maternidade sem obstetra? Só na Natus mesmo.
Pedimos até um termo de responsabilidade para acelerar a internação e pagar os custos caso o convênio não autorizasse, mas até isso é desorganizado e demorou tanto que deu tempo do convênio autorizar. Então não fez diferença.
Além disso, o hospital não tem protocolos para segurança do paciente ou ninguém segue (administração de medicação, critérios de alta, fluxo de realização de exame de imagem quando o paciente tá internado - todo mundo ficou batendo cabeça pra saber quem ia fazer o ultrassom obstétrico solicitado pós procedimento; alem de desorganização no centro cirúrgico em que os leitos não tem nenhuma forma de acionamento da equipe de enfermagem caso o paciente tenha alguma necessidade - no meu caso tive que ficar gritando por alguém da enfermagem para vir me auxiliar, totalmente inadequado em centro cirúrgico).
Só tem protocolo quando é pra beneficiar o próprio hospital, pois já me foi informado que pra ter um parto humanizado, não tem leito próprio para isso, apenas se você pagar por fora. Isso nao acontece em outras maternidade fora do estado
O coitado do meu acompanhante teve que ficar cobrando em todos os processos algo que seria o mínimo, isso se tornou extremamente exaustivo para uma internação rápida de 12horas, nem quero imaginar pra quem fica mais tempo no hospital.
Tive que levar minhas próprias medicações pois tem medicação em falta no hospital e também não é confiável deles darem na hora.
Tecnicamente, a equipe de ultrassom do setor da emergência precisa melhorar muito. Exame realizado com baixa qualidade técnica (conheço pois sou profissional da área). Mesmo sendo para verificar apenas vitalidade dos meus bebês após o procedimento, não adiantou muita coisa e vou ter que repetir com alguém de confiança.
Por fim, o hospital funciona na base da desorganização e não tem cuidado com o paciente em todo o processo. Não adianta ter fachada bonitinha se o acontece dentro é muito feio!
Revejam, discutam, peguem exemplos de outros hospitais. Do jeito que é não tem como.

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