Assunto: Reclamação formal Grave falha na assistência de enfermagem prestada no setor de Emergência do Hospital Norte DOr

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
28/07/2026 às 21:36
ID: 255083289
Venho, por meio desta, registrar formal reclamação acerca da assistência de enfermagem recebida durante meu atendimento na Emergência do Hospital Norte DOr, em razão de sucessivas falhas que colocaram em risco minha segurança e demonstraram total desrespeito aos protocolos assistenciais.
Dei entrada na emergência apresentando quadro de intensa lombalgia, dor incapacitante, irradiação para o membro inferior, limitação funcional importante, dificuldade para deambular e sinais compatíveis com agravamento do meu quadro neurológico, situação que, posteriormente, culminou na indicação de cirurgia de urgência.
Durante minha permanência na emergência, fui submetido à administração de medicamentos prescritos pelo médico de forma que considero incompatível com as boas práticas assistenciais.
Destaco, especialmente, a administração de Tramal (tramadol) por uma técnica de enfermagem, que, segundo observei, deixou o controle do equipo totalmente aberto, permitindo que toda a medicação fosse infundida rapidamente diretamente na corrente sanguínea, sem qualquer controle adequado da velocidade de infusão.
Após essa administração, apresentei intensa reação, com mal-estar importante, sensação de desfalecimento e outros sintomas compatíveis com uma reação adversa ao medicamento. O que mais causa indignação é que nenhum profissional demonstrou preocupação imediata em avaliar meu estado clínico, sendo que meus sinais vitais somente passaram a ser verificados depois que informei ser profissional da área da saúde, ocasião em que a equipe aparentou mudar sua postura.
Além disso, observei que outras medicações administradas por via intravenosa em bolus também foram injetadas de maneira extremamente rápida, sem qualquer cautela aparente quanto ao tempo recomendado de administração, prática que pode aumentar significativamente o risco de eventos adversos e desconforto ao paciente.
Como profissional da saúde, tenho conhecimento dos princípios básicos de segurança do paciente e da administração segura de medicamentos. Justamente por isso, reconheci que a assistência prestada naquele momento se distanciava dos protocolos técnicos esperados.
Solicito que esta reclamação seja objeto de rigorosa apuração, inclusive com a análise das imagens das câmeras de segurança da sala de medicação e da emergência, que poderão demonstrar a dinâmica dos fatos narrados, a forma como os medicamentos foram administrados e a ausência de monitorização imediata após minha reação.
Faço questão de registrar que, após minha internação na unidade de internação, minha experiência foi completamente diferente. A equipe de enfermagem do andar demonstrou elevado nível técnico, respeito aos protocolos assistenciais, atenção constante, humanização, empatia e profissionalismo. As medicações eram administradas com cautela, havia conferência das prescrições, monitorização adequada e tratamento digno ao paciente.
Esse contraste demonstra que não se trata de uma crítica ao Hospital Norte DOr como um todo, mas de uma grave preocupação específica com a assistência prestada no setor de Emergência, cuja conduta merece revisão urgente para evitar que outros pacientes sejam expostos aos mesmos riscos.
Diante da gravidade dos fatos, requeiro a abertura de procedimento interno para investigação, com manifestação formal da instituição, identificação dos profissionais envolvidos, análise do cumprimento dos protocolos assistenciais e das imagens de monitoramento, bem como a adoção das medidas corretivas e disciplinares eventualmente cabíveis.
Na ausência de esclarecimentos satisfatórios, levarei o caso às autoridades competentes, incluindo:
* Direção Técnica e Gerência de Enfermagem do Hospital Norte DOr;
* Ouvidoria da Rede DOr;
* Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN-RJ), para apuração de eventual infração ética;
* Vigilância Sanitária, caso sejam constatadas falhas relacionadas à segurança assistencial;
* Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), naquilo que couber;
* Secretaria Estadual de Saúde, se pertinente;
* e, se necessário, ao Poder Judiciário, para apuração das responsabilidades civis decorrentes dos prejuízos sofridos.
Espero que esta manifestação seja tratada com a seriedade que a segurança do paciente exige, pois situações como as relatadas jamais deveriam ocorrer em um serviço de emergência de alta complexidade. A correta administração de medicamentos, a monitorização após reações adversas e o atendimento humanizado não são diferenciais: são deveres fundamentais da assistência em saúde.
Atenciosamente,
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