Defeito grave no motor do veículo comprado e falta de solução

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Salvador - BA

04/08/2026 às 12:23

ID: 255583837

Carro com defeito grave no motor após a compra.

Carro apresentou problemas desde a compra e agora precisa de outro motor, prejuízo de mais de R$ 20.000.00

Comprei um carro para ter tranquilidade. Recebi um problema que parece não ter fim.
Minha experiência com a ***** tem sido extremamente frustrante.
Desde a compra, o veículo apresentou problemas mecânicos. Nos primeiros 90 dias, o carro passou mais tempo na oficina do que comigo. Se consegui utilizá-lo por um mês nesse período, foi muito. Mesmo após os reparos realizados por indicação da própria empresa, o veículo continuou apresentando defeitos.
Os transtornos foram enormes. Cheguei a ficar parado na estrada com minha esposa e minha família durante o período do Réveillon, passando por uma situação de insegurança, estresse e constrangimento. Tudo isso está registrado.
Quando imaginei que o pior havia passado, o problema voltou de forma muito mais grave. Levei o veículo a outra oficina e recebi um diagnóstico extremamente preocupante: segundo o mecânico, o problema está na parte de força do motor (parte inferior), sendo necessária a reconstrução dessa parte ou até mesmo a substituição do motor, com um custo estimado em cerca de R$ 20.000,00.
O que mais me revolta é que, após o primeiro reparo, o veículo me foi devolvido como se estivesse em condições de uso. Como não sou mecânico, confiei no serviço realizado e continuei utilizando o carro. Hoje descubro que existe um problema gravíssimo que não havia sido solucionado.
Além dos prejuízos financeiros, perdi tempo, tive gastos com oficinas, deslocamentos e fiquei diversas vezes sem o veículo que comprei justamente para trabalhar e atender às necessidades da minha família.
Tenho tentado resolver tudo de forma amigável. Entrei em contato diversas vezes com a empresa, solicitei uma solução e até mesmo uma cópia do meu contrato de compra e venda, documento ao qual tenho direito. Infelizmente, minhas tentativas de negociação não têm recebido a atenção esperada.
Não estou fazendo esta reclamação para atacar ninguém. Estou fazendo porque me sinto profundamente prejudicado e porque acredito que outros consumidores têm o direito de conhecer a experiência que vivi.
Como não consegui resolver o problema de forma extrajudicial, estarei buscando meus direitos perante a Justiça, apresentando toda a documentação, conversas, registros, notas fiscais e laudos mecânicos que comprovam os fatos.
Quero destacar que, após retirar o veículo da Oficina que ele colocou para consertar, pois ele s[o queria fazer la, acreditei que o problema havia sido realmente resolvido. A confiança foi tanta que cheguei, inclusive, a cogitar comprar outro veículo na própria loja para o meu pai.
Infelizmente, com o passar do tempo, percebi que a realidade era outra. O problema voltou a aparecer, demonstrando que ele não havia sido efetivamente solucionado. Como consumidor, a sensação que tive foi de que o defeito estava apenas oculto, e não corrigido de forma definitiva.
Essa situação me trouxe grande frustração, pois depositei minha confiança na empresa e acreditei que estava adquirindo um veículo em condições adequadas de uso. Em vez disso, enfrentei novos transtornos, prejuízos e a perda da confiança na loja.
Estou registrando esta reclamação porque acredito que outros consumidores têm o direito de conhecer minha experiência. Espero que a Nery Auto assuma sua responsabilidade e apresente uma solução justa para o problema.
Ainda espero que a Empresa demonstre respeito ao consumidor, entre em contato e apresente uma solução justa. Até lá, fica aqui o meu relato para que outros consumidores conheçam a minha experiência antes de tomar uma decisão.

