Apropriação indébita, falta de registro do imóvel, condomínio pendente e problemas com financiamento imobiliário

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
01/09/2025 às 15:04
ID: 225849755
Em junho de 2022 realizei a aquisição de um imóvel na rua dois de fevereiro e em seguida coloquei para locação sob intermédio e condução do corretor de imóveis *****, o qual era representante legítimo da imobiliária Nova Época situada na *****.
Ressalto ainda que em 14/06/2022 o senhor Adriano me solicitou a transferência da importância de R$ 5.728,00 alegando que era para subsidiar a execução do Registro Geral de Imóveis - RGI e me encaminhou via WhatsApp a escritura do apartamento em formato PDF, informando que o referido registro era o próximo passo para encerramento da formalização do imóvel.
Cabe salientar que no final de 2022, após inúmeros questionamentos pela morosidade na entrega do RGI, o senhor Adriano começou a alegar que o registro estava em fase de elaboração no cartório, mas nunca me forneceu o número de protocolo de abertura do processo, ação que me deixou muito intrigado, além disso, os valores locacionais estavam atrasando frequentemente e segundo o senhor Adriano, era por falta de repasse do inquilino e me aconselhou a aguardar o pagamento, tendo em vista que uma ação de despejo demandaria muito tempo, pois bem, em 2023 fui notificado pela administradora BCF, responsável pela gestão do condomínio que existiam 10 cotas condominiais em aberto, mediante esse cenário, o senhor Adriano não tendo outra alternativa, assumiu a autoria da apropriação indevida desses valores e promoveu um acordo junto a BCF administradora se comprometendo a pagar essas 10 cotas condominiais, porém só efetuou o pagamento de 6 cotas, tendo 4 pendentes ainda.
Destaco ainda que após esses fatos, obtive acesso aos comprovantes de transferências dos alugueis junto ao inquilino e nunca houve atraso de um mês, pelo contrário, teve uma ocasião em que o senhor Adriano abordou o inquilino, solicitando antecipação de pagamento alegando que esse valor era para subsidiar o pagamento do velório da minha mãe, fato que não ocorreu, não recebi nenhum valor e além disso, tomei conhecimento que não existe nenhuma abertura de processo de registro do meu imóvel no cartório.
Vale frisar que estou desde 2023 sendo paciente e aguardando o posicionamento do senhor Adriano, onde sempre recebo a devolutiva que "Vai resolver", " Estou resolvendo", porém na última semana, além de todo comportamento ilegal e desprezível, o senhor Adriano teve uma conduta que julgo até surpreendente, de tão inverídica e descabida, pois ao ser questionando sobre essas ações, junto ao gerente ***** da imobiliária Nova Época, disse: " Que esses fatos não condizem com a verdade", depois se enrola e diz " que está tratando com responsabilidade", enfim, mais uma enxurradas de mentiras e [Editado pelo Reclame Aqui] alegações.
Por oportuno, é importante enfatizar que a Nova Época vem se eximindo dessas responsabilidades, afirmando que foi uma ação indevida do corretor e não da imobiliária e para piorar a minha situação, relataram que o senhor Adriano atualmente não faz mais parte da empresa e que nada podem fazer.
Isto posto de forma bem objetiva, seguindo todo rito de transparência, venho solicitar a entrega do RGI e o pagamento de 4 Taxas Condominiais pendentes e 2 Locacionais.
Aproveito o momento para mencionar que estava em processo de compra de um novo imóvel junto à Caixa Econômica Federal e fui surpreendido de forma negativa que meu financiamento não pode ser aprovado, pois existe um processo movido pelo condomínio em virtude dessa pendencias condominiais e isso gera restrição ao meu nome, fato esse que me fez perder a compra do referido imóvel me gerando um prejuízo e frustração enorme, pois o valor do imóvel e as condições eram extremamente vantajosas. Fato ocorrido também para o meu consórcio que por motivo de restrição junto ao SERASA minha contemplação não pode ser concluída.
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Resposta da empresa
03/09/2025 às 12:15
Prezado Sr. Bruno Leite Medeiros,
A Imobiliária Nova Época agradece seu contato e a oportunidade de nos manifestarmos sobre os pontos por Vossa Senhoria levantados.
Após uma análise criteriosa dos fatos relatados e de nosso histórico de relacionamento, prestamos os seguintes esclarecimentos.
