Atendimento médico negligente e conduta inadequada no Aeroporto de Belém

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Belém - PA

06/02/2026 às 02:53

ID: 239935705

Reclamação: Atendimento médico e conduta dos funcionários no Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans)

Venho por meio desta registrar uma reclamação extremamente grave sobre a conduta dos funcionários e do atendimento médico no Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), em situação que colocou em risco a vida de uma passageira.

No dia 6 de fevereiro de 2026, por volta de 1h30 da manhã, estávamos nos despedindo em frente ao portão de embarque quando minha amiga começou a passar muito mal, apresentando tremores, falta de ar e sinais claros de desmaio, chegando a cair no chão do aeroporto. Mesmo diante dessa situação crítica, nenhum funcionário tomou qualquer iniciativa para prestar socorro ou acionar ajuda médica. Apenas após outros passageiros se mobilizarem é que alguém decidiu procurar assistência.

Minha amiga permaneceu caída no chão, tremendo e agonizando, por um longo período, enquanto solicitávamos repetidamente atendimento médico, sem retorno imediato. A demora foi absurda e injustificável para um ambiente que deveria estar preparado para emergências.

Quando a equipe médica finalmente apareceu, realizou um atendimento extremamente precário ainda no chão e, em seguida, colocou minha amiga em uma cadeira de rodas, mas em vez de conduzi-la a um local adequado, levou-a até um canto isolado ao lado de uma lixeira, onde deram continuidade ao atendimento, incluindo a medição de glicemia, procedimento invasivo feito ali mesmo, em local totalmente inadequado e insalubre.

Para agravar ainda mais a situação, uma das médicas aparentava estar doente, espirrando constantemente, limpando o nariz na roupa e sem uso de luvas ou máscara, demonstrando completa negligência com protocolos básicos de higiene e segurança.

Após identificarem que se tratava de uma crise de pressão alta associada a um quadro severo de ansiedade, ministraram medicação e simplesmente nos deixaram naquele mesmo local, sem qualquer acompanhamento até a saída, elevador ou área de descanso.

É revoltante e assustador presenciar uma pessoa em sofrimento intenso, caída no chão, sem receber ajuda adequada em um local público de grande circulação como um aeroporto internacional. Fica a pergunta: e se fosse um caso mais grave? Um infarto, AVC ou parada respiratória? É inaceitável imaginar que, dependendo da conduta desses profissionais, algo fatal poderia ter ocorrido.

Solicito que esta situação seja apurada com máxima seriedade. As câmeras do aeroporto podem comprovar o tempo de espera, a negligência e a forma desumana como o atendimento foi prestado.

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Resposta da empresa

09/06/2026 às 17:55



Prezada Sr(a). Isabela,

Agradecemos por entrar em contato com a Norte da Amazônia Airports (NOA) e lamentamos a situação vivenciada por você e sua amiga. Compreendemos a apreensão em relação ao mal-estar enfrentado nas dependências do aeroporto e reforçamos que sua manifestação é importante para o aprimoramento contínuo de nossos serviços.

Conforme apuração interna, a equipe médica do aeroporto recebeu acionamento às 01h22 e se deslocou imediatamente ao local informado. Ao chegar, foi registrado que a paciente encontrava-se consciente e orientada, tendo sido acomodada, em seguida, em cadeira de rodas. Com a aproximação de pessoas alheias à situação e a fim de viabilizar o atendimento de forma segura, a paciente foi deslocada para local próximo ao ocorrido, entretanto fora do fluxo de pessoas.

Em relação a este tema, é importante esclarecer que, em situações de urgência em ambientes públicos, o atendimento inicial é realizado no próprio local da ocorrência, priorizando a avaliação imediata e a estabilização do paciente. Essa conduta busca evitar atrasos que possam comprometer a segurança, mesmo quando as condições do ambiente não são ideais, embora, neste caso, tenha sido verificado que não havia qualquer impedimento ou fator inapropriado para a assistência.

Após a devida escuta médica, aferição de sinais vitais e a estabilização do quadro, foram prestadas orientações à paciente e às acompanhantes quanto à necessidade de procurar serviço de urgência em caso de recorrência ou piora dos sintomas.

Considerando a melhora apresentada e o fato de estar acompanhada por pessoas responsáveis, a paciente foi liberada para seguir ao domicílio, com recomendação de uso da cadeira de rodas até a área de saída, visando maior conforto e segurança.

Reforçamos que, em situações potencialmente graves, o aeroporto conta com equipe médica capacitada e equipamentos adequados para realizar a avaliação inicial, promover a estabilização do paciente e, quando necessário, acionar suporte avançado.

Ressaltamos, ainda, que a equipe encontrava-se apta para o atendimento e que o caso foi devidamente analisado internamente.

Esclarecemos também que a definição diagnóstica, a avaliação do grau de instabilidade clínica e a decisão quanto à necessidade de encaminhamento para unidade hospitalar de maior complexidade são atribuições exclusivas da equipe médica responsável pelo atendimento, sempre fundamentadas em critérios técnicos e científicos.

Permanecemos comprometidos com a melhoria contínua de nossos processos e com a prestação de um atendimento humanizado e responsável a todos os usuários do aeroporto.

Agradecemos por compartilhar sua experiência e permanecemos à disposição para esclarecimentos adicionais.

Cordialmente,
Atendimento Norte da Amazônia Airports (NOA)