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Resposta da empresa

09/08/2026 às 07:09

O cliente efetuou a compra do veiculo seminovo em nossa loja, uma FREEMONT 2015, no dia 11/09/2025. Nesse periodo, o veiculo apresentou um problema no Sensor de Ignição, que prontamente foi solucionado por nossa loja, dando total suporte ao mesmo, sem nenhum momento de desamparo, visto que, disponibilizamos um carro reserva para que ele não ficasse impossibilitado de se deslocar e trabalhar, já que ele utiliza o veiculo para trabalho e lazer.
O fato é que, no mês 11/2025 o cliente entrou em contato com a loja, informando que o veículo havia subido a temperatura, enviando inclusive, um vídeo onde ele permanecia dirigindo o veículo, em alta temperatura, caracterizando total negligência com o produto.
Mesmo diante disso, mesmo diante da negligência do condutor, nos propusemos a realizar a verificação e conserto do veiculo, em uma oficina que possui total capacidade e conhecimento técnico e estrutura para esse serviço.
Após a conclusão do serviço, e a entrega do veiculo ao cliente, semanalmente a oficina entrava em contato com o mesmo para saber como estava o funcionamento do veículo, mantendo um padrão de atendimento, onde sempre o cliente relatava que o carro estava ótimo.
É importante salientar, que por lei, a loja tem como obrigação cobrir a garantia veicular dos veiculos por 90 dias.
Após o final da garantia, no dia 31/12/2025, nas horas que antecedem a virada de ano, o cliente entrou em contato com a loja, que encontrava-se fechada, para informar um problema no veiculo. Mesmo assim, com o final da garantia, com a data e horário que ocorreu, o mesmo foi atendido pelo próprio dono da loja, para que ele não ficasse sem resposta.
Após o periodo do feriado do Reveillon, a loja autorizou que o veiculo fosse novamente para a mesma oficina para verificação, onde foi constatado a necessidade da troca da POLIA do alternador.
Desse periodo, de 01/2026 até a presente data, o cliente rodou com o carro em perfeitas condições, viajou diversas vezes, fez revisão de troca de óleo por conta da quilometragem rodada, inclusive, informou que o mesmo encontrava ÓTIMO, sem problemas. Procurou a nossa loja, à pouco mais de um mês, buscando um veiculo para o próprio PAI.
Recentemento, no mês 07/2026, o veiculo apresentou NOVAMENTE, um superaquecimento, que já é uma resposta a falta de manutenção básica no veiculo, como da primeira vez. O mesmo levou o veiculo na oficina de escolha dele, o mecânico escolhido fez o serviço, após o serviço feito, o veiculo retornou para a oficina mais de uma vez e após o terceiro retorno, quando ele não conseguiu conclusão do serviço solicitado, ele decidiu PROCURAR A LOJA no dia 20/07/2026. Somente a partir desse dia que todas as informações acima citadas e notas fiscais dos serviços feitos foram passados e enviados para a loja, PELO PRÓPRIO CLIENTE.
APÓS o veiculo apresentar um defeito, APÓS o serviço feito, APÓS retorno 3 vezes na oficina escolhida por ele.
Mesmo diante de todas essas provas que isentam a loja de alguma cobertura, fomos averiguar os fatos, pois buscamos sempre entender e buscar a melhor forma de não deixar os nossos clientes sem amparo e mesmo assim, o cliente relata que o problema ocasionado AGORA no veiculo, é referente ao serviço que fizemos no mês 11/2025 e não referente ao serviço solicitado e realizado por ele mesmo no mês 07/2026.
Diante dos fatos, a NERY AUTOS não tem como mais uma vez, abrir uma brecha para solucionar algo que não foi ocasionado por nossa loja ou no periodo que temos como obrigação de sanar.