Em primeiro lugar, lamentamos profundamente a situação desconfortável vivida. A Nova Época, com mais de 10 anos de atuação no mercado imobiliário carioca, prima pela transparência e pela ética em todos os seus negócios, mantendo um programa contínuo de treinamento e capacitação para todos os seus colaboradores, com o firme objetivo de proporcionar o melhor e mais seguro atendimento aos nossos clientes.
No que tange especificamente aos fatos narrados, é nosso dever informar o seguinte.
Sobre o Registro de Imóvel (RGI), conforme verificação junto ao nosso setor financeiro e aos registros contábeis, a Nova Época não recebeu qualquer valor referente aos custos de registro do imóvel situado na *******, Bloco A, Apt. *******.
Nossos protocolos internos estabelecem que pagamentos para tais finalidades devem ser realizados diretamente aos cofres da empresa, com a consequente emissão de recibo oficial.
Transações financeiras realizadas diretamente entre as partes, fora do controle e da ciência da administração da imobiliária, fogem completamente à nossa alçada e responsabilidade.
Já quanto à Gestão Locativa, a Nova Época atua estritamente na intermediação de compra e venda. Quaisquer acordos ou arranjos posteriores à aquisição do imóvel, como a gestão de locação, administração de recebimento de aluguéis e tratativas com condomínios, são de natureza privada entre as partes envolvidas, não constituindo vínculo contratual ou obrigacional com nossa empresa.
As questões relacionadas a supostos atrasos, acordos com a administradora do condomínio e eventuais alegações de condutas pessoais do ex-corretor são, portanto, de responsabilidade exclusiva dos envolvidos nestes acordos particulares.
Em relação aos fatos descritos sobre o ex-corretor Adriano Pereira da Costa, precisamos esclarecer o seguinte.
Conforme política interna, a Nova Época atua com corretores devidamente autônomos e registrados no CRECI, cabendo a cada profissional a condução independente de suas atividades dentro dos preceitos legais e éticos do mercado.
Cabe ressaltar que o senhor Adriano Pereira da Costa não integra mais o quadro de corretores da Nova Época.
Importante destacar que a Nova Época não é parte interessada, nem foi signatária de quaisquer acordos posteriores à intermediação da compra e venda, findada com a entrega da escritura.
As alegações feitas pelo Sr. Adriano em sua defesa, assim como aquelas apresentadas pelo Sr. Bruno, são de natureza estritamente pessoal entre eles, uma vez que se referem a transações financeiras e acordos realizados inteiramente fora do âmbito administrativo, operacional e financeiro da Imobiliária Nova Época.
Reafirmamos, portanto, de maneira categórica, que a Nova Época não tem qualquer responsabilidade sobre eventuais condutas praticadas pelo ex-corretor em suas relações particulares.
Nossa empresa cumpriu integral e comprovadamente seu papel na intermediação do imóvel, conforme atestado pela escritura pública devidamente finalizada e entregue, o que encerra por completo nossas obrigações contratuais.
Destacamos que a Nova Época cumpriu com todas as suas obrigações contratuais inerentes ao serviço de intermediação de compra e venda que lhe foi confiado. As demais situações descritas, infelizmente, referem-se a relações e acordos realizados fora do âmbito contratual com nossa empresa.
Reiteramos nosso compromisso com a seriedade e a lisura de nossas operações. Colocamo-nos à disposição para, se for o caso, fornecer documentos que comprovem a quitação de todos os serviços por nós prestados e a ausência de ingresso dos valores mencionados em nossos caixas.
Agradecemos sua compreensão!
Atenciosamente,
Att.,
Jurídico Nova Época.
Réplica do consumidor
03/09/2025 às 14:31
Prezados,
Boa tarde !
De fato, a omissão da Nova Época na resolução desse problema me causa muita estranheza, todos os procedimentos foram feitos junto ao Sr. Adriano, o qual era representante legítimo dessa imobiliária, comprei o imóvel e fiz a locação com o Sr. Adriano mediante esse cenário, inclusive com a compra e locação sendo feito dentro dessa imobiliária, acredito que já relatei o suficiente para entender que fui vítima de ações ilícitas do funcionário de vocês, agora já que entendem que não são responsáveis pela conduta profissional do seu funcionário, fica inviável o prosseguimento desse diálogo.