Réplica do consumidor

10/08/2026 às 06:39

A resposta da NERY AUTOS contém informações que não correspondem aos fatos, contradições e acusações graves sem comprovação técnica.
Primeiramente, não é verdade que a oficina entrava em contato comigo semanalmente para acompanhar o veículo. Esse acompanhamento, da forma narrada pela empresa, não ocorreu. Se a loja sustenta o contrário, solicito que apresente os registros das ligações ou mensagens, com datas e conteúdo.
Também é necessário contextualizar qualquer afirmação minha de que o carro estava bom ou ótimo. Sou consumidor, não mecânico. Quando disse que o veículo estava funcionando, relatei apenas minha percepção, pois o carro continuava rodando. Isso não significa que eu tenha atestado tecnicamente que o defeito havia sido solucionado.
Após o serviço, o líquido de arrefecimento continuava baixando e havia ruído no motor quando eu acelerava na rodovia. Sem conhecimento mecânico, não compreendi que esses sinais poderiam indicar a continuidade do problema. Confiei que o reparo autorizado pela loja havia sido realizado corretamente.
A loja e a oficina possuem conhecimento técnico e tinham o dever de diagnosticar o veículo e realizar os testes necessários. Minha percepção leiga de que o carro estava funcionando não pode ser utilizada como prova de inexistência de defeito oculto.
A própria empresa se contradiz: afirma que o veículo permaneceu em perfeitas condições, mas reconhece que em 31/12/2025 comuniquei novo defeito e o carro precisou retornar à oficina. Portanto, houve nova intercorrência após o reparo de novembro.
Sobre 31/12/2025, a empresa afirma que não houve desamparo, mas omite o que ocorreu. Eu viajava para passar o Réveillon com minha família, com sete pessoas no veículo, quando ficamos parados na estrada, expostos aos riscos do local.
Entrei em contato com o proprietário da loja e fui informado de que ele não poderia fazer nada naquele momento. Não foi enviado guincho, veículo de apoio ou qualquer assistência material. Ficamos aproximadamente das 21h às 2h da manhã aguardando um guincho que nós mesmos conseguimos acionar.
Portanto, atender uma ligação e dizer que nada poderia ser feito não significa prestar assistência. Foi o pior Réveillon da minha vida: passei a virada na estrada preocupado com a segurança de sete pessoas. Possuo registros dos contatos e horários daquela noite.
O veículo foi encaminhado posteriormente para verificação. Durante as tratativas também houve conversa relacionada ao compromisso de eu não buscar imediatamente a via judicial, comunicação da qual tenho registros. Assim, o reparo posterior não pode ser apresentado como simples generosidade ou prova de assistência completa naquela noite.
A empresa menciona ainda que mantive contato cordial e cogitei comprar outro veículo para meu pai. Isso ocorreu porque eu ainda acreditava que os reparos anteriores haviam sido realizados corretamente. Eu desconhecia a possibilidade de ter ocorrido um serviço parcial, sem solução definitiva da origem do problema.
Cogitar outra compra não comprova que a Freemont estivesse tecnicamente perfeita. Demonstra apenas que eu confiava na empresa. Não é razoável utilizar agora essa confiança contra o próprio consumidor.
Também é [Editado pelo Reclame Aqui] a acusação de que agi com total negligência por continuar dirigindo com o veículo superaquecido. O vídeo citado foi gravado enquanto eu trafegava em rodovia federal. Ao perceber a elevação da temperatura, não poderia simplesmente parar no meio da pista, colocando minha vida e a de terceiros em risco. Eu procurava um local seguro para encostar.
Para me acusar de negligência, a empresa deveria apresentar laudo técnico demonstrando por quanto tempo o veículo permaneceu funcionando após o alerta, quais danos teriam sido causados nesse intervalo e qual seria a conduta segura naquele trecho. Nada disso foi apresentado.
Também foi afirmado, sem prova técnica, que o superaquecimento de julho de 2026 decorreu de falta de manutenção básica. Entretanto, a própria empresa reconhece que realizei troca de óleo conforme a quilometragem.
Se houve alguma manutenção supostamente negligenciada, a NERY AUTOS deve informar qual foi, quando deveria ter sido realizada, onde consta essa orientação e apresentar laudo comprovando sua relação com o superaquecimento.
O nível do líquido de arrefecimento baixar não comprova negligência. Pode indicar vazamento, falha no sistema ou persistência do problema anterior. A causa deve ser determinada tecnicamente, não por suposições em resposta pública.
Da mesma forma, o fato de o veículo ter rodado, viajado ou recebido troca de óleo não comprova que o sistema de arrefecimento estivesse perfeito. Defeitos intermitentes ou reparos incompletos podem permitir o funcionamento durante algum tempo antes de a falha reaparecer.
Também não há fundamento para atribuir automaticamente o defeito à oficina que procurei em julho. Levei o veículo até ela justamente porque o superaquecimento já havia reaparecido. Portanto, o problema existia antes daquela intervenção.
Quanto à afirmação de que a responsabilidade da loja terminou após 90 dias, o art. 26, 3, do Código de Defesa do Consumidor estabelece que, tratando-se de vício oculto, o prazo começa quando o defeito fica evidenciado. Além disso, o primeiro superaquecimento ocorreu em novembro de 2025, dentro da garantia reconhecida pela própria empresa, e foi objeto de reparo autorizado por ela. A questão é saber se aquele reparo eliminou efetivamente a origem do problema.
Diante disso, solicito que a NERY AUTOS apresente:
Ordem de serviço e diagnóstico do reparo de novembro de 2025;
Relação das peças testadas, reparadas ou substituídas;
Notas fiscais e garantias dos serviços e peças;
Testes realizados no sistema de arrefecimento antes da entrega;
Registros dos supostos contatos semanais comigo;
Laudo que comprove negligência, falta de manutenção ou mau uso;
Demonstração técnica de que o defeito atual não tem relação com o problema anterior;
Registros da assistência alegadamente prestada em 31/12/2025.
Não estou procurando uma brecha, como afirmou a empresa. Procuro transparência, documentação e uma conclusão baseada em prova técnica. Acusações não substituem ordem de serviço, registros ou laudo mecânico.
Continuo disponível para que o veículo seja avaliado por profissional independente, com emissão de laudo, para identificar a verdadeira origem do defeito e verificar se o reparo anterior foi completo e adequado.

Consideração final do consumidor

10/08/2026 às 09:16

Não voltaria a fazer negócio com a Nery Veículos. Minha experiência envolveu problemas recorrentes no veículo desde a compra, despesas comprovadas e tentativas de solução que não tiveram resultado satisfatório. Recomendo que outros consumidores pesquisem cuidadosamente e documentem todas as condições antes de contratar.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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